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terça-feira, 26 de maio de 2015

Palmela dedicou semana ao coração rural do concelho

Poceirão é "um mundo de grandes oportunidades de negócio" 

Entre 18 e 22 de Maio, a Câmara de Palmela e a Junta de Freguesia do Poceirão contactaram com os agentes locais, no terreno – agricultores, produtores, empresários, dirigentes associativos, educadores – para analisar os problemas mais prementes, conhecer projetos e definir estratégias, que permitam dar continuidade ao trabalho de promoção e afirmação dos nossos produtos locais de qualidade, da cultura, das tradições, daquilo que nos distingue e acrescenta valor. A atenção especial dedicada ao dossiê Saúde, no ciclo de Semanas das Freguesias 2015, continuou com uma visita à Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Poceirão, que permitiu aferir, uma vez mais, os dados preocupantes quanto à falta de médicos de família e de cuidados de saúde condignos para as populações das zonas rurais, prejudicadas, também, pela falta de uma rede de transportes públicos adequada.

Autarcas visitaram Associação de Idosos e Reformados em Poceirão
Com mais de 150 quilómetros quadrados, Poceirão é o celeiro do concelho de Palmela é uma freguesia com maior extensão do que grande parte dos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa. De acordo com o último recenseamento agrícola (INE, 2009), Poceirão era a freguesia com maior número de explorações agrícolas (585 – 30 por cento do total do concelho) e com maior área de superfície agrícola utilizada (10.792 ha). É, pois, inegável a vocação agrícola, e também pecuária, deste território, onde além da vinha, sempre presente, a terra é generosa e oferece uma ampla variedade de hortofrutícolas, que abastecem, não só a região, mas também várias unidades industriais de transformação.
Apesar do solo fértil e do trabalho das gentes, que têm nesta atividade, não só, o seu sustento, mas, também, as suas raízes, são vários os problemas com que os produtores locais se debatem: de um lado, a exploração por parte das grandes cadeias de distribuição; do outro, uma política agrícola desadequada às necessidades e à realidade da região.
O executivo dedicou uma semana inteira aos problemas da freguesia de Poceirão [integrada agora na união de freguesias da Marateca e Poceirão]. Uma das primeiras paragens do executivo da Câmara e da Junta foi ma  Associação de Idosos e Reformados de Poceirão (AIRP), que está envolvida num projeto ambicioso, com o objetivo de responder a algumas das principais necessidades sentidas pela população mais idosa da freguesia.
A AIRP viu aprovada uma candidatura ao PRODER (medida 3.2 - Melhoria da qualidade de vida, ação 3.2.2 - Serviços básicos para a população rural), já concluída, caracterizando-se pela refuncionalização da Escola do Forninho, onde estão instaladas as respostas de Centro de Dia e de Serviço de Apoio Domiciliário. "A candidatura contemplou, também, duas carrinhas adaptadas - uma para o serviço de apoio domiciliário e acompanhamento das visitas domiciliárias, e outra para o transporte dos utentes do Centro de Dia", afirma fonte do executivo municipal.
Trata-se de um intervenção com um orçamento de 300 mil euros, sendo o financiamento comunitário de 73,7 por cento, num montante máximo elegível de 200 mil euros, cabendo à Associação realizar o investimento no valor de 100 mil euros. Para fazer face aos encargos decorrentes do projeto, "a autarquia deliberou, em reunião pública, um apoio financeiro à associação no valor de 25 mil euros. Acresce, ainda, a cedência, em regime de direito de superfície, da Escola do Forninho (escritura celebrada em 2013) e a isenção de pagamento de taxas urbanísticas, no valor global de 1051 euros.
A AIRP, associação constituída em 2003 e IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social desde 2006, com o objetivo de apoiar os idosos e reformados da freguesia, possui, atualmente, seis utentes de Centro de Dia e nove de Apoio Domiciliário, tendo capacidade para acolher três dezenas de utentes. A Câmara Municipal reuniu, recentemente, com a Segurança Social, que garantiu estar em condições de assumir o compromisso de celebrar os acordos de cooperação com esta instituição, a partir de Setembro.
"Para breve, está o início da confeção de refeições na instituição, atualmente fornecidas pelo Infantário 'A Cegonha'. As escolas de ensino básico da Aroeira e da Asseiceira, já desativadas, foram, também, cedidas à AIRP, para alojamento de projetos futuros, após a consolidação das atuais valências", explica a Câmara de Palmela.
A freguesia, predominantemente rural, apresenta uma população envelhecida, com baixos recursos. "A falta de uma rede de transportes públicos e as políticas do Governo, que continua a retirar serviços básicos de proximidade, contribuem para o isolamento desta população. Este projeto, que aposta em promover a autonomia dos idosos, melhorando a sua qualidade de vida, é, por isso, de reconhecida importância para a coesão social, desenvolvimento e valorização da comunidade", diz a autarquia.

Obra quer tornar Poceirão acessível
Câmara apresentou investimentos para a freguesia 
Os autarcas passaram ainda por algumas ruas da aldeia de Poceirão, para perspetivar uma intervenção, a implementar em breve, no âmbito do Plano de Acessibilidades. Trata-se de uma empreitada, cujo valor base é de cerca de 13 mil 400 euros e duração prevista de 45 dias, "que permitirá ao Poceirão ser uma localidade totalmente acessível a todos, para promoção da inclusão e mobilidade", informa a autarquia de Palmela.
A intervenção integra, entre outros trabalhos já realizados e em curso, a supressão de canteiros e floreiras em passeios mais estreitos, o rebaixamento de mais de vinte passadeiras (bem como a criação de mais uma dezena), a recolocação de contentores de RSU e ecopontos, postes de iluminação pública e o estudo da relocalização da praça de táxis. Em simultâneo, será feita a pintura de todas as passadeiras de peões, incluindo as que já tinham sido rebaixadas numa intervenção anterior.
"Melhorar as condições de acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada ou reduzida é o objetivo central desta intervenção, cujo prazo para apresentação de propostas terminou esta semana, encontrando-se em análise", diz a Câmara.
O Município de Palmela é "particularmente sensível às questões da acessibilidade e integra, desde o início de 2014, a Rede 'Cidade e Vilas de Excelência' do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, na sequência do trabalho desenvolvido com esta entidade, e que tem sido amplamente reconhecido, a nível nacional", reforça o executivo.

Maltibérica aposta na colaboração com produtores nacionais de cevada
Sediada em Poceirão, a Maltibérica – Sociedade Produtora de Malte, S.A., produz e comercializa malte para a indústria cervejeira, e distribui, também, leite em pó maltado, farinha maltada e malte para ração animal.
Acompanhados da comunicação social, os Executivos Municipal e da Junta visitaram a unidade fabril, onde foram recebidos pelo administrador Carlos Pragana, que apresentou a empresa e realçou os principais objetivos da gestão.
A celebrar 25 anos, a Maltibérica nasceu de uma parceria entre a Unicer (que detém 51 por cento do Capital Social) e a Intermalta (Sociedade espanhola detida na totalidade pelo maior operador mundial em produção de malte cervejeiro: a Malteurop). Atualmente, dispõe de uma capacidade instalada para 42 mil toneladas de malte anuais, emprega 15 pessoas e apresenta um volume de negócios de 18 milhões de euros. Produz, anualmente, 70 mil toneladas de malte, o que representa 50 por cento da produção nacional.
Desde o início da sua produção, a Maltibérica tem procurado utilizar a maior percentagem possível de cevada de origem nacional, promovendo, em colaboração com entidades nacionais e internacionais como a Carlsberg e o Instituto Nacional de Recursos Biológicos, ensaios e projetos de investigação (apoiados pelos programas Prime e QREN) com diferentes variedades de cevada, para maximizar, nos campos da produção e da qualidade, a cultura de cevada dística para malte e cerveja em Portugal.
A empresa fornece parceiros como a Nestlé Portugal, a Melo Abreu, a Rosema (cervejeira de S. Tomé e Príncipe), entre outros clientes.
O complexo da Maltibérica é composto pelo edifício administrativo, silo de armazenamento; malteria, que assegura todo o processo de maltagem, composta por duas linhas de produção; central de refrigeração; laboratório, que permite um controlo rigoroso do processo; central de cogeração, alimentada a gás natural e dotada de um sistema inovador de recuperações térmicas, sendo uma das mais eficientes a nível nacional e internacional; Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR); centro de transformação, com uma potência total de 2.500KVA.

Da Coudelaria em Lagameças ao Monte Maneta 
Cavalo Lusitano são atração no Forninho 
Entre as visitas de trabalho à empresa Maltibérica e à Adega Monte Maneta, em Poceirão, os Executivos da Câmara e da Junta de Freguesia passaram pela Coudelaria “Berço Lusitano”, em Lagameças, fundada em 2007, por Florbela Cardoso, que iniciou, assim, um sonho de longa data, tendo como objetivo a criação de cavalos Lusitanos. Esta jovem coudelaria procura selecionar os melhores animais, utilizando alguns garanhões, como o Bandeirante, da Coudelaria Madalena de Abecassis, e, também, o Nordeste, o Vértice, o Vento, o Quovadis e o Violino, vindos de uma das mais prestigiadas coudelarias, a Sociedade das Silveiras.
Atualmente, com seis éguas e dois cavalos, esta coudelaria já vendeu animais para Espanha e França.
Os autarcas passaram ainda pela Adega Monte Maneta, no Forninho. Propriedade de Lino Delgadinho, esta é uma estrutura pequena e familiar, com um historial de cerca de duas centenas de anos em torno da vitivinicultura.
Esta adega produz vinhos tintos e brancos da casta Castelão (comercializado em embalagens bag in box) e o ano passado, registou uma produção de 50 mil litros. Produção que é, depois, escoada, sobretudo, para o consumidor final, contando, também, com alguns restaurantes, que procuram, anualmente, o vinho ali produzido.
O proprietário aposta, assim, na qualidade do vinho, em detrimento da quantidade, e investiu, também, na reestruturação e qualificação da adega, numa intervenção, ainda em curso, no valor de 30 mil euros.

Agência de Notícias

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