Geração ADN: Carolina quer levar Palmela mais longe e quer chegar a Miss Portugal

A Segunda Embaixadora dos Territórios Vinhateiros fala dos sonhos, das dificuldades dos jovens e do futuro de Palmel

Carolina Sousa tem 20 anos, já foi Rainha duas vezes e agora sonha com Miss Portugal. Natural de Fernando Pó, representou o Poceirão na Feira Agrícola, em 2024, foi Rainha da Festa das Vindimas de Palmela, em 2025, e é hoje a Segunda Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal. Três conquistas que têm algo em comum: o orgulho em levar o nome da sua terra mais longe. Longe das faixas e das cerimónias, Carolina divide os dias entre a faculdade, o trabalho, a família, os amigos e as associações a que pertence. Pelo caminho, descobriu paixões novas e continua a imaginar novos desafios, sem perder a ligação a Palmela. Esta semana, é a protagonista da Geração ADN.
Aos 20 anos, Carolina soma experiências e define novos objetivos

Talvez seja precisamente aí que começa a sua história. Porque, ao contrário da imagem que algumas pessoas podem construir de quem participa em concursos e sobe a palcos, Carolina não se considera uma pessoa que procure constantemente a exposição. Pelo contrário, reconhece que existe uma distância entre aquilo que os outros veem e a maneira como vive longe dos momentos públicos.
"Provavelmente, quem me conhece apenas deste meio pensa que sou uma pessoa que adora exposição, mas, na verdade, sou muito reservada. Divido os meus dias entre a faculdade, o trabalho, a família e os amigos, embora seja também alguém que não consegue estar parada e gosta de estar sempre em contacto com outras pessoas".
É uma combinação que ajuda a perceber o caminho que tem feito. Há uma Carolina que precisa do seu espaço e outra que encontra nos encontros, nas tradições e na representação da sua terra uma razão para sair da zona de conforto. Não são duas pessoas diferentes, mas duas partes de alguém que continua a descobrir aquilo de que é capaz. E esta é o ADN principal da menina que representa a região como ninguém. 

Uma jovem que não tem pressa de escolher o futuro
Na faculdade, Carolina estuda Sociologia. A escolha nasceu da curiosidade em compreender as pessoas, os comportamentos e as dinâmicas que fazem funcionar a sociedade. O Direito também a atrai e chegou a candidatar-se ao curso, mas há decisões que prefere não apressar, sobretudo quando ainda sente que tem experiências por viver e responsabilidades a cumprir.
"Sou apaixonada pela Sociologia e pelo Direito, em particular pelo Direito Empresarial, mas, neste momento, tenho muitas responsabilidades e experiências que ainda estou a concretizar. Não tenho pressa de completar tudo e quero dar o melhor de mim naquilo que estou a fazer agora".
Essa forma de olhar para o futuro não significa falta de ambição. Significa, antes, que Carolina não quer fechar portas antes de perceber o que existe do outro lado. A própria experiência na Festa das Vindimas abriu-lhe horizontes que não imaginava explorar, aproximando-a de um universo que hoje ocupa um lugar especial nos seus interesses.
"O título de Rainha das Vindimas e, agora, o de Embaixadora levaram-me a descobrir paixões que não sabia que tinha, como o vinho, a vinha e o nosso território. Neste momento, não sei dizer qual será a minha área profissional, mas gosto de deixar tudo em aberto, porque acredito que posso continuar a aprender em caminhos diferentes".
É aqui que a sua história ganha uma dimensão que vai além de uma eleição. Aos 20 anos, Carolina não apresenta um futuro fechado, com todas as respostas arrumadas. Tem objetivos, interesses e vontade de avançar, mas também a liberdade de admitir que ainda está a descobrir o caminho. E talvez seja essa uma das mensagens mais próximas de quem tem a mesma idade: não é preciso saber já tudo aquilo que se quer ser para começar a construir alguma coisa.

As tradições não são coisas do passado
Carolina começou a dançar no Rancho Folclórico de Fernando Pó aos seis anos. As marchas populares também entraram na sua vida ainda em criança, e aquilo que começou cedo tornou-se parte da forma como se relaciona com os outros e olha para a terra onde cresceu. Hoje, aos 20 anos, não vê estas experiências apenas como atuações ou momentos festivos. São uma maneira de sentir e representar aquilo que faz parte da sua identidade. E ainda faz!
"A tradição, o estar lá, o sentir, o dançar, o representar aquilo que é nosso é muito importante. O Rancho Folclórico faz parte não só da minha vida, mas também da minha identidade", explica Carolina, que fala desta ligação com a naturalidade de quem cresceu dentro dela.
É por conhecer esse lado por dentro que lhe custa ver o folclore e as marchas associados a algo ultrapassado, como se fossem manifestações de um tempo que já não pertence aos jovens. Carolina acredita que essa ideia muda quando se deixa de olhar de fora e se experimenta participar, conhecer as pessoas e perceber o que une quem mantém estas tradições vivas.
"Quando nós estamos lá, convivemos, conhecemos pessoas, percebemos que essa ideia está totalmente errada. O convívio e a interligação pessoal são muito importantes, e é isso que também descobrimos quando participamos", sublinha.
O convite que deixa à sua geração é simples: experimentar, nem que seja por um dia. Não para convencer todos a seguir o folclore ou a entrar numa marcha, mas para que possam descobrir o significado que estas experiências ganham quando são vividas em conjunto. "Eu gostava que os jovens, nem que fosse só por um dia, experimentassem e que, quando terminassem as suas atuações, percebessem o peso que as nossas tradições têm para connosco, para com os outros e para com a nossa identidade", afirma.
Para Carolina, preservar a tradição não significa ficar preso ao passado. Significa dar-lhe continuidade, permitir que outras gerações a conheçam e garantir que aquilo que identifica uma comunidade inteira não se perde por falta de quem lhe dê vida. Porque há coisas que só se compreendem verdadeiramente quando se deixa de ser espectador e se passa a fazer parte delas. 
Essa ligação também explica a forma como encara o seu papel enquanto Segunda Embaixadora dos Territórios Vinhateiros. Para Carolina, representar Palmela não é apenas falar de vinho ou de uma paisagem marcada pela vinha. É dar a conhecer um território com pessoas, associações, costumes e histórias que merecem continuar a ser partilhados.

A conquista que trouxe orgulho, mas também dúvidas
Representar a sua terra é mais do que usar uma faixa
Na Vidigueira, Carolina Sousa levou Palmela consigo, mas também a consciência de que seria difícil voltar a conquistar o título principal depois de Inês Carvalho ter sido eleita Embaixadora no ano anterior. Partiu com os pés assentes no chão, sem esconder a dificuldade do desafio, mas sem desistir de acreditar no seu próprio percurso.
Quando foi anunciada como Segunda Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal, em 2026, houve uma emoção que não desapareceu de imediato com os abraços e as palavras de carinho. Carolina admite que sentiu alguma tristeza, não por desvalorizar o lugar alcançado, mas por ter ficado a pensar se poderia ter feito mais.
"Quando fui eleita Segunda Embaixadora, não vou esconder que me senti ligeiramente triste, não pelo título em si ou pelo trabalho que fiz, mas porque senti que se calhar devia ter feito mais, que podia ter feito mais", confessa. É uma resposta honesta, sem tentar disfarçar a desilusão nem transformar o resultado numa derrota. Carolina mostra que também se pode sentir que ficou algo por alcançar e, ainda assim, reconhecer o valor do caminho percorrido.
Foi o carinho que recebeu depois da eleição que a ajudou a olhar para aquele momento de outra forma. Mais do que procurar uma explicação para o resultado, voltou ao essencial: a maneira como se apresentou, aquilo que levou de Palmela e a verdade com que falou da sua terra.
"Depois de ter sido eleita e de receber o carinho das pessoas, os abraços, senti que fui eu, que fui genuína. Falei com o coração e falei daquilo que me apaixona, que é a nossa terra", recorda. E talvez seja precisamente aí que Carolina encontre uma das maiores conquistas desta experiência: saber que, mesmo num momento em que as dúvidas apareceram, não deixou de ser fiel àquilo que queria representar. E foi brilhante. 
Mas a Vidigueira não ficou guardada na memória apenas pelo instante da eleição. O que mais a marcou foram as pessoas, os encontros, as tradições diferentes e a possibilidade de descobrir outros territórios através de quem os representa. Carolina descreve-se como alguém que gosta de pessoas e regressou com a sensação de conhecer um pouco melhor cada um dos municípios que participou consigo.
"Eu sou uma pessoa de pessoas. Aquilo que mais me marcou foi o contacto com as pessoas, as tradições diferentes e a descoberta de novos territórios. Quando vim de lá, senti que já conhecia um bocadinho de todos aqueles municípios", conta. A experiência deixou-lhe mais do que recordações: permitiu-lhe aproximar-se de outras realidades e perceber que representar uma terra também passa por saber escutar, conhecer e criar laços.

Crescimento, conhecimento e confiança 
Representar uma região dar a conhecer aquilo que a torna única
Para uma jovem que se define como bastante reservada, esta descoberta teve ainda outro significado. A participação mostrou-lhe que não precisa de deixar de ser quem é para ocupar um lugar de representação, falar em público ou transmitir aquilo em que acredita. Pode continuar a ser a Carolina de sempre e, ao mesmo tempo, reconhecer capacidades que talvez ainda não soubesse que tinha.
"Apesar de ser uma pessoa bastante reservada, percebi que isso não me impede de ter presença e de mostrar aquilo que amo. Fico muito contente por o júri ter percebido a grandiosidade de Palmela e de todas as suas freguesias", afirma.
É por isso que, quando olha para a jovem que se candidatou a Rainha das Vindimas e para aquela que hoje representa Palmela como Segunda Embaixadora, Carolina não fala de uma mudança radical. Fala de crescimento, de conhecimento e de uma confiança que foi ganhando à medida que viveu novas experiências.
"A Carolina continua a ser a mesma, mas tenho muito mais confiança e conhecimento. Percebi que consigo demonstrar aquilo que sinto, representar o que é importante para mim e também liderar", explica. E acrescenta uma expressão que resume, à sua maneira, tudo aquilo que estes anos lhe trouxeram: continua a ser a mesma Carolina, mas sente-se agora "muito mais recheada a todos os níveis".
O segundo lugar ficou registado no resultado. O que Carolina trouxe da Vidigueira não cabe numa classificação: são as pessoas que conheceu, a confiança que ganhou e a certeza de que consegue falar da sua terra com o coração, sem precisar de deixar a sua reserva para trás. Palmela esteve com ela nessa viagem, mas o crescimento que ali aconteceu também lhe pertence. E isso faz dela a grande vencedora! 

Autarquia aprova saudação a Carolina 
E o título trouxe prestigio e honra. A Câmara Municipal de Palmela aprovou, por unanimidade, uma saudação à jovem de Fernando Pó, destacando a conquista do título de Segunda Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal 2026 e o percurso que tem construído desde que foi eleita Rainha das Vindimas de Palmela, em 2025.
Na saudação, o Município enalteceu a "elegância, a serenidade e o entusiasmo" com que Carolina levou as tradições ligadas à cultura vitivinícola e a identidade do concelho à gala nacional. Um reconhecimento que valoriza não apenas o título alcançado, mas também a forma como a jovem tem assumido a missão de representar a sua terra.
Para a autarquia, este resultado dá maior visibilidade a Palmela enquanto "Terra Mãe de Vinhos" e mostra como as novas gerações podem ter um papel importante na preservação e divulgação deste património. Um percurso em que Carolina leva consigo muito mais do que uma faixa ou um título: leva as raízes, as tradições e o orgulho de pertencer a uma terra que continua a querer mostrar ao país.

A Festa das Vindimas também tem de falar a língua dos jovens
A emoção de vestir a faixa e fazer parte da história das Vindimas
A defesa das tradições não significa, para Carolina, que tudo tenha de permanecer exatamente como está. Quando fala do futuro da Festa das Vindimas, coloca os jovens no centro da conversa e deixa uma ideia que merece ser levada a sério: preservar não é impedir a mudança.
A participação nas associações é, na sua perspetiva, uma das formas de garantir que a festa continua a ter significado para quem chega agora à idade adulta. "Os jovens não devem ser apenas espectadores, digamos assim, da Festa das Vindimas", afirma, defendendo que é importante continuar a envolver mais jovens nas estruturas associativas.
Carolina acredita que essa participação pode aproximar gerações e criar espaço para novas ideias. O desafio está em conseguir que quem acompanha a festa há muitos anos continue a reconhecer nela a sua identidade, enquanto os mais novos encontram motivos para a sentir também como sua.
"É importante que os mais velhos sintam: esta é a Festa das Vindimas que eu conheço, mas também que os jovens sintam: esta é uma Festa das Vindimas com a qual eu me identifico", explica.
A mensagem não é dirigida apenas aos jovens. Também interpela quem organiza, quem decide e quem tem a responsabilidade de manter vivas as iniciativas locais. Se se quer que as novas gerações participem, é preciso criar espaço para as suas ideias, dar-lhes responsabilidades e permitir que sintam que também podem deixar a sua marca.
Carolina não defende que se apague o passado para conquistar o futuro. Defende que se encontrem formas de juntar os dois, sem transformar a tradição numa peça intocável, distante da vida de quem hoje tem 20 anos. "Não temos de acabar com nada para nos sentirmos incluídos, temos sim que criar novas ideias, temos sim que transformar", sublinha.
É uma visão que ultrapassa os dias da festa. Aplica-se às associações, ao folclore, às marchas populares e a tantas outras iniciativas que dependem da vontade de quem lhes dá continuidade. Para Carolina, o futuro das tradições passa também por dar aos jovens a oportunidade de participar na sua evolução, para que não sejam apenas herdeiros de uma história, mas parte ativa daquilo que ela ainda pode vir a ser.

O futuro também se mede pela possibilidade de ficar
Carolina também vive a alegria e a tradição das marchas populares
Há uma preocupação que Carolina partilha de forma particularmente direta: a dificuldade que muitos jovens sentem em conquistar independência. Sair de casa, ter condições financeiras para viver por conta própria e construir um futuro deixou de ser uma questão distante. É uma realidade que pesa nas escolhas e no tempo disponível para participar na vida das comunidades.
"Uma das minhas maiores preocupações é conseguir sair de casa e ser independente financeiramente. Acredito que muitos jovens da minha idade sentem o mesmo, e essas dificuldades também podem afastá-los de atividades e associações, porque acabam por ter a cabeça ocupada com a sua própria vida e com aquilo que precisam de resolver", sublinha. 
A reflexão ganha outra força quando lhe é pedido que imagine o que mudaria na sua terra para que os jovens tivessem mais vontade de ficar. Carolina não aponta uma obra, um equipamento ou uma medida isolada como resposta para tudo. Prefere falar de segurança no sentido de poder construir uma vida: ter uma casa, constituir família e acreditar que existe espaço para concretizar os próprios projetos.
Mas acrescenta outra dimensão, menos material e igualmente importante. Para que os jovens queiram ficar, precisam de sentir que pertencem ao lugar onde vivem, que podem participar nas suas atividades e que não estão condenados a assistir de fora à vida da própria comunidade.
"Era importante que os jovens sentissem que a nossa terra é um lugar onde podem construir o futuro que desejam. E também precisamos de aumentar a participação nas atividades e nas experiências que ela oferece, para que os jovens sintam que fazem parte daquilo que acontece, em vez de serem apenas espectadores", conta. 
Não é uma resposta simples para um problema complexo. É, porém, uma maneira de lembrar que a ligação a um território não se mantém apenas através da memória ou do orgulho nas origens. Precisa de condições concretas para viver, trabalhar, criar relações e imaginar um futuro possível. E este é um trabalho de todos: pensar num futuro estruturado. 

Miss Portugal, um sonho que ainda não tinha contado
Fernando Pó é o lugar de onde Carolina parte para novos desafios
Entre os planos para o futuro, Carolina Sousa guarda um sonho que ainda não tinha partilhado: candidatar-se a Miss Portugal. A vontade nasceu da experiência de representar Palmela e de uma ligação à sua terra que se tornou mais forte ao longo dos últimos três anos.
"Gostava bastante de terminar os meus dois cursos, se calhar integrar um curso de Enologia, que foi uma área por que me apaixonei ao longo destes três anos", conta. Mas há também um objetivo pessoal que quer concretizar: "Eu gostava bastante de me candidatar a Miss Portugal".
A razão não está propriamente no concurso. "Não pelo concurso de Miss que é, mas porque eu sinto um desejo cada vez maior de representar a minha casa", explica.
E quando fala de casa, Carolina não se refere apenas ao lugar onde nasceu. Fala das suas raízes, dos pais, dos avós e também de quem veio de fora, se integrou nas tradições e passou a sentir Palmela como sua. "Ao longo destes três anos aprendi que não há amor maior, que não há paixão maior se não representarmos aquilo que é nosso, a nossa terra que acaba por ser a nossa identidade", afirma.
É essa vontade que alimenta o sonho de chegar a um palco nacional. "Eu quero continuar a representar a minha casa, a nossa casa, as nossas tradições, as nossas festas, tudo aquilo que nos torna tão nós, tudo aquilo que nos torna tão Palmela", diz, sem esconder até onde gostaria de levar essa ambição: "Quem sabe levar o nome de Palmela ainda mais longe".

Carolina ainda está a descobrir até onde pode ir
Possibilidade de concorrer a Miss Portugal representa um novo desafio
Aos 20 anos, Carolina Sousa não tem todas as respostas. Não sabe ainda qual será a sua profissão, admite que há objetivos que podem mudar e reconhece que o caminho para a independência não é fácil. Mas sabe que quer continuar a aprender, que as tradições merecem novas gerações e que representar uma terra implica muito mais do que usar um título.
Ser Segunda Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal é, por agora, mais um capítulo de um percurso que começou em Fernando Pó e que ganhou dimensão através da Feira Comercial e Agrícola do Poceirão e da Festa das Vindimas, das associações e das pessoas que foi encontrando. Não é o ponto final de uma história, mas uma oportunidade para continuar a descobrir aquilo que pode fazer com tudo o que aprendeu.
A Carolina que se dizia reservada percebeu que consegue ocupar um palco sem deixar de ser ela própria. A jovem que ainda não escolheu definitivamente o seu futuro descobriu novas áreas que gostaria de explorar. E a representante de Palmela acredita que as tradições só terão futuro se os jovens tiverem espaço para as transformar.
Talvez seja esse o verdadeiro significado de crescer numa terra e querer levá-la consigo: partir à descoberta do mundo sem deixar para trás aquilo que nos fez ser quem somos. Carolina ainda tem muitos sonhos por cumprir, mas há algo que já leva consigo, onde quer que vá: Palmela, as suas gentes e as memórias que lhe deram raízes.
É também por acreditar nos jovens da nossa terra que nasce a Geração ADN: para lhes dar voz, abrir portas e mostrar que cada história merece uma oportunidade para chegar mais longe. Porque, às vezes, tudo o que um jovem precisa é que alguém acredite nele. E pode ser aqui, na terra onde tudo começou, que o mundo começa a descobrir quem ele é.

Paulo Jorge Oliveira 
Fotografia: Paulo Jorge Oliveira , CM Palmela e Carolina Sousa  



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