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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Bote Leão recebido em festa em Alcochete

"O Leão está de volta e vai ser valorizado do ponto de vista cultural e turístico" 

A chegada do bote Leão a Alcochete, no dia 19 de Junho, vai ficar para sempre marcada na memória dos alcochetanos, neste encontro com a história e tradições dos marítimos, numa ligação do passado ao presente. O bote Leão é hoje uma realidade ao serviço da população de Alcochete e de todos os que queiram visitar a vila e desfrutar de toda a frente ribeirinha. Neste dia de grande festa para todos os alcochetanos, a ponte cais foi pequena para acolher todos os que queriam testemunhar a chegada do bote Leão, na sua primeira viagem, acompanhado por embarcações tradicionais, desde o estaleiro de Jaime Costa, em Sarilhos Pequenos, onde foi construído de raiz.

Um novo bote Leão regressou ao Tejo 

Após a acostagem à ponte cais decorreu a batismo da embarcação pelo bispo de Setúbal, D. José Ornelas Carvalho, coadjuvado pelos párocos de Alcochete e Samouco, num momento vivido de forma intensa pela população. Seguiu-se o descerramento da placa alusiva à inauguração da embarcação pelo presidente da câmara, Luís Miguel Franco e pelo presidente da Lusoponte, Joaquim Ferreira do Amaral.
Já no Largo da Misericórdia o presidente da câmara começou por enaltecer o envolvimento da Lusoponte em todo o processo de construção do bote Leão, nomeadamente a Joaquim Ferreira do Amaral, António Rosa e Firmino de Sá, assim como o apoio da ADREPES, representada neste dia de festa por Natália Henriques.
“Quando estávamos a chegar a Alcochete começámos a ser tomados pelas emoções”, disse Luís Miguel Franco, que sublinhou que o bote Leão tem uma forte ligação sentimental a Alcochete e sempre foi mencionado nas nossas conversas da borda d’água.
O autarca referiu que o bote não teria sido possível sem os saberes de homens conhecedores do ofício da construção naval como Jaime Costa e o alcochetano Francisco Gregório: “Em Alcochete também tivemos construção naval e fomos perdendo essa tradição e esse ofício com o decurso dos tempos, mas estes homens perpetuam esta tradição tão portuguesa”.
“O Leão está de volta e vai ser valorizado do ponto de vista cultural e turístico, vamos tentar unir ainda mais estas duas margens que a ponte Vasco da Gama conseguir unir, vamos criar roteiros neste espaço fantástico que é a porta de entrada na reserva natura do estuário do Tejo”, concluiu Luís Miguel Franco.

A verdadeira raiz do município

“Nunca esperei na minha vida voltar a Alcochete a bordo do bote Leão, que como todos sabemos, mais que uma tradição de Alcochete é um pilar cultural de Alcochete”, referiu o presidente do conselho de administração da Lusoponte, que recordou que já em criança ouvia falar do bote Leão: “Sempre ouvi histórias sobre o bote, porque eu também sou quase alcochetano e podem calcular a alegria que tive enquanto presidente da Lusoponte de tomar conhecimento desta iniciativa oportuna, louvável e sobretudo uma iniciativa do coração da câmara municipal e apoiar a construção deste ícone de Alcochete”.
Ferreira do Amaral enalteceu o envolvimento do presidente executivo da Lusoponte, António Rosa, Firmino de Sá e muitos outros que trabalharam e contribuíram para o êxito deste processo, mas salientou que a verdadeira figura responsável por este êxito é a câmara de Alcochete.
“Tenho a certeza que a população de Alcochete comunga neste meu juízo, e presto homenagem à câmara municipal de Alcochete por esta iniciativa que merece por isso ser inscrita na lista das câmaras em Portugal, não são tantas como gostaríamos, que preservam e respeitam o que é a verdadeira raiz do município que dirigem”, concluiu Ferreira do Amaral.
Horas antes da chegada do bote a animação estava garantida no Largo da Misericórdia, com a atuação dos ranchos folclóricos do concelho e com o grupo Insígnia. Para os mais novos a autarquia preparou ateliês, com pinturas de motivos marítimos e nós de marinheiro, no interior do núcleo de arte sacra onde está patente a exposição “Bote Leão – o “Rei dos nordestes” regressa ao Tejo”.
O dia chegou ao fim com o 2º desfile de fanfarras numa organização dos bombeiros voluntários de Alcochete na qual participaram as fanfarras dos bombeiros voluntários de Benavente, Caneças, Carcavelos, Montijo, Oleiros, Ovar, Pinhal Novo, Tábua e Alcochete.
O desfile teve início no Largo de São João e término no Largo da Misericórdia onde estava o executivo municipal da câmara municipal.

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