Afonso chega ao mundo numa ambulância e inaugura o ano para os bombeiros
Os Bombeiros Voluntários da Moita voltaram a ser protagonistas de um momento marcante ao realizarem, na madrugada de quarta-feira, o primeiro parto de 2026. O nascimento aconteceu numa ambulância da corporação, depois de os pais, com a mãe já em trabalho de parto, se terem deslocado diretamente ao quartel à procura de ajuda urgente. Em 2025, os Bombeiros da Moita ajudaram a realizar 15 partos.![]() |
| Bebê nasceu na quarta-feira numa ambulância no Quartel da Moita |
O bebé, um menino chamado Afonso, nasceu às 06h47 do dia 7 de Janeiro, com o apoio da equipa de emergência pré-hospitalar dos Bombeiros da Moita. Após o parto, mãe e filho foram transportados para a unidade hospitalar de referência, [em Setúbal] onde deram entrada em segurança e em bom estado de saúde.
A corporação relatou o momento nas redes sociais, sublinhando que nem todos os bebés têm a oportunidade de iniciar a vida dentro de um quartel de bombeiros. Na publicação, os operacionais lembram que "a vida não espera e não são todos os bebés que podem passar no Quartel da Moita e dizer 'Eu nasci aqui!'. O Afonso é um deles".
Experiência que faz a diferença
O parto foi assistido por quatro elementos da corporação: dois Hugos, uma Carina e uma Bruna. Depois do nascimento, a criança seguiu com os pais para o Hospital de Setúbal, num ambiente descrito pelos bombeiros como de celebração e alívio.
Entre os operacionais envolvidos estava Hugo Almeida, considerado o bombeiro mais experiente da Moita neste tipo de ocorrências. Até Novembro do ano passado, tinha já participado em sete partos, segundo uma reportagem da revista Sábado dedicada a mães que acabam por dar à luz em ambulâncias.
O ano de 2025 ficou marcado por um número significativo de nascimentos fora do contexto hospitalar, com os Bombeiros da Moita a ajudarem cerca de 15 bebés a nascerem em ambulâncias ou em situações de emergência semelhantes.
O parto foi assistido por quatro elementos da corporação: dois Hugos, uma Carina e uma Bruna. Depois do nascimento, a criança seguiu com os pais para o Hospital de Setúbal, num ambiente descrito pelos bombeiros como de celebração e alívio.
Entre os operacionais envolvidos estava Hugo Almeida, considerado o bombeiro mais experiente da Moita neste tipo de ocorrências. Até Novembro do ano passado, tinha já participado em sete partos, segundo uma reportagem da revista Sábado dedicada a mães que acabam por dar à luz em ambulâncias.
O ano de 2025 ficou marcado por um número significativo de nascimentos fora do contexto hospitalar, com os Bombeiros da Moita a ajudarem cerca de 15 bebés a nascerem em ambulâncias ou em situações de emergência semelhantes.
Reações e debate nacional
A notícia do primeiro parto de 2026 foi recebida com inúmeras mensagens de felicitação por parte dos internautas, muitos deles a elogiar o profissionalismo e a dedicação dos bombeiros. Alguns comentários vão mais longe e questionam: "Quando começam a dar formação de partos em ambulância ao ministério da Saúde e ao Governo de Portugal? Experiência não vos falta".
O tema dos partos em ambulância tem sido alvo de debate público. No início de Novembro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu sentir incómodo com estas situações, embora tenha reafirmado a confiança na ministra da Saúde. Na ocasião, afirmou aos jornalistas: "Claro que me incomoda muito que haja partos em ambulâncias ou mesmo na via pública, mas eu já o pedi e estou à espera de fazer esse levantamento de uma forma sistematizada para percebermos porque que é que isso acontece". Mas até agora nada mudou.
Já em Outubro, o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Álvaro Almeida, recordou que "partos nas ambulâncias sempre aconteceram", acrescentando que, apesar de poderem ser minimizados, "não vão acabar os partos em ambulância porque sempre existiram".
A notícia do primeiro parto de 2026 foi recebida com inúmeras mensagens de felicitação por parte dos internautas, muitos deles a elogiar o profissionalismo e a dedicação dos bombeiros. Alguns comentários vão mais longe e questionam: "Quando começam a dar formação de partos em ambulância ao ministério da Saúde e ao Governo de Portugal? Experiência não vos falta".
O tema dos partos em ambulância tem sido alvo de debate público. No início de Novembro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu sentir incómodo com estas situações, embora tenha reafirmado a confiança na ministra da Saúde. Na ocasião, afirmou aos jornalistas: "Claro que me incomoda muito que haja partos em ambulâncias ou mesmo na via pública, mas eu já o pedi e estou à espera de fazer esse levantamento de uma forma sistematizada para percebermos porque que é que isso acontece". Mas até agora nada mudou.
Já em Outubro, o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Álvaro Almeida, recordou que "partos nas ambulâncias sempre aconteceram", acrescentando que, apesar de poderem ser minimizados, "não vão acabar os partos em ambulância porque sempre existiram".
Agência de Notícias
Fotografia: Design ADN

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