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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Pena Solta por Lia Santos

Horas passadas na minha cidade... 

Horas passadas. São tempos em que me encontro com o tempo, relembro aquelas pequenas luzes desconhecidas que encontrava ao percorrer a cidade, mente vazia ou perdida que revela historia. eu revejo sonhos de criança em cada luz acesa, pensamentos em tempos perdidos.  Na beira rio e relembro onde começava o infinito dos desejos. Os anos passam e a cidade continua a iluminar quem sonha ou apenas nela passa, hoje conto o meu segredo a ela... a menina sonhadora resguardada pelo tempo, a quem tudo da e nada pede, se entrega ao sonho da perfeição ou aproximação dela. 


Sinto me como esta cidade, tão grande e maravilhada pela sua grandeza, de gentes e monumentos únicos, alegrias de estranhos e sempre iluminada, mas tão só quando cai a noite. Fica sempre a magia. longe de tudo e tão perto do ser, ela só pede conforto e direção de quem a admira, cheia de sonhos e restos de amor espalhados pelo mundo na esperança de atenção de quem não sabe onde vive. 
A cidade ira ter sempre a sua luz e vida mesmo que apenas passe num das mais noites passivas da rotina, mas eu sorrio lhe. São formas de vida e espaços, podem ser gestos ou desejos, mas será sempre vida! A vida que nos rodeia seja cidade ou aldeia, e ela que nos acolhe no nosso tempo de viver. já vivi amores sobre ela, choros e medos. desenganos e esperanças, alegrias. imensas. sobre a sua luz. Faz parte de mim, ela me dá conta de novos caminhos e rumos mesmo por aquelas ruas que percorri em criança, hoje mulher traz me recordações e novos sonhos. 
Um dia sei que já não conseguirei percorrer estas ruas pois já não terei necessidade de vaguear, mas enquanto houver luz na cidade os sonhos permanecem intactos. E se nas luzes me perder quero sentir o sabor de te amar. Se no momento esquecer, quero sentir saudade. Mas...  se não te puder ver vou saudade sentir dos teus olhos de prado verde. essas luzes que percorro com vontade, saudade, eternidade de saber o que e o infinito de saber sonhar e acordar com um Deus. Pai não é quem tem mas quem ama e cria assim como amor não e quem escolhe mas quem simplesmente esta presente no espaço que mais ninguém vê, e sente. Esta luz da cidade me faz ver. 
Que a presença não se tenta e fax acontecer, o sentimento presente mesmo de quem não o vê. Amo a cidade de sonhos longos. onde a tua presença faz diferença. Essa luz traz presenças de momentos indiferentes mas verdadeiros mesmo aos olhos de quem não quer ver! E se uma luz se fundir irei recupera-la para  ver-te a sorrir. Amar a vida é uma fortuna mas a cidade é um eterno momento que fica na fervura do instante. E tu que sem querer guias meu sorriso?! E uma eterna luz equivalente a que brilha na minha cidade. Onde menina cresci e mulher me criei. Procurando minha luz e quem diria que em ti encontrei sem esperar que esta luz voltasse a brilhar. Nesta cidade vadia de luzes e brilhos. Quero que ela te encaminhe a luz e te faça novamente acreditar, que não há luz sem brilho e não há terra sem mar. 
Caminho por estas ruas esquecidas de mãos estendidas com a tua alma na mão ,metade e a minha vida e a outra a imensidão. Porque a cidade a mim me ensinou que não há impossível nem inatingível apenas há luz e aceitação. E se hoje te estender a mão?! Entende que com amor o faço por força desta cidade que me deu o teu caminho como rumo traçado por força do destino cruzado nestas ruas onde cresci menina. E se soltar a mão desejo que a agarres e se me deixar cair vem comigo segurar, mas se me deixares de ouvir. Então adormeci nas pedras da calçada da cidade que me criou. agarra e mostra me s luz que ha em ti e eu erguer-me-ei mais forte com a cidade. 
A minha outra metade e amor e esta também. Dum lado tenho vida e de outro. .não sei. Costumava existir uma torre acinzentada sozinha no mar. Existe tanta coisa que uma cidade pode mostrar-me, tanto que ela me pode dizer. Permanece em meu poder, meu prazer, minha dor, amor. Para mim é como um vício crescente. Mas, acordei com o som do silêncio nesta noite. Os carros estavam cortando como facas em uma guerra de braço vazia nestas ruas frias. E quando vou a janela, encontrei-te com uma garrafa de vinho contando as pedras e formas da noite. Era uma imagem apenas, um deja-vu ou pensamento imenso de minha cabeça. No momento gelei e o coração parecia o quatro de Julho! Mas não sou estrela brilhante eu sei disso. Apenas acompanho-te para me tornar numa um dia. Embora eu nunca tenha passado por um inferno como este. Já fechei janelas o suficiente, para saber que nunca se deve olhar para trás. Talvez o passado seja o som dos meus pés sobre o chão, talvez o mundo seja uma liçao. Sigo em frente. Então encontrei-me com alguns amigos à beira da noite, sentados nestes passeios numa das ruas em ti perdidas sobre a luz,e nós falamos e falamos. sobre as tuas formas e cores, sobre todos os nossos vizinhos e amigos, sobre o tempo. Tempo omnipresente que se estende numa imensidão de sentimentos e momentos únicos que não se voltam a repetir. 
Mas eu gosto de pensar que eu posso enganar isso tudo, para compensar as vezes que eu fui traída pela vida ou lição aprendida. E é bom saber que eu fui encontrada e agora não vago mais por essas ruas frias.
Eu não sou o fantasma que vagueia sem sentido. mas que ela quer de mim?
Apenas me agarro a luz onde nasci e me ergui por ruas distintas onde meu pai e rei e minha mãe Deus, e tu? Agarra minha mão e torna te meu presente onde o futuro pertence a cidade mas a vida também. Não dou o mundo mas faço melhor que o infinito, pois quem é bem dou escrava do amor que vive em mim e a ninguém pertenceu, apenas essa cidade sabe o que criou. E apenas quem pode tem o que tenho em mim. mais que qualquer sonho tornei realidade o sentimento de saudade mesmo de quem está perto de mim. 
Eu nasci para amar quem entende a força desta cidade. E continuo a caminhar ate teres coragem de me amar. Descalça nesta calçada fria e de prédios antigos caminho, de menina a alma criada onde não sei onde termino esta viagem, mas sei que minha alma pertence à cidade . A minha cidade. Contigo respiro vagueando nos teus dias e acalmo na tua noite. 
E se um dia não te puder ver mais. minha alma permanecera como mais uma luz desta rua. e caminho por novos sonhos e vidas, por entre ruas perdidas ate encontrar o teu par. E passa mais uma noite e dia, mas eu continuo encantada pelas tua ruas de calçada. Onde mora a minha eterna saudade. Nas luzes desta cidade. Este é um mundo insano! Todo mundo precisa de alguém que mantenha o coração e alma em dois, mesmo que seja entre o presente e o surreal. e quando chegar ao final,saberei que fiz o meu melhor, e vou levar comigo as marcas da cidade que me deu vida e forma tornando minha alma leve em cada ano, apenas os sonhos voam e os meus não tem destino ou limite, mas sim uma forma única de crescerem. Pensamento de uma menina de aldeia mas mulher de uma linda cidade. Aqui estou... 

Lia Santos 
Lisboa 
Pena Solta, uma rúbrica que busca os pensamentos da alma e os cruza com experiências de vida e vivências, com assinatura de Lia Santos

Outros textos da autora:
Amar-me...






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