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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Barreiro reúne condições para receber novo terminal

Estudo de Impacte Ambiental dá "esperança" ao Barreiro 

A decisão só deve ser tomada em 2015, mas a autarquia do Barreiro já avançou com projetos que prevêm a urbanização do local e a descontaminação da Baia do Tejo. Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro diz que a construção deste terminal seria importante "não só para o desenvolvimento do concelho do Barreiro, como para o país". Para já  o Estudo de Impacte Ambiental da Agência Portuguesa do Ambiente refere que o Barreiro é o território que reúne melhores condições para receber o novo terminal de contentores, refere a proposta apresentada na semana passada.O documento explica que numa análise às três vertentes, ambiente, operação e os impactos urbanos, o Barreiro é a melhor solução, em comparação com a Trafaria, referindo que várias outras soluções foram estudadas ao longo dos anos.
Estudo de Impacte Ambiental dá luz verde ao Barreiro 

A proposta de definição do âmbito do Estudo de Impacte Ambiental para o novo terminal de contentores refere que a infraestrutura vai dar utilidade aos terrenos no Barreiro, que se encontram "abandonados e que só servem para uso industrial".
"A possibilidade de estabelecer uma nova zona portuária e industrial nestes terrenos poderá contribuir para a revitalização do tecido económico, para a rentabilidade do espaço, para a reconversão de áreas industriais degradadas e para a redução do passivo ambiental", refere a proposta elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
A zona em estudo para a localização do novo terminal de contentores no Barreiro é o território da Baía do Tejo, empresa do universo Parpública, que tem a seu cargo a gestão dos Parques Empresariais Baía do Tejo, localizados no Barreiro, Almada, Seixal e Estarreja.
"O objetivo principal é dar utilidade a terrenos que dificilmente servirão para algo que não ao uso industrial e que agora se apresentam abandonados. Contribui ainda para a diminuição dos custos de construção dos acessos rodoferroviários necessários para a distribuição e receção de cargas", acrescenta o estudo da APA.
O documento frisa que a solução do Barreiro não é inovadora, já que em 2007 era apontada como alternativa potencial para receber o novo terminal de contentores.
A proposta explica ainda que existem fatores que contribuíram para o Barreiro ser visto como um boa hipótese, como a suspensão da Terceira Travessia do Tejo, já que amarração a sul seria precisamente sobre o território em análise, bem como a contestação popular à construção do terminal na zona da Trafaria.
Caso o terminal se venha a localizar no Barreiro, a proposta salienta que serão necessárias novas acessibilidades ferroviárias e rodoviárias e alargar estradas existentes, de modo a assegurar o eficiente escoamento da carga contentorizada.
Em relação aos sedimentos, o documento refere que os estudos não revelam a presença de materiais pesados que condicionem as dragagens, salientando que o passivo ambiental em terra pode ser resolvido caso o projeto avance, o que será um "benefício biofísico e social".
Quanto às três grandes empresas a operarem na área adjacente ao terminal, Fisipe, Nova AP e LBC Tanquipor, o estudo refere que devem ser analisados os riscos.
O novo terminal do Barreiro, caso avance, ficará localizado num terrapleno a construir com os materiais a dragar no leito do rio para o aprofundamento do canal de navegação existente e bacias de manobra e cais de acostagem, na continuação da Área Industrial do Barreiro.
"A estrutura de acostagem tem um comprimento total de cerca de 1.500 metros, considerando-se a possibilidade da sua construção em duas fases (796 m + 704 m). Estará fundada a uma cota tal que permita fundos disponíveis ao longo de todo o comprimento do paramento acostável de -17 metros", conclui o estudo da Agência Portuguesa do Ambiente.
A proposta de definição do âmbito do Estudo de Impacte Ambiental vai estar em consulta pública até ao dia 19 de Dezembro. 

Administração do Porto de Lisboa quer Barreiro 
De acordo com a presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL), a localização do Barreiro para o novo terminal de contentores de Lisboa "poderá ter uma capacidade de cerca de 90 hectares e que irá estar perfeitamente integrado numa zona industrial e logística, que é operada pela Baía do Tejo, e que tem uma área para implementação de infraestruturas logísticas, industriais e tecnológicas de cerca de 250 hectares", diz Marina Ferreira que ainda afirma que "o Barreiro é de facto uma localização privilegiadíssima do ponto de vista nacional".
A possível construção de um terminal de contentores no concelho do Barreiro "será uma mais-valia do ponto de vista da competitividade e emprego enorme para a região de Lisboa, porque empresas exportadoras que possam produzir os seus produtos e imediatamente embarcá-los para exportação sem ter que pagar qualquer custo adicional de transporte é uma vantagem competitiva muito significativa e que não existe outro sítio em Portugal onde se possa instalar", considerou a responsável da APL.
Em relação à possibilidade do novo terminal de contentores de Lisboa vir a ser localizado em Setúbal, a presidente da APL explicou: "O terminal, cuja possibilidade nós estamos a equacionar para o Barreiro, é um terminal completamente diferente dos terminais de Setúbal. Estamos a falar no Barreiro de um terminal equivalente ao de Alcântara que é completamente distinto dos terminais de Setúbal, por isso estamos convencidos que o lançamento e o desenvolvimento deste terminal, se vier a fazer-se, depois de verificados todos os requisitos ambientais, de investimento privado, de desenvolvimento económico e crescimento da região a ser feito irá também ter um potencial muito positivo no desenvolvimento do Porto de Setúbal".

Autarquia luta para trazer terminal 
Cidade quer mesmo receber terminal de contentores de Lisboa 
O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto, assegurou que vai lutar para que o terminal seja construído no Barreiro, na margem esquerda do Tejo.
Carlos Humberto, acredita que no início do 2015 vai haver uma decisão sobre o novo terminal de contentores, e reafirmou que vai lutar para trazer a infraestrutura para o concelho. "A única solução a ser estudada é o terminal de contentores no Barreiro, mesmo havendo opiniões diferentes, o que é normal numa matéria tão complexa. Estão a ser feitos estudos ambientais e assim que estiverem concluídos o Governo vai tomar uma decisão final. Penso que no início de 2015 haverá decisão", disse o autarca do Barreiro. 
Até a decisão ser conhecida, Carlos Humberto entende que é preciso gerir as expetativas com prudência, lembrando o caso da ponte Barreiro-Chelas, que depois de anunciada pelo anterior governo socialista, acabou por não avançar. "Sempre falei na gestão das expetativas neste processo do terminal para não acontecer como na ponte, em que os pilares estavam quase a ser construídos quando recebemos um balde de água fria", frisou. Carlos Humberto assegurou, contudo, que vai lutar para que o terminal seja construído no Barreiro, na margem esquerda do Tejo. Questionado sobre se teme que com uma eventual mudança de governo, haja alterações à atual perspetiva de localização, o presidente da câmara respondeu: "Daquilo que eu conheço, também da parte do PS, não há desacordo sobre esta proposta".
A deslocalização do terminal de contentores do porto de Lisboa para o Barreiro já levou o bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Matias Ramos, a colocar reservas a esta futura localização por ser necessária uma obra marítima que obriga a um grande volume de dragagens, e também o problema dos solos contaminados. A Ordem dos Engenheiros também estranha que não estejam em estudo outras alternativas como Setúbal.
A estas dúvidas, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, afirmou que não há pedidos de novos operadores para o porto de Setúbal.

Terminal discutido esta noite no Barreiro 
O movimento “Dar Futuro ao Barreiro”, encabeçado por Bruno Vitorino, organiza esta noite,  2 de Dezembro, pelas 21 horas no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, um colóquio tendo como tema: “Terminal de Contentores no Barreiro: uma oportunidade?” Marina Ferreira, presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa; Jacinto Pereira, presidente do Conselho de Administração da Baía do Tejo e Bruno Vitorino, deputado do PSD, são os participantes no colóquio.
O movimento “Dar Futuro ao Barreiro” refere que promove esta iniciativa "na sequência das notícias que dão como provável a instalação de uma nova infraestrutura portuária no concelho".



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