Buscas da Polícia Judiciária colocam viagens e despesas de Dores Meira sob escrutínio
A Polícia Judiciária realizou esta quinta-feira buscas na Câmara Municipal de Setúbal no âmbito de uma investigação relacionada com o alegado pagamento indevido de ajudas de custo e viagens ao estrangeiro atribuídas à antiga presidente da autarquia, Maria das Dores Meira. A presidente da autarquia não é arguida para já, disse a PJ.![]() |
| Buscas decorrem nos Paços do Concelho de Setúbal |
A operação está a ser conduzida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção e inclui duas diligências de busca, segundo confirmou uma fonte policial, explicando que a investigação incide sobre práticas relacionadas com deslocações em serviço e despesas associadas.
A informação sobre as buscas foi inicialmente avançada pelo jornal Público, que referia que Maria das Dores Meira não teria sido constituída arguida por não se encontrar nos Paços do Concelho no momento da intervenção policial.
Mais tarde, ao início da tarde, uma fonte policial esclareceu que "pelo menos para já, não está previsto que a presidente do município, Maria das Dores Meira, seja constituída arguida".
A mesma fonte detalhou que "a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ está a efetuar duas operações de busca no âmbito de uma investigação sobre o eventual pagamento indevido de ajudas de custo e viagens ao estrangeiro".
Quilómetros, viagens e cartões de crédito sob suspeita
De acordo com a investigação, as inspeções periódicas obrigatórias aos dois veículos registados em nome de Maria das Dores Meira, um Mazda de 2008 e um Toyota Celica de 1989, indicam que, entre 2017 e 2021, ambos não terão percorrido mais de mil quilómetros.
Ainda assim, estão sob análise várias viagens realizadas dentro e fora do país, bem como os registos de despesas efetuadas com dois cartões de crédito atribuídos à então presidente da câmara. Os investigadores suspeitam que, em várias ocasiões ao longo desses quatro anos, Maria das Dores Meira possa ter estado registada em dois locais diferentes ao mesmo tempo.
De acordo com a investigação, as inspeções periódicas obrigatórias aos dois veículos registados em nome de Maria das Dores Meira, um Mazda de 2008 e um Toyota Celica de 1989, indicam que, entre 2017 e 2021, ambos não terão percorrido mais de mil quilómetros.
Ainda assim, estão sob análise várias viagens realizadas dentro e fora do país, bem como os registos de despesas efetuadas com dois cartões de crédito atribuídos à então presidente da câmara. Os investigadores suspeitam que, em várias ocasiões ao longo desses quatro anos, Maria das Dores Meira possa ter estado registada em dois locais diferentes ao mesmo tempo.
Auditoria identificou alegadas irregularidades
As buscas agora realizadas surgem na sequência de uma auditoria aprovada no mandato autárquico de 2021 a 2025, com votos favoráveis da CDU, PS e PSD, após uma notícia do Público publicada a 29 de Agosto de 2024 e uma investigação da SIC transmitida a 23 de Outubro do mesmo ano.
A auditoria identificou um conjunto de alegadas irregularidades no pagamento de ajudas de custo e na utilização dos cartões de crédito municipais durante o terceiro e último mandato de Maria das Dores Meira como presidente da Câmara de Setúbal eleita pela CDU, entre 2017 e 2021.
Entre as situações apontadas estão a "acumulação indevida de ajudas de custo com despesas pagas por cartão de crédito, utilização de verbas municipais para fins de natureza pessoal ou recreativa e ausência de documentos justificativos para diversos movimentos bancários, que configuram potenciais violações dos princípios da legalidade e da prossecução do interesse público".
As buscas agora realizadas surgem na sequência de uma auditoria aprovada no mandato autárquico de 2021 a 2025, com votos favoráveis da CDU, PS e PSD, após uma notícia do Público publicada a 29 de Agosto de 2024 e uma investigação da SIC transmitida a 23 de Outubro do mesmo ano.
A auditoria identificou um conjunto de alegadas irregularidades no pagamento de ajudas de custo e na utilização dos cartões de crédito municipais durante o terceiro e último mandato de Maria das Dores Meira como presidente da Câmara de Setúbal eleita pela CDU, entre 2017 e 2021.
Entre as situações apontadas estão a "acumulação indevida de ajudas de custo com despesas pagas por cartão de crédito, utilização de verbas municipais para fins de natureza pessoal ou recreativa e ausência de documentos justificativos para diversos movimentos bancários, que configuram potenciais violações dos princípios da legalidade e da prossecução do interesse público".
Três mandatos e um novo ciclo político
Maria das Dores Meira cumpriu três mandatos consecutivos como presidente da Câmara de Setúbal, eleita pela CDU em 2009, 2013 e 2017. Em 2025 voltou a vencer eleições autárquicas, desta vez como candidata independente com o apoio do PSD.
Segundo a mesma notícia, as buscas desta quinta-feira estarão também relacionadas com o facto de a autarca ter recebido cerca de 35.500 euros em ajudas de custo por alegadas deslocações em viatura própria, num total de 98.500 quilómetros, apesar de dispor de carro oficial com motorista.
Maria das Dores Meira cumpriu três mandatos consecutivos como presidente da Câmara de Setúbal, eleita pela CDU em 2009, 2013 e 2017. Em 2025 voltou a vencer eleições autárquicas, desta vez como candidata independente com o apoio do PSD.
Segundo a mesma notícia, as buscas desta quinta-feira estarão também relacionadas com o facto de a autarca ter recebido cerca de 35.500 euros em ajudas de custo por alegadas deslocações em viatura própria, num total de 98.500 quilómetros, apesar de dispor de carro oficial com motorista.
Agência de Notícias
Fotografia: Paulo Jorge Oliveira/ADN

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