Comissões de Utentes dizem que consultas foram descontinuadas desde 10 de Agosto por falta de recursos humanos
As consultas de Gravidez Não Desejada da Unidade Local de Saúde (ULS) Almada-Seixal terão sido descontinuadas desde 10 de Agosto, segundo uma denúncia das Comissões de Utentes dos Concelhos do Seixal e de Almada. As estruturas atribuem a decisão à falta de recursos humanos e contestam a transferência do procedimento para uma clínica privada em Lisboa.![]() |
| Consultas de IVG deixam temporariamente de ser realizadas |
Num comunicado divulgado este domingo, as Comissões de Utentes afirmam ter tomado conhecimento de que as consultas relacionadas com a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) deixaram de ser asseguradas na ULS Almada-Seixal.
Segundo os utentes, a alteração estará em vigor desde 10 de Agosto e terá como origem a "falta de recursos humanos". Perante esta situação, o procedimento passará a ser encaminhado para uma clínica privada em Lisboa.
As Comissões de Utentes consideram que esta solução poderá criar obstáculos adicionais às mulheres que pretendam interromper uma gravidez, defendendo que a transferência implica "um conjunto de formalidades burocráticas suscetíveis de dificultar a concretização" da IVG.
Utentes contestam transferência para o privado
As estruturas representativas dos utentes manifestam ainda preocupação com o afastamento desta resposta dos serviços públicos de saúde, recordando o passado em que a interrupção voluntária da gravidez era realizada de forma clandestina, situação que podia ter consequências graves para a saúde das mulheres.
Nesse contexto, as Comissões de Utentes "repudiam" a retirada das consultas de Gravidez Não Desejada da ULS Almada-Seixal e defendem a necessidade de garantir uma resposta pública acessível e atempada.
As estruturas dizem não dispor, para já, de outras informações sobre a alteração e adiantam que irão questionar o Conselho de Administração da ULS Almada-Seixal sobre a situação.As estruturas representativas dos utentes manifestam ainda preocupação com o afastamento desta resposta dos serviços públicos de saúde, recordando o passado em que a interrupção voluntária da gravidez era realizada de forma clandestina, situação que podia ter consequências graves para a saúde das mulheres.
Nesse contexto, as Comissões de Utentes "repudiam" a retirada das consultas de Gravidez Não Desejada da ULS Almada-Seixal e defendem a necessidade de garantir uma resposta pública acessível e atempada.
ULS diz que solução é temporária
Contactada sobre a situação, a ULS Almada-Seixal explica que a decisão está relacionada com a dificuldade em "garantir resposta atempada" às utentes.
Perante essa dificuldade, a ULS decidiu estabelecer um protocolo com um "estabelecimento oficialmente reconhecido pela Direção-Geral da Saúde", permitindo assegurar a realização do procedimento fora das suas instalações.
A solução apresentada pela ULS é, segundo a própria instituição, de caráter "temporário" e tem como objetivo "assegurar resposta atempada e segura" às mulheres que necessitem deste acompanhamento.
A Unidade Local de Saúde Almada-Seixal garante ainda que a situação deverá ser resolvida "brevemente", mantendo-se, entretanto, a resposta através da solução protocolada.
A polémica surge assim num momento em que as Comissões de Utentes questionam a retirada das consultas da estrutura pública, enquanto a ULS sustenta que a alteração resulta de constrangimentos na capacidade de resposta e constitui uma medida temporária para garantir o acesso à IVG.
Contactada sobre a situação, a ULS Almada-Seixal explica que a decisão está relacionada com a dificuldade em "garantir resposta atempada" às utentes.
Perante essa dificuldade, a ULS decidiu estabelecer um protocolo com um "estabelecimento oficialmente reconhecido pela Direção-Geral da Saúde", permitindo assegurar a realização do procedimento fora das suas instalações.
A solução apresentada pela ULS é, segundo a própria instituição, de caráter "temporário" e tem como objetivo "assegurar resposta atempada e segura" às mulheres que necessitem deste acompanhamento.
A Unidade Local de Saúde Almada-Seixal garante ainda que a situação deverá ser resolvida "brevemente", mantendo-se, entretanto, a resposta através da solução protocolada.
A polémica surge assim num momento em que as Comissões de Utentes questionam a retirada das consultas da estrutura pública, enquanto a ULS sustenta que a alteração resulta de constrangimentos na capacidade de resposta e constitui uma medida temporária para garantir o acesso à IVG.

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