Alcochete isenta150 alunos carenciados do pagamento das refeições escolares

"Faturação diária de 108 euros que o município, indiretamente, reverte a favor das famílias" 

A Câmara de Alcochete voltou este ano letivo a isentar os alunos com escalão B da Acão Social Escolar do pagamento das refeições escolares, “tendo em conta as dificuldades económicas das famílias e o aumento dos pedidos de apoio alimentar”, esclarece a autarquia ribeirinha.  A decisão, aprovada por unanimidade na reunião do executivo e abrange 149 estudantes, que “tinham de pagar metade do valor da refeição”, ou seja “0,73 cêntimos”. A medida, diz a autarquia, “representa uma faturação diária de 108 euros que o município, indiretamente, reverte a favor das famílias”, conta a Câmara de Alcochete em comunicado.
Autarquia com mais apoios na alimentação escolar 

“Com efeitos retroativos a 1 de Outubro”, a isenção vai vigorar “até ao final do ano letivo 2021/2022”, sendo que “esta medida já tinha sido implementada, para apoiar as famílias face aos efeitos da pandemia” de covid-19.
“É mais um investimento na educação, que irá fazer toda a diferença”, disse Maria de Fátima Soares, vice-presidente e vereadora da Educação. A autarca lembrou ainda que “o executivo oferece aos alunos dos escalões A e B um lanche diário” e que “alargou ao pré-escolar o programa de entrega de fruta, duas vezes por semana, uma vez que, por lei, esta medida é apenas atribuída ao 1.º ciclo”.
Também aprovada na reunião de câmara foi “a atribuição da Acão Social Escolar a mais quatro alunos do ensino pré-escolar e a dois alunos do 1.º ciclo”.
No total, a Câmara de Alcochete “assegura a todas as crianças do ensino público do pré-escolar e do 1.º ciclo o fornecimento de mais de um milhar de refeições escolares, de segunda a sexta-feira, que são confecionadas nos refeitórios do Jardim de Infância do Samouco, do Centro Escolar de São Francisco e das escolas básicas da Restauração e do Valbom”.
Uma das prioridades estabelecidas pela Câmara de Alcochete na área da saúde passa pela “intervenção ativa na nutrição” das crianças e jovens do concelho, o que “motivou a contratação, em Agosto de 2020, de uma nutricionista”.
“Foram, assim, reforçadas as condições para que a alimentação escolar seja equilibrada e adequada às necessidades dos alunos, reduzindo desigualdades e proporcionando a todos, sem exceção, o acesso à melhor oferta alimentar possível”, garante o município, através da mesma nota.
Além disso, começaram também a ser elaboradas ementas vegetarianas, “devidamente planeadas, de forma a evitar carências e desequilíbrios nutricionais”.
Por acreditar “na escola enquanto lugar de igualdade e inclusão”, o município deu ainda início “a um serviço de acompanhamento nutricional individualizado a todos os alunos que, por motivos clínicos, religiosos, éticos ou culturais, tenham a necessidade de uma alimentação diferenciada”, sublinha o mesmo comunicado. 

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