Governo avança com ligação fluvial histórica entre as duas localidades para aliviar pressão nos transportes
A mobilidade na Margem Sul prepara-se para uma mudança histórica. Depois de anos de reivindicações e sucessivos adiamentos, Barreiro e Seixal vão voltar a estar ligados por via fluvial já a partir de Junho, numa nova operação da Transtejo Soflusa que promete reforçar o transporte público, aproximar populações e aliviar a pressão sobre os acessos ferroviários e rodoviários da região.![]() |
| Nova ligação fluvial aproxima Barreiro e Seixal |
O anúncio foi feito pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, durante as comemorações do primeiro aniversário da operação elétrica no Seixal, cerimónia que assinalou também os dois milhões de passageiros transportados em navios elétricos da Transtejo.
Segundo o governante, a nova ligação vai finalmente responder a uma falha histórica entre dois concelhos vizinhos que, apesar da proximidade geográfica, continuam separados por percursos longos e demorados devido à inexistência de uma ligação direta.
"Hoje temos aqui uma novidade clara, que é o início do serviço em Junho entre o Seixal e o Barreiro", afirmou Miguel Pinto Luz.
A nova rota fluvial fará a ligação Seixal-Barreiro-Lisboa, com chegada ao Cais do Sodré. Numa primeira fase, o serviço funcionará apenas aos fins de semana, mas a previsão é que seja posteriormente alargado a toda a semana, incluindo horários de manhã, tarde e noite.
Ligação histórica volta décadas depois
A ligação entre os dois concelhos da Margem Sul é vista por autarcas e população como o regresso de uma ligação histórica interrompida há mais de cinco décadas.
Até 1969 existia uma ponte sobre o rio Coina, com pouco mais de 300 metros, que permitia unir diretamente Barreiro e Seixal. A infraestrutura acabou por ser desmantelada após o embate de um navio na estrutura.
Desde então, vários projetos de recuperação foram discutidos, mas nunca avançaram. Atualmente, quem pretende viajar entre os dois concelhos em transportes públicos demora cerca de uma hora e necessita de trocar de autocarro durante o percurso. De automóvel, a viagem ronda os 25 minutos.
O presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, considerou a nova ligação "uma boa notícia", destacando a forte relação histórica entre os dois territórios.
"Sempre houve uma ligação histórica entre o Seixal e o Barreiro. Muitos habitantes mais antigos do Seixal estudavam no Barreiro", recordou o autarca.
A ligação entre os dois concelhos da Margem Sul é vista por autarcas e população como o regresso de uma ligação histórica interrompida há mais de cinco décadas.
Até 1969 existia uma ponte sobre o rio Coina, com pouco mais de 300 metros, que permitia unir diretamente Barreiro e Seixal. A infraestrutura acabou por ser desmantelada após o embate de um navio na estrutura.
Desde então, vários projetos de recuperação foram discutidos, mas nunca avançaram. Atualmente, quem pretende viajar entre os dois concelhos em transportes públicos demora cerca de uma hora e necessita de trocar de autocarro durante o percurso. De automóvel, a viagem ronda os 25 minutos.
O presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, considerou a nova ligação "uma boa notícia", destacando a forte relação histórica entre os dois territórios.
"Sempre houve uma ligação histórica entre o Seixal e o Barreiro. Muitos habitantes mais antigos do Seixal estudavam no Barreiro", recordou o autarca.
Transporte fluvial ganha peso na mobilidade da Margem Sul
Miguel Pinto Luz sublinhou ainda que o reforço do transporte fluvial surge numa altura em que a Fertagus enfrenta dificuldades devido à escassez de material circulante.
Segundo o ministro, esta nova resposta poderá ajudar milhares de passageiros da Margem Sul, numa fase em que o serviço ferroviário atravessa limitações significativas.
O Governo revelou também estar a avançar com a aquisição de duas carruagens de reforço para a Fertagus, numa tentativa de melhorar a capacidade ferroviária sobre a Ponte 25 de Abril.
Já Rui Ribeiro Rei, presidente da Transtejo, explicou que a empresa pretende deixar de apostar apenas em ligações diretas entre margens, criando agora novos percursos integrados e complementares.
"A Transtejo não tem que fazer só ligações ponto a ponto. Tem também de criar ligações entre margens e esta é uma necessidade pedida há muito tempo", afirmou.
Miguel Pinto Luz sublinhou ainda que o reforço do transporte fluvial surge numa altura em que a Fertagus enfrenta dificuldades devido à escassez de material circulante.
Segundo o ministro, esta nova resposta poderá ajudar milhares de passageiros da Margem Sul, numa fase em que o serviço ferroviário atravessa limitações significativas.
O Governo revelou também estar a avançar com a aquisição de duas carruagens de reforço para a Fertagus, numa tentativa de melhorar a capacidade ferroviária sobre a Ponte 25 de Abril.
Já Rui Ribeiro Rei, presidente da Transtejo, explicou que a empresa pretende deixar de apostar apenas em ligações diretas entre margens, criando agora novos percursos integrados e complementares.
"A Transtejo não tem que fazer só ligações ponto a ponto. Tem também de criar ligações entre margens e esta é uma necessidade pedida há muito tempo", afirmou.
Navios elétricos já transportaram dois milhões de passageiros
O anúncio da nova ligação aconteceu também num momento simbólico para a Transtejo Soflusa, que celebrou os dois milhões de passageiros transportados em navios elétricos ao longo do último ano.
De acordo com dados da empresa, 52 por cento dessas viagens aconteceram na ligação entre Cacilhas e o Cais do Sodré.
Os restantes 48 por cento foram realizados na travessia Seixal-Cais do Sodré, que passou a operar de forma 100 por cento elétrica desde Maio de 2025.
Desde Novembro de 2025, a ligação de Cacilhas foi igualmente reforçada com navios elétricos, acumulando mais de 10 mil viagens até Abril deste ano.
Já a travessia entre Seixal e Lisboa realizou mais de 17 mil viagens elétricas entre Maio de 2025 e Abril de 2026. A ligação Montijo-Cais do Sodré continua ainda em fase experimental.
A Transtejo refere que os 10 navios elétricos atualmente em operação, cada um com capacidade para 540 passageiros, permitem melhorar o conforto, aumentar a segurança e reduzir os custos de manutenção.
O anúncio da nova ligação aconteceu também num momento simbólico para a Transtejo Soflusa, que celebrou os dois milhões de passageiros transportados em navios elétricos ao longo do último ano.
De acordo com dados da empresa, 52 por cento dessas viagens aconteceram na ligação entre Cacilhas e o Cais do Sodré.
Os restantes 48 por cento foram realizados na travessia Seixal-Cais do Sodré, que passou a operar de forma 100 por cento elétrica desde Maio de 2025.
Desde Novembro de 2025, a ligação de Cacilhas foi igualmente reforçada com navios elétricos, acumulando mais de 10 mil viagens até Abril deste ano.
Já a travessia entre Seixal e Lisboa realizou mais de 17 mil viagens elétricas entre Maio de 2025 e Abril de 2026. A ligação Montijo-Cais do Sodré continua ainda em fase experimental.
A Transtejo refere que os 10 navios elétricos atualmente em operação, cada um com capacidade para 540 passageiros, permitem melhorar o conforto, aumentar a segurança e reduzir os custos de manutenção.
Em 2025, a Transtejo Soflusa transportou perto de 21 milhões de passageiros e realizou cerca de 128 mil viagens nas várias ligações fluviais entre Lisboa e a Margem Sul.
A empresa pretende agora aproximar-se da meta dos 25 milhões de passageiros anuais.
A empresa pretende agora aproximar-se da meta dos 25 milhões de passageiros anuais.

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