Autarca aponta divergências políticas e falta de apoio, mas garante que continuará a cumprir o mandato até 2029
Nuno Valente, presidente da Junta de Freguesia de Quinta do Anjo, anunciou esta Segunda-feira, 10 de Agosto, a decisão de cessar a sua vinculação político-partidária ao Chega e passar a exercer o mandato como independente. Eleito para o mandato 2025-2029, o autarca garante que a decisão não representa uma renúncia ao cargo, mantendo-se plenamente em funções e assumindo todas as responsabilidades inerentes à presidência da Junta.![]() |
| Nuno Valente passa a exercer o mandato como independente |
A mudança surge depois de uma reflexão sobre as condições políticas e institucionais verificadas desde o início do mandato, com Nuno Valente a apontar incompatibilidades com estruturas partidárias da antiga concelhia e distrital, falta de apoio político e institucional e divergências que, segundo o próprio, acabaram por tornar inviável a continuidade da ligação ao partido.
O presidente da Junta deixa, contudo, uma palavra de agradecimento às novas estruturas partidárias, que, segundo afirma, procuraram "apaziguar e resolver problemas" que acabaram por não ser ultrapassados devido aos impedimentos existentes entre os envolvidos.
"A minha lealdade institucional é para com a Quinta do Anjo"
Nuno Valente faz questão de separar a decisão partidária do compromisso assumido perante os eleitores. A saída do Chega, sublinha, não significa abandonar o projeto autárquico nem o mandato para o qual foi eleito.
"Esta decisão não significa que abandone o mandato que me foi confiado pelos eleitores. Significa que deixo de estar vinculado a uma estrutura partidária e passo a exercer a Presidência com plena independência política, colocando a Quinta do Anjo acima de qualquer interesse partidário, agendas pessoais ou outros”, afirma.
Para o autarca, o exercício de uma função autárquica deve assentar na legalidade, transparência, responsabilidade e defesa do interesse público, sem que as decisões da Junta sejam condicionadas por interesses partidários ou pessoais.
"A minha lealdade institucional é para com a Quinta do Anjo e para com os seus cidadãos. Foi para servir a população que aceitei este mandato e é para a população que continuarei a trabalhar”, garante.
A partir de agora, Nuno Valente pretende assumir uma postura de maior independência política, mas também de diálogo e cooperação com todas as forças políticas e entidades públicas, independentemente das suas orientações.
Nuno Valente faz questão de separar a decisão partidária do compromisso assumido perante os eleitores. A saída do Chega, sublinha, não significa abandonar o projeto autárquico nem o mandato para o qual foi eleito.
"Esta decisão não significa que abandone o mandato que me foi confiado pelos eleitores. Significa que deixo de estar vinculado a uma estrutura partidária e passo a exercer a Presidência com plena independência política, colocando a Quinta do Anjo acima de qualquer interesse partidário, agendas pessoais ou outros”, afirma.
Para o autarca, o exercício de uma função autárquica deve assentar na legalidade, transparência, responsabilidade e defesa do interesse público, sem que as decisões da Junta sejam condicionadas por interesses partidários ou pessoais.
"A minha lealdade institucional é para com a Quinta do Anjo e para com os seus cidadãos. Foi para servir a população que aceitei este mandato e é para a população que continuarei a trabalhar”, garante.
A partir de agora, Nuno Valente pretende assumir uma postura de maior independência política, mas também de diálogo e cooperação com todas as forças políticas e entidades públicas, independentemente das suas orientações.
Decisão comunicada às entidades autárquicas
A desvinculação partidária foi formalmente comunicada à Câmara Municipal de Palmela, Assembleia Municipal de Palmela, Assembleia de Freguesia de Quinta do Anjo, Executivo da Junta de Freguesia, estruturas partidárias distritais e Direção Nacional do Chega.
O autarca reforça que continuará a exercer o cargo até ao final do mandato e que pretende manter o foco na concretização do projeto apresentado aos eleitores e na resolução dos problemas da freguesia.
"Não abandono o projeto. Não abandono a freguesia. Não abandono os cidadãos”, afirma Nuno Valente.
Independência sem isolamento
A nova posição política, explica, deverá traduzir-se numa maior liberdade para tomar decisões e estabelecer entendimentos institucionais, sem deixar de procurar consensos.
"Não procurarei conflitos políticos, mas também não aceitarei condicionamentos. Quero trabalhar com todos aqueles que estejam disponíveis para trabalhar pela Quinta do Anjo. A independência não significa isolamento. Significa liberdade para decidir e responsabilidade perante a população”, sublinha.
Nuno Valente termina reafirmando que a mudança de estatuto político não altera o compromisso assumido nas urnas.
"O compromisso mantém-se. A responsabilidade mantém-se. O mandato mantém-se. O que termina é a vinculação partidária. A partir de hoje, a minha prioridade é uma só: Quinta do Anjo”.
A nova posição política, explica, deverá traduzir-se numa maior liberdade para tomar decisões e estabelecer entendimentos institucionais, sem deixar de procurar consensos.
"Não procurarei conflitos políticos, mas também não aceitarei condicionamentos. Quero trabalhar com todos aqueles que estejam disponíveis para trabalhar pela Quinta do Anjo. A independência não significa isolamento. Significa liberdade para decidir e responsabilidade perante a população”, sublinha.
Nuno Valente termina reafirmando que a mudança de estatuto político não altera o compromisso assumido nas urnas.
"O compromisso mantém-se. A responsabilidade mantém-se. O mandato mantém-se. O que termina é a vinculação partidária. A partir de hoje, a minha prioridade é uma só: Quinta do Anjo”.

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