Rede criminosa desmantelada em Poceirão e Marateca com material de guerra

Suspeitos apanhados com metralhadoras AK-47, combustível armazenado, vários carros e 75 mil euros 

Uma operação de grande dimensão da GNR em Palmela levou à detenção de quatro homens suspeitos de integrar uma rede criminosa ligada ao furto de veículos e ao auxílio ao tráfico de droga. A ação culminou com a apreensão de armas de guerra, milhares de euros em dinheiro, viaturas, combustível e equipamento tecnológico na União das Freguesias de Poceirão e Marateca. Os suspeitos ficaram todos em prisão preventiva. 
Operação contou com a intervenção das forças especiais da GNR

Os suspeitos, com idades entre os 30 e os 33 anos, foram detidos no âmbito de uma investigação desenvolvida pelo Comando Territorial de Setúbal da Guarda Nacional Republicana. A operação terminou com o cumprimento de um mandado de busca não domiciliária naquela zona do concelho de Palmela.
Segundo a GNR, os militares encontraram diverso armamento de guerra, incluindo metralhadoras AK-47, AK-74U e Stribog SP9A1, além de duas pistolas de diferentes calibres. O material apreendido elevou o nível de alerta das autoridades devido ao potencial de perigo associado às armas encontradas.

Armas, dinheiro e viaturas apreendidas
Além do arsenal, a operação permitiu apreender quatro viaturas, uma embarcação de recreio, motores de alta potência, munições e combustível. Foram ainda recolhidos vários equipamentos tecnológicos e mais de 75 mil euros em numerário.
A ação contou com o apoio do Destacamento de Intervenção e do Grupo de Intervenção de Operações Especiais, unidades especializadas da GNR destacadas para operações de maior rio.
As autoridades acreditam que os detidos estarão ligados a crimes de furto de veículos, auxílio ao tráfico internacional de droga e associação criminosa, investigação que levou ao reforço dos meios operacionais durante a intervenção.

Prisão preventiva decretada
Os quatro homens foram presentes ao Tribunal Judicial de Setúbal.  Após primeiro interrogatório judicial, o tribunal determinou a aplicação da medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.
A investigação prossegue agora para apurar a dimensão da atividade criminosa e eventuais ligações a outros grupos organizados na região de Setúbal.

Agência de Notícias 
Fotografia: Design ADN 

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