Temperaturas acima dos 40 graus obrigam a medidas excecionais nos serviços municipais
O Montijo está a reforçar as medidas de prevenção perante a nova onda de calor que atinge Portugal. Face às previsões de temperaturas elevadas para esta quinta e sexta-feira, a autarquia decidiu reduzir o horário de vários serviços municipais para proteger os trabalhadores, apelando também à colaboração da população para minimizar os impactos das alterações temporárias. O distrito de Setúbal está em alerta vermelho.![]() |
| Onda de calor vai atingir todo o país a partir desta quinta-feira |
A Câmara Municipal do Montijo informou que os trabalhadores dos serviços de Higiene Urbana, Jardins e Obras irão terminar as suas funções às 11 horas esta quinta e sexta-feira, devido às condições meteorológicas adversas previstas para o concelho.
Segundo a autarquia, esta decisão pretende salvaguardar a saúde e a segurança dos funcionários expostos ao calor extremo durante o desempenho das suas atividades.
"Solicita-se, por isso, a colaboração de todos os munícipes, procedendo à deposição de resíduos urbanos e de monos apenas ao final do dia ou durante o período noturno, de forma a minimizar os constrangimentos decorrentes da redução do horário de funcionamento destes serviços", sublinha a Câmara Municipal.
Cemitérios encerram durante a tarde
A autarquia anunciou igualmente que os cemitérios municipais permanecerão encerrados durante o período da tarde, motivo pelo qual não serão realizados funerais nesse horário enquanto vigorarem estas medidas excecionais.
No final de sexta-feira, será efetuada uma nova avaliação da evolução das condições meteorológicas. Caso se mantenham as previsões de calor intenso, o município admite prolongar estas restrições.
Portugal enfrenta nova vaga de calor
As medidas adotadas pelo Montijo surgem numa semana marcada por uma intensa vaga de calor em Portugal continental, provocada por uma severa "cúpula de calor", que deverá manter temperaturas superiores aos 40 graus em várias regiões do país.
A preocupação das autoridades é reforçada pela memória da histórica vaga de calor registada entre 29 de Julho e 14 de Agosto de 2003, considerada a mais longa e intensa em Portugal. Nesse período foi atingido o recorde nacional de 47,3 graus, na Amareleja, no Alentejo. Beja registou 45,4 graus, Elvas 44,9 graus, Lisboa chegou aos 42 graus e o Porto aos 39 graus. Em diversas localidades verificaram-se 14 dias consecutivos em onda de calor, estimando-se cerca de 2.700 mortes em excesso associadas ao fenómeno.
Miguel Miranda, antigo presidente do IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera, recorda esse episódio como "a maior onda de calor na Europa" e uma situação "absolutamente dramática", salientando que, desde então, o país reforçou significativamente a capacidade de resposta.
Governo ativa plano nacional de prevenção
Perante o agravamento das temperaturas, o Governo apresentou esta quarta-feira um plano nacional de combate ao calor.
Entre as principais medidas está a criação de locais de abrigo temporário climatizados nos municípios para acolher pessoas mais vulneráveis sempre que as condições o justifiquem.
A secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, defendeu que "ao contrário do que acontece com as infeções respiratórias no inverno, cuja pressão recai sobretudo sobre os cuidados de saúde, as ondas de calor exigem uma resposta ampla e integrada que envolve toda a sociedade".
A governante acrescentou ainda que "a resposta mais eficaz ao calor não começa no hospital, começa muito antes, com a prevenção e a proteção ativa das pessoas mais vulneráveis".
As Unidades Locais de Saúde estão a reforçar a articulação com municípios, juntas de freguesia, Proteção Civil e Segurança Social para identificar espaços climatizados que possam funcionar como abrigo temporário. O Governo solicitou igualmente às autarquias que identifiquem outros edifícios públicos passíveis de desempenhar essa função.
Medidas a tomar contra o calor
As autoridades de saúde recomendam especial atenção a idosos, crianças, grávidas e doentes crónicos, aconselhando a ingestão de pelo menos 1,5 litros de água por dia, mesmo sem sede, evitar a exposição solar entre as 11 e as 17 horas, permanecer em locais frescos sempre que possível, manter as persianas fechadas durante as horas de maior calor, arejar as habitações nas horas mais frescas, utilizar roupa leve e clara, adaptar a atividade física às condições meteorológicas e contactar o SNS24 ou os serviços de saúde perante qualquer agravamento do estado de saúde.
A secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, defendeu que "ao contrário do que acontece com as infeções respiratórias no inverno, cuja pressão recai sobretudo sobre os cuidados de saúde, as ondas de calor exigem uma resposta ampla e integrada que envolve toda a sociedade".
A governante acrescentou ainda que "a resposta mais eficaz ao calor não começa no hospital, começa muito antes, com a prevenção e a proteção ativa das pessoas mais vulneráveis".
As Unidades Locais de Saúde estão a reforçar a articulação com municípios, juntas de freguesia, Proteção Civil e Segurança Social para identificar espaços climatizados que possam funcionar como abrigo temporário. O Governo solicitou igualmente às autarquias que identifiquem outros edifícios públicos passíveis de desempenhar essa função.
Medidas a tomar contra o calor
As autoridades de saúde recomendam especial atenção a idosos, crianças, grávidas e doentes crónicos, aconselhando a ingestão de pelo menos 1,5 litros de água por dia, mesmo sem sede, evitar a exposição solar entre as 11 e as 17 horas, permanecer em locais frescos sempre que possível, manter as persianas fechadas durante as horas de maior calor, arejar as habitações nas horas mais frescas, utilizar roupa leve e clara, adaptar a atividade física às condições meteorológicas e contactar o SNS24 ou os serviços de saúde perante qualquer agravamento do estado de saúde.


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