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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Ministro diz que aeroporto do Montijo "é determinante"

Não se tem o "direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país"

O ministro das Infraestruturas e da Habitação defendeu o avanço das obras de expansão do aeroporto de Lisboa, afirmando que esse atraso está a fazer o Estado “perder centenas de milhões de euros todos os dias”. Pedro Nuno Santos falou ainda no novo aeroporto do Montijo, que “está preso ao Estudo de Impacte Ambiental”, referindo que “o país precisa urgentemente” dessa infraestrutura. Referindo-se à construção do novo aeroporto, Pedro Nuno Santos diz que este “está preso apenas ao Estudo de Impacte Ambiental” e que “era importante perceber que o país derrota-se a si próprio” de cada vez que há “vontade em boicotar [este projeto] de diversas formas”. 
Portugal não pode continuar à espera do aeroporto 

O novo aeroporto do Montijo "é crítico" para Portugal, afirma o ministro das Infraestruturas e da Habitação. Pedro Nuno Santos considera que não se tem o "direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país".
"Para um país periférico como Portugal o investimento aeroportuário, o novo aeroporto na região de Lisboa, é determinante, é crítico para que o nosso povo possa viver melhor", afirmou esta segunda-feira o ministro, numa audição conjunta nas comissões parlamentares de Orçamento e Finanças e de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2020.
Pedro Nuno Santos salientou que o atual aeroporto de Lisboa não tem capacidade para receber todos os voos e que a localização da nova infraestrutura no Montijo é a solução.
"Não temos o direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país", afirmou o governante, que salientou: "Todos os investimentos em infraestruturas têm impacto ambiental, que não haja ilusão nenhuma sobre isso".
O que é preciso "é garantir um equilíbrio" entre a preservação do ambiente e qualidade de vida, mas permitindo que o país continue a desenvolver-se, apontou o ministro, na sua intervenção inicial.
"Estamos já neste momento a perder dezenas de milhões de euros, centenas todos os dias, porque aeroporto de Lisboa não pode receber a quantidade de voos que procuram todos os dias" aquela infraestrutura, "são menos receitas, são menos empregos, perde o povo português", salientou.

Beja e Alverca “não são alternativas”
"Não temos tempo e direito para continuar a estudar" outras localizações, acrescentou, apontando estar convencido de que o Montijo é a melhor solução e não há tempo para estudar outros possíveis locais. “Não temos tempo e o direito de continuar a estudar localizações - já lá vão 17 nos últimos 50 anos - e estamos mais do que convencidos que esta é a melhor opção”, afirmou.
Nas palavras de Pedro Nuno Santos, a construção de um novo aeroporto em Alverca “está estudada” e, caso acontecesse, “só poderia ser uma única pista porque não podemos usar as duas ao mesmo tempo”. Beja também não é opção porque “mesmo com alta velocidade, fica longe de Lisboa, não é competitivo”. “Beja e Alverca não são alternativas, estão mais do que estudadas. Temos de parar com este desporto nacional de boicotar o novo aeroporto. Não queremos que o país perca mais tempo, receitas e turistas”, afirmou.
Para o ministro das Infraestruturas, “ninguém anda aqui a certificar aeroportos que não oferecem condições de segurança”.
A 8 de Janeiro de 2019, a ANA e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (aeroporto Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo num novo aeroporto.

Agência de Notícias
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