Os três arguidos são suspeitos de planear a morte de um homem de 44 anos, assassinado a 20 de Maio. A investigação continua.
Quase cinco meses depois do homicídio de um homem de 44 anos, em Setúbal, três suspeitos foram detidos e ficaram em prisão preventiva. Entre eles está a ex-companheira da vítima, numa investigação que aponta para um plano previamente delineado e que continua a procurar esclarecer todas as circunstâncias do crime.![]() |
| PJ deteve os três suspeitos do homicídio ocorrido em Maio |
Os três arguidos, dois homens e uma mulher, com idades entre os 30 e os 32 anos, foram ouvidos em primeiro interrogatório judicial esta quarta-feira, 14 de Outubro. Segundo o Ministério Público (MP), estão fortemente indiciados pela prática de um crime de homicídio qualificado, ocorrido a 20 de Maio de 2026, em Setúbal.
A Polícia Judiciária (PJ), responsável pelas detenções, indica que a mulher é ex-companheira da vítima e que o crime terá ocorrido num contexto de conflitos familiares relacionados com responsabilidades parentais e dificuldades económicas.
Segundo o jornal Correio da Manhã, a eventual motivação do crime poderá estar relacionada com a herança da vítima. O homem teria imóveis que, segundo aquela publicação, se destinariam à criança que se encontra à guarda da ex-companheira e do atual companheiro desta. Esta hipótese não é referida na nota oficial do Ministério Público divulgada nesta quarta-feira.
Um plano que terá sido preparado com antecedência
De acordo com o Ministério Público, o homicídio não terá sido um ato improvisado. A investigação aponta para um "plano previamente delineado para execução da vítima", tendo dois dos suspeitos estudado detalhadamente as rotinas do homem.
A 20 de Maio, quando regressava do trabalho, a vítima terá sido surpreendida pelos dois homens à entrada do prédio onde residia. Segundo a Polícia Judiciária, foi aí que começaram as agressões, antes de os suspeitos se dirigirem à habitação.
A descrição dos acontecimentos consta da informação divulgada pelo Ministério Público, que relata a violência exercida sobre o homem dentro de casa.
"Os dois arguidos, juntamente com um terceiro indivíduo ainda não identificado, deslocaram-se à residência da vítima, em Setúbal, deitaram-na na banheira, com as mãos amarradas atrás das costas e, com um objeto ainda não concretamente apurado, perfuraram-lhe o pescoço, provocando-lhe a morte", detalha a nota do MP.
A investigação aponta, assim, para a participação de um terceiro indivíduo no crime, cuja identidade ainda não foi apurada. Os dois homens detidos estão também indiciados pela prática de um crime de sequestro agravado.
De acordo com o Ministério Público, o homicídio não terá sido um ato improvisado. A investigação aponta para um "plano previamente delineado para execução da vítima", tendo dois dos suspeitos estudado detalhadamente as rotinas do homem.
A 20 de Maio, quando regressava do trabalho, a vítima terá sido surpreendida pelos dois homens à entrada do prédio onde residia. Segundo a Polícia Judiciária, foi aí que começaram as agressões, antes de os suspeitos se dirigirem à habitação.
A descrição dos acontecimentos consta da informação divulgada pelo Ministério Público, que relata a violência exercida sobre o homem dentro de casa.
"Os dois arguidos, juntamente com um terceiro indivíduo ainda não identificado, deslocaram-se à residência da vítima, em Setúbal, deitaram-na na banheira, com as mãos amarradas atrás das costas e, com um objeto ainda não concretamente apurado, perfuraram-lhe o pescoço, provocando-lhe a morte", detalha a nota do MP.
A investigação aponta, assim, para a participação de um terceiro indivíduo no crime, cuja identidade ainda não foi apurada. Os dois homens detidos estão também indiciados pela prática de um crime de sequestro agravado.
Uma segunda vítima foi ameaçada e deixada amarrada
Na habitação encontrava-se ainda uma mulher de 25 anos, que ali residia há alguns dias. Segundo a Polícia Judiciária, também foi alvo dos suspeitos: terá sido ameaçada, amordaçada e amarrada, acabando por ser deixada no local depois do homicídio.
Antes de fugirem, os homens terão levado alguns objetos que estavam na residência. De seguida, dirigiram-se para casa da mulher que viria igualmente a ser detida.
A presença desta segunda vítima acrescenta outro elemento à investigação, que procura esclarecer a sequência dos acontecimentos e a intervenção de cada um dos suspeitos.
Prisão preventiva para os três arguidos
Depois do primeiro interrogatório judicial, a juíza de instrução criminal determinou que os três arguidos aguardassem os próximos desenvolvimentos do processo em prisão preventiva.
A decisão teve em conta os perigos identificados no processo, entre os quais o risco de fuga, a possibilidade de perturbação do inquérito, a continuação da atividade criminosa e a perturbação grave da ordem e tranquilidade públicas. Segundo o Ministério Público, a medida foi aplicada em consonância com o que tinha sido requerido por aquela autoridade.
A investigação prossegue sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Setúbal, com a colaboração da Polícia Judiciária de Setúbal, para apurar integralmente as circunstâncias do homicídio e esclarecer a eventual participação de outros envolvidos.
Os três arguidos estão indiciados pelos crimes referidos, mantendo-se a presunção de inocência até ao trânsito em julgado de uma eventual decisão condenatória.
Depois do primeiro interrogatório judicial, a juíza de instrução criminal determinou que os três arguidos aguardassem os próximos desenvolvimentos do processo em prisão preventiva.
A decisão teve em conta os perigos identificados no processo, entre os quais o risco de fuga, a possibilidade de perturbação do inquérito, a continuação da atividade criminosa e a perturbação grave da ordem e tranquilidade públicas. Segundo o Ministério Público, a medida foi aplicada em consonância com o que tinha sido requerido por aquela autoridade.
A investigação prossegue sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Setúbal, com a colaboração da Polícia Judiciária de Setúbal, para apurar integralmente as circunstâncias do homicídio e esclarecer a eventual participação de outros envolvidos.
Os três arguidos estão indiciados pelos crimes referidos, mantendo-se a presunção de inocência até ao trânsito em julgado de uma eventual decisão condenatória.
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