Mobilidade com dignidade: Caminhos que devolvem autonomia a quem mais precisa
Andar na cidade pode ser um gesto simples para muitos, mas um verdadeiro desafio para quem vive com dificuldades de mobilidade. Em Setúbal, a criação de novos percursos pedonais acessíveis procura devolver autonomia, segurança e dignidade a quem mais depende do espaço público para se deslocar. O investimento de um milhão de euros deve estar concluído até Junho do próximo ano.![]() |
| Obras reforçam a inclusão e a mobilidade urbana na cidade |
É neste contexto que a Câmara Municipal de Setúbal está a implementar novos percursos pedonais acessíveis, com piso especial e uso prioritário para pessoas com mobilidade condicionada. A intervenção abrange mais de uma dezena de eixos estruturantes da cidade e representa um investimento de cerca de um milhão de euros, distribuído por uma vasta área urbana.
“Estes percursos foram pensados para garantir que todos conseguem circular com segurança e conforto”, sublinha a autarquia em comunicado.
Percursos inclusivos, pensados para pessoas reais
Os novos trajetos destinam-se a quem enfrenta diariamente dificuldades de locomoção: idosos que caminham com apoio, crianças, grávidas e cidadãos com limitações motoras. Por motivos de segurança, os pavimentos não se destinam à circulação de velocípedes ou de trotinetes elétricas, sendo o seu uso estritamente pedonal.
A Câmara Municipal apela à colaboração de todos para que estes espaços sejam respeitados. “A correta utilização destes percursos é essencial para que cumpram a sua função social”, refere a autarquia.
Alguns dos novos percursos já estão instalados em locais como as avenidas Dr. António Rodrigues Manito e Mariano de Carvalho, a Praça Vitória Futebol Clube e a Rua da Escola Técnica, zonas de grande circulação diária.
Menos barreiras, mais autonomia
Nos eixos intervencionados foram implementadas soluções modernas e adaptadas aos desafios atuais da mobilidade urbana. Destaca-se a criação de percursos pedonais amplos, universalmente acessíveis e com uma largura útil mínima de 1,5 metros.
A intervenção inclui ainda a requalificação de passadeiras, com pavimento tátil e rebaixamento nas zonas de transição entre a rodovia e os passeios, bem como a eliminação de barreiras arquitetónicas. “Cada barreira removida é um passo a mais para a inclusão”, aponta a autarquia sadina.
Nos eixos intervencionados foram implementadas soluções modernas e adaptadas aos desafios atuais da mobilidade urbana. Destaca-se a criação de percursos pedonais amplos, universalmente acessíveis e com uma largura útil mínima de 1,5 metros.
A intervenção inclui ainda a requalificação de passadeiras, com pavimento tátil e rebaixamento nas zonas de transição entre a rodovia e os passeios, bem como a eliminação de barreiras arquitetónicas. “Cada barreira removida é um passo a mais para a inclusão”, aponta a autarquia sadina.
Um investimento com impacto direto na vida diária
A obra, com conclusão prevista até ao final do primeiro semestre de 2026, resulta de uma candidatura ao Programa de Intervenção nas Vias Públicas “Acessibilidades 360º Vias Públicas” e abrange cerca de 5650 metros lineares.
A operação, no valor de um milhão de euros, é financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência e inclui avenidas como Angola, Dr. António Manuel Gamito, República da Guiné-Bissau, Manuel Maria de Portela, Alexandre Herculano e 5 de Outubro, além das ruas Major Magalhães Mexia, Joaquim Brandão, Almeida Garrett e a Travessa do Correios.
Os eixos foram escolhidos pelo seu carácter estratégico e pela continuidade das ações já desenvolvidas no âmbito do Programa Local de Promoção da Acessibilidade RAMPA.
A operação, no valor de um milhão de euros, é financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência e inclui avenidas como Angola, Dr. António Manuel Gamito, República da Guiné-Bissau, Manuel Maria de Portela, Alexandre Herculano e 5 de Outubro, além das ruas Major Magalhães Mexia, Joaquim Brandão, Almeida Garrett e a Travessa do Correios.
Os eixos foram escolhidos pelo seu carácter estratégico e pela continuidade das ações já desenvolvidas no âmbito do Programa Local de Promoção da Acessibilidade RAMPA.
Mobilidade urbana como direito e não privilégio
Com o crescimento da população e da necessidade de deslocação, as cidades têm vindo a perder a capacidade de permitir movimentos simples, rápidos e sustentáveis.
A estratégia municipal dá agora prioridade à zona norte de Setúbal, predominantemente habitacional e com vias de acentuada inclinação, onde estas melhorias fazem uma diferença concreta na vida quotidiana.
Investir em mobilidade urbana acessível é investir em pessoas. É reconhecer que a cidade deve adaptar-se aos seus habitantes e não o contrário. Ao criar percursos que respeitam o ritmo de quem tem mais dificuldades em andar, Setúbal dá um passo firme rumo a uma cidade mais humana, inclusiva e solidária, onde caminhar deixa de ser um obstáculo e passa a ser um direito de todos.
Com o crescimento da população e da necessidade de deslocação, as cidades têm vindo a perder a capacidade de permitir movimentos simples, rápidos e sustentáveis.
A estratégia municipal dá agora prioridade à zona norte de Setúbal, predominantemente habitacional e com vias de acentuada inclinação, onde estas melhorias fazem uma diferença concreta na vida quotidiana.
Investir em mobilidade urbana acessível é investir em pessoas. É reconhecer que a cidade deve adaptar-se aos seus habitantes e não o contrário. Ao criar percursos que respeitam o ritmo de quem tem mais dificuldades em andar, Setúbal dá um passo firme rumo a uma cidade mais humana, inclusiva e solidária, onde caminhar deixa de ser um obstáculo e passa a ser um direito de todos.
Agência de Notícias
Fotografia: Paulo Jorge Oliveira/ADN

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