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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Grândola vai esterilizar gatos vadios de Tróia

Objectivo é manter o número de animais controlado

A Câmara de Grândola vai avançar, no início de 2015, com um programa de esterilização de gatos e gatas vadios, na península de Tróia, para manter o número de animais controlado e reduzir as pragas de pulgas no Verão, afirmou na sexta-feira o veterinário municipal. A população de gatos “assilvestrados” naquela zona do concelho não está quantificada. No entanto, disse à agência Lusa o veterinário municipal, Pedro Sobral, responsável pela intervenção prevista, a situação “não é problemática”.O programa vai decorrer em articulação com um grupo de cidadãos interessado pela situação dos animais, cuja iniciativa levou à intervenção da autarquia. Na zona do Tróia Resort deverá haver actualmente, segundo a estimativa dos voluntários que os alimentam, entre 30 e 40 animais. 
Esterilizações avançam já em Janeiro promovidas pela autarquia

O município pretende, através do programa de esterilização, fazer o “controlo reprodutivo” dos animais e esta é a “altura ideal para fazer as cirurgias”, devido à redução da temperatura do ar, explicou o veterinário. Pedro Sobral sublinhou que os gatos não representam um “perigo”, mas que existem vantagens nesta intervenção, como a redução de pragas de pulgas e de carraças no Verão.
A iniciativa envolve a captura dos gatos com recurso a armadilhas - que consistem em caixas com comida no interior e se fecham com o animal no seu interior - e uma intervenção cirúrgica nos animais recolhidos, que são depois libertados à zona onde se encontravam. O veterinário municipal não indicou uma data para a conclusão do programa, mas disse que poderão ser realizadas “quatro ou cinco esterilizações por semana”.
O programa vai decorrer em articulação com um grupo de cidadãos interessado pela situação dos animais, cuja iniciativa levou à intervenção da autarquia, referiu Pedro Sobral. Para José Fidalgo, um dos elementos desse grupo, “a única forma de controlar a população de gatos é através de um programa de captura, esterilização e devolução, em que todas as partes” colaborem. Por isso, “lamenta” que o Troia Resort, empreendimento turístico instalado em Tróia, demonstre “indiferença” relativamente à situação.
José Fidalgo e a mulher deslocam-se há alguns anos, “todos os fins-de- semana”, do Pinhal Novo a Tróia, cerca de 100 kms para cada lado, para alimentar os gatos. Trata-se de uma “obrigação de qualquer cidadão”, afirmam. Em conjunto com outras pessoas, promoveram já a esterilização “de mais de uma dúzia de gatas” e facultaram tratamento a animais doentes.
Segundo este casal de Pinhal Novo, “sempre existiram gatos em Tróia” e houve uma altura em que a população esteve “completamente descontrolada”. Contudo, a acção dos voluntários e a mortalidade de um grande número de animais, devido a vários fcatores, levaram à diminuição das colónias.

Questão de "saúde pública" 
Na zona do Tróia Resort deverá haver actualmente, segundo a estimativa dos voluntários que os alimentam, entre 30 e 40 animais. José Fidalgo diz que, estando alimentados, os animais “não chateiam ninguém” e mantêm-se “mais afastados” do empreendimento turístico. Por esse motivo “espera” que os responsáveis do Tróia Resort “reconsiderem” e “se juntem” ao programa.
Contactado pela Lusa, o diretor-geral do Tróia Resort, João Madeira, classificou a colónia de gatos como “uma questão de saúde pública que preocupa” a empresa. “Estamos a acompanhar de perto [a questão] devido aos seus efeitos na qualidade de vida em Tróia, quer para os seus visitantes, quer para os seus moradores”, afirmou, felicitando a Câmara de Grândola “pelas medidas previstas”.
João Madeira considerou também “de extrema relevância” o contributo do grupo de cidadãos que tratam os gatos e as gatas de Tróia.

Agência de Notícias

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