A doença pode provocar elevada mortalidade nas aves, mas o risco para a população humana é muito baixo
A confirmação de um foco da Doença de Newcastle na Moita colocou vários concelhos da região sob medidas de vigilância sanitária. O vírus foi detetado num pombal na Baixa da Banheira e Vale da Amoreira e levou ao abate preventivo das aves, numa operação destinada a impedir que a infeção se propague a outros pombais e capoeiras.![]() |
| Newcastle pode provocar elevada mortalidade nas aves |
O caso tem consequências para além da exploração afetada. Foram estabelecidas duas zonas de restrição, com raios de três e 10 quilómetros, onde passam a existir limitações temporárias à circulação de aves e ovos, bem como à realização de eventos que reúnam estes animais.
A doença é altamente contagiosa entre aves e pode provocar quadros graves, incluindo elevada mortalidade. Embora possa também infetar seres humanos, o risco para a população em geral é muito baixo, segundo a informação da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.
O que é a Doença de Newcastle e quais são os riscos?
A Doença de Newcastle é uma infeção causada por um vírus que pode atingir diferentes espécies de aves, desde galinhas, patos, perus a pombos e aves selvagens. Em Portugal, é de declaração obrigatória, o que significa que as suspeitas têm de ser comunicadas às autoridades veterinárias.
A gravidade varia consoante a estirpe do vírus. Entre os sinais que podem surgir nas aves estão dificuldades respiratórias, diarreia, apatia e alterações neurológicas, como torcicolo, tremores ou paralisia. Em casos graves, a mortalidade pode ser muito elevada, tornando essencial a deteção precoce e a aplicação de medidas de controlo.
A transmissão ocorre sobretudo através do contacto com secreções e excreções de aves infetadas, mas também pode acontecer por via indireta, através de água, alimentos, equipamentos, vestuário ou calçado contaminados.
E há perigo para as pessoas? O risco é considerado muito baixo. Em situações de exposição direta ao vírus, sobretudo entre pessoas que contactam de perto com aves infetadas, pode ocorrer conjuntivite, geralmente ligeira. A principal preocupação deste foco é a propagação entre aves e os efeitos que isso pode ter na saúde animal e nas explorações avícolas.
A vacinação, a higiene dos espaços e o afastamento entre aves domésticas e aves selvagens são medidas importantes para reduzir o risco de transmissão.
Abate preventivo para travar a propagação
O foco foi confirmado laboratorialmente num pombal localizado na União das Freguesias de Baixa da Banheira e Vale da Amoreira. Na segunda-feira, 26 de Outubro, foi realizada uma operação de abate preventivo das aves na zona afetada.
A intervenção foi articulada entre a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, o Gabinete Veterinário Municipal e o Serviço Municipal de Proteção Civil da Moita.
"O objetivo é conter e erradicar o vírus: A Doença de Newcastle é altamente contagiosa entre aves. O abate preventivo e o cumprimento estrito das normas sanitárias são medidas obrigatórias e cruciais para evitar a propagação da doença a outros efetivos no concelho e na região", salienta a autarquia.
A aplicação destas medidas pretende interromper a cadeia de transmissão e reduzir o risco de novos focos, numa altura em que a vigilância se estende a diferentes áreas da região.
Restrições chegam a vários concelhos
Em redor do pombal foram delimitadas duas áreas sanitárias. A zona de proteção abrange um raio de três quilómetros e inclui áreas dos concelhos do Barreiro, Moita, Seixal, Alcochete e Almada.
Já a zona de vigilância estende-se até aos 10 quilómetros e abrange áreas dos concelhos da Moita, Barreiro, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Lisboa.
Dentro destes perímetros, estão em vigor restrições temporárias à circulação de aves detidas e de ovos, tanto para incubação como para consumo, de e para os estabelecimentos abrangidos.
Estão também proibidas feiras, mercados, exposições e outros ajuntamentos de aves. Existem ainda limitações à circulação de carne fresca e de produtos derivados de aves provenientes de matadouros situados nas áreas abrangidas, nos termos das medidas sanitárias aplicáveis.
A delimitação das zonas não significa que todos os estabelecimentos ou todas as freguesias dos concelhos indicados estejam abrangidos da mesma forma. As restrições dependem da área definida pelas autoridades veterinárias.
Em redor do pombal foram delimitadas duas áreas sanitárias. A zona de proteção abrange um raio de três quilómetros e inclui áreas dos concelhos do Barreiro, Moita, Seixal, Alcochete e Almada.
Já a zona de vigilância estende-se até aos 10 quilómetros e abrange áreas dos concelhos da Moita, Barreiro, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Lisboa.
Dentro destes perímetros, estão em vigor restrições temporárias à circulação de aves detidas e de ovos, tanto para incubação como para consumo, de e para os estabelecimentos abrangidos.
Estão também proibidas feiras, mercados, exposições e outros ajuntamentos de aves. Existem ainda limitações à circulação de carne fresca e de produtos derivados de aves provenientes de matadouros situados nas áreas abrangidas, nos termos das medidas sanitárias aplicáveis.
A delimitação das zonas não significa que todos os estabelecimentos ou todas as freguesias dos concelhos indicados estejam abrangidos da mesma forma. As restrições dependem da área definida pelas autoridades veterinárias.
Apelo a quem tem pombos ou galinhas
Perante o foco confirmado, a Câmara Municipal da Moita recomenda aos detentores de aves que reforcem as medidas de biossegurança nos pombais e capoeiras, evitando o contacto entre aves domésticas e aves selvagens.
Qualquer aumento anormal da mortalidade, aparecimento de sintomas de doença ou quebra na produção deve ser comunicado imediatamente à DGAV. A rapidez na comunicação de suspeitas é fundamental para permitir a intervenção das autoridades e evitar que o vírus chegue a outras aves.
A autarquia deixa ainda um apelo à colaboração da população: "Contamos com a colaboração de todos para proteger a saúde animal no nosso concelho".
Perante o foco confirmado, a Câmara Municipal da Moita recomenda aos detentores de aves que reforcem as medidas de biossegurança nos pombais e capoeiras, evitando o contacto entre aves domésticas e aves selvagens.
Qualquer aumento anormal da mortalidade, aparecimento de sintomas de doença ou quebra na produção deve ser comunicado imediatamente à DGAV. A rapidez na comunicação de suspeitas é fundamental para permitir a intervenção das autoridades e evitar que o vírus chegue a outras aves.
A autarquia deixa ainda um apelo à colaboração da população: "Contamos com a colaboração de todos para proteger a saúde animal no nosso concelho".

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