A associação atravessou dificuldades, mas regressa com novos planos para os jovens, o desporto e a comunidade
Há lugares que fecham portas durante algum tempo, mas não desaparecem da memória de quem lhes deu vida. Na Bela Vista, em Setúbal, a Associação Desportiva e Cultural “Os Africanos” voltou a abrir a sua sede, depois de um período de inatividade e de obras de reabilitação que preparam agora uma nova etapa para a coletividade. A reabertura aconteceu na sexta-feira, numa casa que quer voltar a ser mais do que uma sede. Quer ser um espaço para os jovens, para o desporto, para a cultura e para a própria comunidade do bairro.![]() |
| Depois das obras, a sede volta a receber a comunidade |
Instalada na Rua do Antigo Olival, em instalações cedidas gratuitamente pela Câmara Municipal de Setúbal, a associação entra assim num processo de revitalização, com novos projetos e a vontade de recuperar o papel que teve ao longo dos anos na vida da Bela Vista.
“Atravessámos muitas marés”. A frase de Francisco Sousa, presidente da comissão administrativa da associação, resume talvez melhor do que qualquer outra o caminho feito até aqui.
“Atravessámos muitas marés, umas boas, outras más”. Agora, a ideia é deixar para trás esse período de dificuldades e olhar para o que vem a seguir. Com a sede recuperada e o apoio municipal, Os Africanos querem reconstruir a sua atividade e voltar a afirmar-se no território.
“A partir de hoje, com aquilo que está programado para o futuro, com o apoio da Câmara Municipal e com os pés bem assentes no chão, ‘Os Africanos’ vão afirmar-se, vão evoluir e vão estabilizar”, afirmou Francisco Sousa durante a cerimónia de reabertura. É um regresso que não pretende ficar fechado dentro das quatro paredes da sede.
Uma porta aberta para a Bela Vista
Francisco Sousa garante que “o espaço vai ficar aberto à comunidade”, numa tentativa de fazer da sede um ponto de encontro e de devolver à associação uma presença mais forte no bairro.
O objetivo passa também por criar condições para recuperar uma das áreas que mais marcou o percurso de Os Africanos: o desporto.
A associação pretende conseguir instalações que permitam desenvolver futebol de formação e criar uma equipa de futebol de veteranos, dando continuidade a uma ligação ao desporto que faz parte da sua identidade. A ambição é clara: não voltar apenas a funcionar, mas voltar a ter um papel.
Francisco Sousa garante que “o espaço vai ficar aberto à comunidade”, numa tentativa de fazer da sede um ponto de encontro e de devolver à associação uma presença mais forte no bairro.
O objetivo passa também por criar condições para recuperar uma das áreas que mais marcou o percurso de Os Africanos: o desporto.
A associação pretende conseguir instalações que permitam desenvolver futebol de formação e criar uma equipa de futebol de veteranos, dando continuidade a uma ligação ao desporto que faz parte da sua identidade. A ambição é clara: não voltar apenas a funcionar, mas voltar a ter um papel.
Setúbal quer o movimento associativo de volta à rua
Na cerimónia, a vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria do Carmo Tiago, destacou precisamente a importância deste regresso para a comunidade.
“Desejamos muito sucesso neste reinício de atividade, o que tanto nos apraz e que é tão necessária para as populações que beneficiam deste convívio e da união que aqui se promove”, sublinhou.
A autarca sublinhou ainda o papel das associações e coletividades na vida do concelho e afirmou que o município tem “muito orgulho no trabalho desenvolvido pelas associações e coletividades” e “muita honra em ter um movimento associativo tão forte”.
A Câmara de Setúbal assegurou a cedência gratuita das instalações e apoiou também as obras necessárias para que a sede pudesse voltar a abrir.
Maria do Carmo Tiago garantiu que o município “está e estará sempre disponível” para apoiar o movimento associativo.
Na cerimónia, a vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria do Carmo Tiago, destacou precisamente a importância deste regresso para a comunidade.
“Desejamos muito sucesso neste reinício de atividade, o que tanto nos apraz e que é tão necessária para as populações que beneficiam deste convívio e da união que aqui se promove”, sublinhou.
A autarca sublinhou ainda o papel das associações e coletividades na vida do concelho e afirmou que o município tem “muito orgulho no trabalho desenvolvido pelas associações e coletividades” e “muita honra em ter um movimento associativo tão forte”.
A Câmara de Setúbal assegurou a cedência gratuita das instalações e apoiou também as obras necessárias para que a sede pudesse voltar a abrir.
Maria do Carmo Tiago garantiu que o município “está e estará sempre disponível” para apoiar o movimento associativo.
A memória também voltou a entrar pela porta
Uma associação pode reabrir uma sede, mas não consegue reabrir uma história. Essa já lá estava. E foi precisamente essa memória que marcou o final da cerimónia. No interior da sede foram descerradas três placas. Uma assinala a própria reabertura do espaço. As outras duas recuperam nomes que fazem parte da história de Os Africanos.
Uma presta homenagem, a título póstumo, ao treinador António Pereira Lopes, conhecido por “Tonadas”, pelo contributo dado ao desenvolvimento desportivo do clube. A outra recorda os fundadores da associação, José António Moreno e Renato Santainhas.
Uma associação pode reabrir uma sede, mas não consegue reabrir uma história. Essa já lá estava. E foi precisamente essa memória que marcou o final da cerimónia. No interior da sede foram descerradas três placas. Uma assinala a própria reabertura do espaço. As outras duas recuperam nomes que fazem parte da história de Os Africanos.
Uma presta homenagem, a título póstumo, ao treinador António Pereira Lopes, conhecido por “Tonadas”, pelo contributo dado ao desenvolvimento desportivo do clube. A outra recorda os fundadores da associação, José António Moreno e Renato Santainhas.
É entre essa memória e os planos para o futuro que Os Africanos começam agora uma nova caminhada.
A sede voltou a abrir. A verdadeira prova começa agora: conseguir que as portas permaneçam abertas e que, atrás delas, volte a acontecer alguma coisa.
A sede voltou a abrir. A verdadeira prova começa agora: conseguir que as portas permaneçam abertas e que, atrás delas, volte a acontecer alguma coisa.

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