A procissão, os concertos e a forte participação popular marcaram três dias de celebração na freguesia
A Quinta do Anjo voltou a encontrar-se com uma das tradições mais antigas e acarinhadas do concelho de Palmela. Durante três dias, entre 30 de Outubro e 1 de Novembro, a Festa de Todos os Santos juntou fé, música, convívio e identidade popular, numa edição especial que assinalou 270 anos de história e que terminou com um balanço muito positivo.Procissão de Todos os Santos reuniu centenas de pessoas nas ruas |
A procissão em honra de Todos os Santos foi um dos momentos mais marcantes desta edição. Pelas ruas da freguesia, a participação da população voltou a dar expressão a uma tradição que atravessa gerações e que continua a fazer parte da memória colectiva da Quinta do Anjo. Na noite de sábado, a Procissão das Velas tinha já reunido centenas de pessoas, num ambiente de recolhimento e partilha que mostrou a ligação da comunidade a esta celebração.
Mas a festa não se fez apenas de momentos religiosos. A música e a animação deram outro ritmo aos três dias, com os concertos dos Abba Mia e de Miguel Azevedo a trazerem público, alegria e muita energia ao recinto. A juventude esteve particularmente presente, contribuindo para um ambiente de festa vivido por diferentes gerações e mostrando que uma tradição com 270 anos também sabe encontrar espaço para novas formas de participação.
A fechar a edição, o concerto da Sociedade de Instrução Musical da Quinta do Anjo (SIM) acrescentou um significado especial ao último dia. Uma presença que reforçou a ligação entre a festa e o movimento associativo local, dando palco a uma instituição que também faz parte da história e da identidade da freguesia.
Uma tradição que continua a juntar a comunidade
A origem desta celebração remonta a 1756, na sequência do terramoto de 1755. A tradição popular associa o nascimento da festa à proteção atribuída a Nossa Senhora da Redenção, numa época em que a população da região terá vivido com particular apreensão os efeitos do grande sismo. A celebração começou junto à capela, reunindo habitantes que viviam dispersos pelos montes e cabeços da Serra do Louro.
Ao longo de mais de dois séculos e meio, a Festa de Todos os Santos foi preservando a sua dimensão religiosa, mas também o seu papel enquanto espaço de encontro, convívio e afirmação da identidade local. A Missa, a procissão e o tradicional leilão dos santos fazem parte de uma herança que continua a ser transmitida entre gerações.
Para Nuno Valente, presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Anjo, a edição deste ano confirmou a capacidade de crescimento de uma celebração que continua a atrair cada vez mais visitantes.
"O balanço deste ano das festas, 270 anos, acho que fomos presenteados com uma grande aderência, mais pessoas que o ano passado, algumas dificuldades de estacionamento, é sinal de muita gente a aderir", afirmou.
O autarca considera que a dimensão histórica da iniciativa representa uma oportunidade para reforçar a sua importância para além dos limites da freguesia. "As festas da Quinta do Anjo, com toda a sua tradição secular, têm tudo para continuar a progredir e a serem um marco não só para o concelho, mas para toda a região. Um sucesso, eu acho", sublinhou.
Mais do que a quantidade de visitantes, Nuno Valente destacou o ambiente vivido durante os três dias e a capacidade de criar momentos de proximidade entre quem ali reside e quem escolhe visitar a Quinta do Anjo. "Todos os que nos visitam divertiram-se, passaram bons momentos com fraternidade e espírito de comunidade e união", referiu.
Mais visitantes, maior participação e espaço para os jovens
Também João Coelho, presidente da Associação de Festas da Quinta do Anjo, faz um balanço bastante positivo desta edição comemorativa. A participação nas iniciativas religiosas foi, na sua perspetiva, um dos sinais mais evidentes da adesão da população, com destaque para as duas procissões.
"O balanço dos nossos 270 anos de existência tem sido bastante positivo, como foi o exemplo agora a nossa Procissão de Todos os Santos, muito participada. Não foi só o único exemplo, houve outros exemplos que eu destaco", afirmou.
Entre esses momentos, destacou a Procissão das Velas, realizada na noite anterior, que contou com centenas de participantes. "Arrisco-me quase a dizer que foi uma das maiores participações dos últimos anos", acrescentou, sublinhando a resposta da comunidade da freguesia e do concelho de Palmela.
O presidente da Associação de Festas salientou igualmente a presença de mais visitantes e os reflexos positivos da iniciativa na atividade económica local. "Temos tido mais visitantes e também os negócios, pelo que nós apurámos ao longo destes três dias, têm ocorrido melhor em relação aos outros anos anteriores", revelou.
Mas há outro aspeto que João Coelho considera importante para o futuro da festa: o envolvimento dos mais novos. A renovação das equipas e a participação juvenil são, na sua perspetiva, fundamentais para assegurar a continuidade de uma tradição que não pode ficar apenas ligada às memórias de quem a viveu no passado.
"Dar a entender e dar a conhecer que temos que apostar mais também nos jovens. Não é exemplo que a minha equipa é nitidamente toda jovem", salientou.
A 270.ª Festa de Todos os Santos terminou assim com a afirmação de uma tradição que continua viva, capaz de reunir a devoção religiosa, a música, o associativismo e o convívio popular. Entre quem participa há muitos anos e quem agora descobre a festa, a Quinta do Anjo voltou a mostrar que a sua história não se conserva apenas nas recordações: constrói-se também em cada edição, nas ruas cheias, nos encontros e na vontade de continuar a celebrar.
Também João Coelho, presidente da Associação de Festas da Quinta do Anjo, faz um balanço bastante positivo desta edição comemorativa. A participação nas iniciativas religiosas foi, na sua perspetiva, um dos sinais mais evidentes da adesão da população, com destaque para as duas procissões.
"O balanço dos nossos 270 anos de existência tem sido bastante positivo, como foi o exemplo agora a nossa Procissão de Todos os Santos, muito participada. Não foi só o único exemplo, houve outros exemplos que eu destaco", afirmou.
Entre esses momentos, destacou a Procissão das Velas, realizada na noite anterior, que contou com centenas de participantes. "Arrisco-me quase a dizer que foi uma das maiores participações dos últimos anos", acrescentou, sublinhando a resposta da comunidade da freguesia e do concelho de Palmela.
O presidente da Associação de Festas salientou igualmente a presença de mais visitantes e os reflexos positivos da iniciativa na atividade económica local. "Temos tido mais visitantes e também os negócios, pelo que nós apurámos ao longo destes três dias, têm ocorrido melhor em relação aos outros anos anteriores", revelou.
Mas há outro aspeto que João Coelho considera importante para o futuro da festa: o envolvimento dos mais novos. A renovação das equipas e a participação juvenil são, na sua perspetiva, fundamentais para assegurar a continuidade de uma tradição que não pode ficar apenas ligada às memórias de quem a viveu no passado.
"Dar a entender e dar a conhecer que temos que apostar mais também nos jovens. Não é exemplo que a minha equipa é nitidamente toda jovem", salientou.
A 270.ª Festa de Todos os Santos terminou assim com a afirmação de uma tradição que continua viva, capaz de reunir a devoção religiosa, a música, o associativismo e o convívio popular. Entre quem participa há muitos anos e quem agora descobre a festa, a Quinta do Anjo voltou a mostrar que a sua história não se conserva apenas nas recordações: constrói-se também em cada edição, nas ruas cheias, nos encontros e na vontade de continuar a celebrar.
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