15 anos de diversidade jazz até domingo no Seixal

Seixal espera "muito público" para o encerramento do Seixal Jazz

A 15° edição do festival Seixal Jazz, que termina a 25 de Outubro, um domingo, deverá "voltar a ter casa cheia", à semelhança dos primeiros dias do festival. Carlos Garcia, da Divisão de Ação Cultural da câmara do Seixal, refere que o festival tem já "um público fiel", que vem de todo o país. É essencialmente um "público mais interessado e atento pelas novas formas do jazz, especialmente o feminino", conta aquele responsável. O Seixal Jazz encerra com o concerto do Ambrose Akinmusire Quintet, no dia 25. No dia antes, enquanto a 23 é a vez dos franceses Louis Sclabis Atlas Trio. As atuações decorrem no Auditório Municipal do Seixal, sempre às dez da noite.

O norte-americano Ambrose Akinmusire encerra festival 
Muito mudou no Seixal Jazz desde a sua primeira edição, em 1996. De um festival essencialmente focado em músicos norte-americanos e num jazz de cariz mainstream, hoje o certame está aberto a outros mundos, ao jazz europeu e a músicos que privilegiam a improvisação. É esta diversidade que caracteriza novamente a 15.ª edição do Seixal Jazz, que começou no passado dia 17 com o trio do pianista Craig Taborn, uma estreia em Portugal.
"O festival ganhou porque vamos ao encontro dos vários públicos. Não há um público específico como havia em 1996. Além disso, hoje há uma maior apetência para estas novas correntes ligadas à improvisação e isso alargou o nosso espectro de público", diz Carlos Garcia, chefe da divisão de ação cultural da Câmara Municipal do Seixal, responsável pela organização do festival.
O impacto que o Seixal Jazz tem tido na comunidade local ao longo destas 15 edições é evidente. "Isto tem sempre muita repercussão no comércio local porque há pessoas que vêm de Lisboa, e não só, para vir ver os concertos e isso reflecte-se. Além disso, esta é uma das iniciativas que mais projeta a câmara... Por vezes encontro pessoas nos mais diversos locais com T-shirts do Seixal Jazz, o que é positivo", conta Carlos Garcia.
Assim sendo, explica o responsável do evento, o Seixal Jazz está já "perfeitamente enraizado", sendo "um dos mais antigos do país". Assim, para assinalar esta "marca com alguma história", a organização "teve a preocupação em trazer o Mário Laginha e o Carlos Barretto", que tocaram na primeira e na segunda edição do certame, respetivamente. 
A estes juntaram-se outros nomes, nacionais e internacionais, onde se destaca a estreia em solo nacional a atuação, no último dia do festival, do norte-americano Ambrose Akinmusire, "um dos músicos de jazz do momento".
Apesar de ter "o mesmo orçamento dos últimos três anos", o Seixal Jazz tem conseguido "manter a qualidade". Carlos Garcia revela que isso deve-se a vários fatores, como "viagens mais baratas, cachets negociados ou possibilidades de alojamento mais económico". Assim, o objetivo é que o festival "continue a crescer", depois da "evolução dos últimos anos", mantendo uma aposta "num jazz mais atual".
O Seixal Jazz arrancou no passado dia 17 de Outubro e encerra com o concerto do Ambrose Akinmusire Quintet, no dia 25. No dia antes, tocam os Lokomotiv, de Carlos Barretto com Ricardo Toscano, enquanto a 23 é a vez dos franceses Louis Sclabis Atlas Trio. As atuações decorrem no Auditório Municipal do Seixal, sempre às dez da noite. 
No âmbito desta 15.ª edição do Seixal Jazz estará patente na Galeria de Exposições Augusto Cabrita a exposição Jazz memories, que inclui várias fotografias da autoria de Rosa Reis dos muitos concertos que se realizaram ao longo da história do festival.

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