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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Centenas de pessoas sem luz na Costa de Caparica

300 pessoas estão sem luz num bairro clandestino de Almada 

Cerca de 300 pessoas do bairro Terras da Costa, na Costa de Caparica, ficaram sem energia eléctrica. O corte levado a cabo pela EDP foi acompanhado pela GNR local a pedido do Ministério Público que tinha em sua posse várias queixas. A EDP descobriu que a maior parte das ligações estavam ilegais e cortou a luz. O vereador da protecção civil de Almada, Rui Jorge Martins, revela que a autarquia não foi informada, lamentado que não tenha sido tido em conta a condição social dos moradores. A Câmara de Almada disponibilizou, entretanto, um gerador portátil para resolver as situações mais graves tendo em conta que entre as pessoas afectadas estão 70 crianças e algumas com problemas de saúde e que, de acordo com os moradores, correm risco de vida. Joaquim Judas, presidente da Câmara de Almada, assegurou ainda que a autarquia vai continuar a dar particular atenção às questões sociais, designadamente com um programa de apoio a 200 famílias (cerca de 800 pessoas) que vivem na zona das Terras da Costa em casas abarracadas, facilitando o acesso ao saneamento básico e ao abastecimento de água.
Bairro tem mais de 70 crianças que vivem no limiar da pobreza 

Viviam de ligações eléctricas clandestinas e ficaram há uma semana sem luz. As mais de 300 pessoas de um bairro pobre - e clandestino - da Costa de Caparica, às portas da cidade de Almada, estão revoltadas e exigem respostas. Quase todos são desempregados e muitos esperam  mais e 20 anos por um realojamento 
que nunca mais chega.  Entre os afetados estão 70 crianças e algumas pessoas com doenças crónicas que, sem electricidade, não podem refrescar a insulina de que precisam para viver. A GNR explicou que intervenção ocorreu na sequência de queixas e também como resultado de um processo de furto de cobre, na Costa de Caparica. Foi há uma semana e não previsão de que a luz volte de novo aquelas casas das Terras da Costa. 
A autarquia de Almada explica que foi o padre António Pires, responsável pela Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, que deu conta de que ocorreu uma intervenção que levou à interrupção do fornecimento de energia elétrica a cerca de 300 pessoas, entre as quais se incluem perto de 70 crianças.
"A Câmara foi informada que, entre as pessoas afetadas por aquela ação, existirão algumas com problemas de saúde, os quais poderão ser agravados pelo não fornecimento de energia elétrica".
A autarquia acrescenta, segundo a Lusa, que desconhece se esta intervenção foi "precedida de contactos com outras entidades", por forma a "prevenir e minimizar os danos colaterais e os prejuízos que pessoas inocentes poderão sofrer em resultado da ação desencadeada".
A mesma agência contactou a GNR que explicou que a intervenção ocorreu há uma semana, tendo estado relacionada com queixas por existirem ligações clandestinas e por um processo de furto de cobre:
"Foi uma intervenção no bairro Terras da Costa. Tínhamos queixas de ligações clandestinas e no âmbito de um processo sobre furto de cobre era preciso apreender um cabo para fazer meio de prova. A ação contou com a colaboração da EDP".
Segundo a mesma fonte, que confirma que foram cerca de 300 as pessoas a ficar sem energia elétrica, no local constatou-se a existência de várias ligações clandestinas que foram desligadas.
"Não se conhecia a dimensão das ligações clandestinas e, apesar de lamentarmos os transtornos sociais, a GNR teve que intervir, porque essa energia é paga por alguém e é crime", afirmou, referindo que o posto da GNR local está disponível para prestar apoio.
A EDP confirmou que esteve presente na ação a pedido da GNR. "Atuámos a pedido da GNR e estávamos convencidos que a GNR estava alinhada com a autarquia. A EDP desligou as ligações clandestinas existentes", disse fonte da EDP à Lusa.
A Câmara de Almada já disponibilizou, de forma "extraordinário e temporário", um gerador portátil para garantir o fornecimento de energia elétrica.
"O objetivo é acautelar a proteção da saúde de pessoas portadoras de doenças que possam ser agravadas pela interrupção de fornecimento de energia elétrica", conclui a autarquia. Mas, no entanto, não resolve o problema de muita gente.

Câmara promete realojar pessoas do Bairro 
Há um ano,  um projeto do gabinete de arquitetura ateliermob e do coletivo experimental de arquitetura Projeto Warehouse, mudou a vida aos moradores daquele bairro de génese ilegal de Almada. Construíram em conjunto com moradores, uma cozinha comunitária, "um espaço de comer, uma zona com tanques de lavagem de roupa, chuveiros públicos e uma sede da associação de moradores". Foi a primeira vez que a água canalizada chegou ao bairro.
Já este ano, Joaquim Judas, presidente da Câmara de Almada, assegurou ainda que a autarquia vai continuar a dar particular atenção às questões sociais, designadamente com um programa de apoio a 200 famílias (cerca de 800 pessoas) que vivem na zona das Terras da Costa em casas abarracadas, facilitando o acesso ao saneamento básico e ao abastecimento de água.
Entre outras medidas de apoio social, a autarquia pretende entregar este ano mais 120 habitações a famílias inscritas no PER (Programa Especial de Realojamento), iniciado em 1993.
Joaquim Judas esclareceu ainda que a autarquia deverá recorrer ao aluguer de casas a diversas instituições bancárias que serão depois subalugadas, com rendas sociais, a famílias carenciadas do concelho. Certo é que muitos já esperam à mais de 20 anos por uma casa ou mesmo um quarto, que nunca mais chega.

Agência de Notícias


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