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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Palmela paga 24 bombeiros permanentes no concelho

Autarquia atribui 128 mil 992 euros a cada associação do concelho 

A Câmara de Palmela pagará cerca de 386 mil euros para manter um Grupo de Bombeiros Permanentes nas três corporações que tem no seu concelho. Na reunião pública da Câmara de Palmela, foi aprovada, de forma unânime, uma adenda aos Protocolos de Apoio ao Funcionamento dos Grupos de Bombeiros Permanentes em vigor, que assegura o pagamento de oito elementos por associação de bombeiros. A Câmara de Palmela atribui 128 mil 992 euros a cada associação, no âmbito dos Grupos de Bombeiros Permanentes das corporizações de Palmela, Pinhal Novo e Águas de Moura. Os bombeiros do concelho de Palmela e de Setúbal andam "zangados" por causa da emergência pré-hospitalar. Setúbal, com o dobro dos habitantes, tem os mesmos meios do INEM que concelho vizinho. Corporações de Palmela queixam-se de sobrecarga de chamadas para ocorrências em Setúbal.
Palmela reforça apoio aos bombeiros do concelho 

No total das três associações de Bombeiros do concelho – Palmela, Pinhal Novo e Águas de Moura – serão 24 os bombeiros permanentes, contribuindo para o aumento da capacidade de intervenção das corporações, que agem sobre um território com 465 quilómetros quadrados, atravessado por várias vias nacionais estruturantes.
Foi, também, aprovada a atualização dos apoios a atribuir às três associações como comparticipação nas despesas com os seguros das viaturas de emergência, que totalizam 17 mil 873 euros.

Palmela reconhece interesse público dos Bombeiros de Pinhal Novo
A Câmara Municipal de Palmela aprovou, por unanimidade, na reunião pública de 7 de Fevereiro, o relevante interesse público da Associação Humanitária de Bombeiros de Pinhal Novo, decisão que será, agora, presente à Assembleia Municipal para deliberação.
Este reconhecimento é condição essencial para isentar do pagamento de taxas as associações que prossigam fins de interesse público em áreas como a cultura, o desporto, a intervenção social ou o socorro.
O pedido da Associação Humanitária de Bombeiros de Pinhal Novo prende-se com a empreitada de ampliação e remodelação do quartel e isenção das respetivas taxas urbanísticas e compensações, que ascendem a cerca de 186 mil euros.

Emergência pré-hospitalar divide bombeiros de Palmela e de Setúbal 
O funcionamento do sistema de emergência pré-hospitalar, gerido pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), está a provocar desconforto nas relações entre as corporações de bombeiros de Palmela e de Setúbal. Embora, segundo o vereador com o pelouro da Protecção Civil Municipal de Setúbal, não esteja em causa o socorro às populações de Setúbal e de Azeitão, a actual organização não agrada às corporações que estão no terreno, escreve o jornal Público. 
De acordo com o mesmo jornal, a posição pública dos responsáveis por estas entidades de Setúbal surge na sequência de declarações recentes, que dão conta da queixa das três corporações de bombeiros de Palmela de uma sobrecarga de solicitações para ocorrências no concelho sadino. Os bombeiros de Palmela, Pinhal Novo e Águas de Moura são chamados muitas vezes para socorro no concelho vizinho, ao abrigo do princípio da subsidiariedade, quando os meios de primeira linha, em Setúbal, não estão disponíveis.
No concelho de Setúbal, com cerca de 120 mil habitantes, existem meios próprios do INEM -designadamente uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), duas ambulâncias de emergência e um motociclo de emergência - um Posto de Emergência Médica nos Bombeiros Voluntários e duas ambulâncias de reserva, uma nos bombeiros e outras na Cruz Vermelha.
Em Palmela, com metade da população sadina mas com muito mais quilómetros de território, há três ambulâncias PEM (ambulâncias do INEM operadas pelos bombeiros), e mais três de reserva, uma por cada corporação do concelho.
A Câmara de Setúbal diz, por isso, que “pode haver falta de meios” em Setúbal, mas admite também que “talvez seja mais falta de eficiência” do sistema de emergência pré-hospitalar, gerido pelo INEM através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes. São estes centros que, em cada região, recebem as chamadas do 112 e accionam a resposta em função dos meios existentes na sua zona de intervenção e da disponibilidade no momento. No caso de uma ocorrência em Setúbal, se os meios do concelho estiverem ocupados, a segunda escolha são as ambulâncias estacionadas nas corporações de Palmela.
“Não temos nota da falta de socorro, mas é preciso saber se o sistema pode ser mais eficiente”, afirma a autarquia sadina.
Os presidentes dos Bombeiros de Setúbal, José Luís Bucho, e da delegação local da Cruz Vermelha Portuguesa, Duarte Machado, assim como a Câmara de Setúbal, pedem, por isso, um encontro com os responsáveis do INEM e com as corporações de bombeiros de Palmela, para encontrar formas de melhorar o funcionamento da emergência pré-hospitalar.
“É preciso avaliar se é necessário alocar mais ambulâncias ou redistribuir as que existem”, explica Carlos Rabaçal. Tanto os bombeiros como a Cruz Vermelha já requereram ao INEM mais uma viatura, mas ambos os pedidos foram recusados foi dada prioridade a outros concelhos.

Agência de Notícias 

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