Operação expõe alegadas situações de maus-tratos e resulta na apreensão de dezenas de cães
Uma denúncia de alegados maus-tratos a animais desencadeou, na semana passada, uma operação da GNR na Quinta do Anjo, no concelho de Palmela, que resultou no resgate de 54 cães e na identificação de duas pessoas suspeitas da prática do crime de maus-tratos a animais de companhia. A ação mobilizou várias entidades de proteção animal e fiscalização, após terem sido detetadas alegadas irregularidades nas condições de alojamento dos animais.![]() |
| 54 cães viviam em condições consideradas degradantes |
A operação decorreu nos dias 25 e 26 de Junho, na Quinta do Anjo, depois de uma denúncia recebida através da Linha SOS Ambiente e Território. Em comunicado divulgado esta segunda-feira, o Comando Territorial de Setúbal da GNR esclarece que "a ação foi desencadeada após uma denúncia recebida através da Linha SOS Ambiente e Território" e teve como objetivo "verificar as condições de bem-estar animal numa Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI)".
A fiscalização foi conduzida pelo Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Palmela, com o apoio da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, do médico veterinário municipal de Palmela e do Gabinete de Fiscalização da Câmara Municipal de Palmela.
A importância da denúncia e da proteção animal
O caso agora revelado na Quinta do Anjo volta a colocar em evidência a importância das denúncias de situações de negligência e maus-tratos, sem as quais muitos casos permanecem invisíveis. Segundo os elementos apurados na operação, os 54 cães viviam em condições consideradas degradantes, com vários animais alegadamente privados de alimentação e água adequadas e confinados em espaços exíguos e sem as condições mínimas de bem-estar.
A fiscalização foi conduzida pelo Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Palmela, com o apoio da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, do médico veterinário municipal de Palmela e do Gabinete de Fiscalização da Câmara Municipal de Palmela.
Animais sem bem-estar nem condições
Durante a ação, os militares da GNR detetaram alegadas irregularidades relacionadas com as condições de alojamento e de bem-estar dos animais, situação que levou à apreensão de dezenas de cães e à identificação de dois suspeitos pela prática do crime de maus-tratos a animais de companhia.
No total, foram apreendidos 54 cães. Destes, 34 foram encaminhados para instituições, 17 ficaram entregues a fiéis depositários e três foram devolvidos ao respetivo proprietário legítimo.
Durante a ação, os militares da GNR detetaram alegadas irregularidades relacionadas com as condições de alojamento e de bem-estar dos animais, situação que levou à apreensão de dezenas de cães e à identificação de dois suspeitos pela prática do crime de maus-tratos a animais de companhia.
No total, foram apreendidos 54 cães. Destes, 34 foram encaminhados para instituições, 17 ficaram entregues a fiéis depositários e três foram devolvidos ao respetivo proprietário legítimo.
Factos comunicados ao tribunal
Na sequência da operação, foram elaborados dois autos de notícia pelo crime de maus-tratos a animais de companhia e dois autos de contraordenação por falta de condições de higiene, bem-estar e espaço adequado para o alojamento dos animais.
Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal.
No mesmo comunicado, a GNR apelou ainda à colaboração dos cidadãos na denúncia de situações de negligência e maus-tratos a animais através da Linha SOS Ambiente e Território, sublinhando "a importância da participação pública no combate a este tipo de criminalidade".
Na sequência da operação, foram elaborados dois autos de notícia pelo crime de maus-tratos a animais de companhia e dois autos de contraordenação por falta de condições de higiene, bem-estar e espaço adequado para o alojamento dos animais.
Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal.
No mesmo comunicado, a GNR apelou ainda à colaboração dos cidadãos na denúncia de situações de negligência e maus-tratos a animais através da Linha SOS Ambiente e Território, sublinhando "a importância da participação pública no combate a este tipo de criminalidade".
A importância da denúncia e da proteção animal
O caso agora revelado na Quinta do Anjo volta a colocar em evidência a importância das denúncias de situações de negligência e maus-tratos, sem as quais muitos casos permanecem invisíveis. Segundo os elementos apurados na operação, os 54 cães viviam em condições consideradas degradantes, com vários animais alegadamente privados de alimentação e água adequadas e confinados em espaços exíguos e sem as condições mínimas de bem-estar.
Mais do que uma questão legal, a proteção animal é hoje um imperativo ético e civilizacional. A forma como uma sociedade trata os seus animais reflete também os seus valores coletivos. Casos como este reforçam, por isso, a necessidade de uma fiscalização permanente, de uma maior consciencialização pública e de uma resposta judicial firme e exemplar para os crimes de maus-tratos a animais, de forma a garantir que situações desta natureza não ficam impunes e que o bem-estar animal seja efetivamente protegido.


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