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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Fábrica de Palmela com pré-acordo para aumentos salariais

Autoeuropa aprova aumento e passagem de 250 funcionários a efetivos

Os trabalhadores da Autoeuropa vão ser aumentados, segundo confirmou uma fonte da Comissão de Trabalhadores ao jornal Eco. O aumento salarial, com retroactivos em Outubro, deverá situar-se nos 3,2 por cento. Este seria, pelo menos, o valor em cima da mesa antes da reunião com a administração. Esta quarta-feira, em reunião, a Autoeuropa e a comissão de trabalhadores chegaram a acordo sobre o aumento salarial, bónus, conversão de contratos a termo em efectivos e outros benefícios, segundo a TVI. Agora, o entendimento será debatido pelos trabalhadores num plenário na próxima terça-feira, já que os 5700 trabalhadores têm de aceitar as condições que os seus representantes negociaram com a administração da fábrica de Palmela. Caso se confirme este valor, o aumento nunca será inferior a 25 euros para os funcionários da fábrica da Volkswagen.
Pré-acordo tem de ser aprovado pelos trabalhadores  

A ser aceite, o aumento salarial será de de 3,2 por cento com retroativos a 1 de Outubro de 2017. O entendimento prevê um valor mínimo de 25 euros para aqueles trabalhadores que, com mais 3,2 por cento fiquem aquém desse valor.
Em Abril de 2018, haverá prémios para os trabalhadores de 100 ou 200 euros, que dependerão da antiguidade do trabalhador. O acordo a 15 meses vigorará até ao final do ano deixando assim espaço para, no final de 2018, voltar a negociar aumentos salariais para 2019.
A negociação atual deveria ter ocorrido em Setembro. No entanto, após a saída de uma Comissão de Trabalhadores no verão passado por não ter conseguido encontrar um pré-acordo para os horários de trabalho e salários que tenha agradado aos operários da fábrica de Palmela, a negociação foi-se atrasando e é por isso que o aumento terá retroativos a Outubro.
Os valores ficam aquém do que a Comissão de Trabalhadores, dirigida por Fernando Gonçalves, pretendia no seu caderno reivindicativo, onde exigia aumentos de 6,5 por cento, com um mínimo de 50 euros. No entanto, são superiores ao que a administração contrapropôs, que era um aumento de três por cento este ano (2018), embora com a promessa de mais dois por cento em 2019.
"Já chegámos a um pré-acordo. Agora vamos apresentá-lo em plenário e depois é que vamos a votação", disse o coordenador da Comissão de Trabalhadores, Fernando Gonçalves. O plenário vai agora ter lugar a 27 de Fevereiro.
Questionado sobre se este é um bom acordo para os trabalhadores da Autoeuropa, Fernando Gonçalves não tem dúvidas. "Eu acho que sim, claro. Se não fosse, não o iríamos apresentar aos trabalhadores".
O responsável também está convencido que o pré-acordo vai ser aprovado pelos 5.700 trabalhadores da fábrica de Palmela quando for submetido a referendo. "Nós pensamos que sim", afirmou Fernando Gonçalves. Este ano, a partir de 29 de Janeiro, a fábrica da Volkswagen decidiu impor unilateralmente um horário de 17 turnos que inclui o trabalho obrigatório ao sábado e um turno noturno da meia-noite às sete da manhã após ter sido impossível chegar a um acordo que fosse aprovado pelos trabalhadores.
A Autoeuropa referiu que seria impossível atingir a meta de produção do novo modelo T-Roc sem esse alargamento de horário.
A atual Comissão de Trabalhadores também não tem trabalhado sem contestação. Um abaixo-assinado que circulou na empresa teria recolhido cerca de duas centenas de assinaturas para destituir o grupo de representantes.

Agência de Notícias 

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