Uma perseguição policial, uma segunda fuga e um revólver: homem detido na Moita

Homem, de 41 anos, tentou bloquear a passagem de uma patrulha e fugiu com uma condução perigosa

Uma perseguição policial ganhou um segundo interveniente na Estrada Pinhal das Formas, no concelho da Moita, quando um homem terá decidido atravessar-se no caminho dos militares que acompanhavam um condutor em fuga. A situação acabou com uma segunda fuga, uma condução considerada particularmente perigosa pela GNR e a apreensão de um revólver com sete munições.
Caso foi comunicado ao DIAP da Moita

O episódio aconteceu na sexta-feira depois do almoço, quando militares da Unidade Nacional de Trânsito deram ordem de paragem ao condutor de um veículo ligeiro. O homem não obedeceu e iniciou a fuga.
Foi durante o seguimento policial que surgiu o segundo veículo. Segundo a GNR, o seu condutor "interferiu deliberadamente na ação dos militares", procurando "bloquear a progressão da patrulha e dificultar o prosseguimento do seguimento ao primeiro veículo".
A tentativa de impedir a operação policial não terminou aí. O homem, de 41 anos, acabou também por fugir, adotando uma condução que a Guarda classifica como "particularmente perigosa" e violando "de forma grosseira diversas regras de trânsito", colocando em risco os restantes utilizadores da via.
Os militares mantiveram o acompanhamento e conseguiram intercetar e imobilizar o veículo, com o apoio do Comando Territorial de Setúbal.

Fuga terminou com a apreensão de um revólver e sete munições
Foi então que a ocorrência ganhou uma nova dimensão. No decorrer das diligências, os militares encontraram no interior da viatura um revólver Smith & Wesson municiado, tendo ainda sido apreendidas sete munições. 
O homem foi detido por suspeita de condução perigosa e detenção de arma proibida. Foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência. O caso foi comunicado ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Moita.

Uma intervenção que podia ter agravado o risco
Uma perseguição policial já envolve, por si só, riscos elevados para militares, condutores e restantes utilizadores da estrada. Quando alguém tenta impedir a progressão de uma patrulha e, nesse contexto, conduz de forma considerada particularmente perigosa, o perigo pode aumentar rapidamente.
Neste caso, a situação envolveu ainda a presença de uma arma ilegal e munições, reforçando a importância de uma resposta coordenada entre as forças de segurança perante ocorrências que podem evoluir em poucos minutos. 
"O respeito pela atuação policial e pelas regras de segurança rodoviária é também uma responsabilidade de todos, sobretudo quando uma intervenção já está a decorrer numa via pública", sublinham as autoridades. 

Agência de Notícias 
Fotografia: Design ADN 

Comentários