De 30 de Outubro a 1 de Novembro, a Festa de Todos os Santos junta música, gastronomia e devoção popular
A música vai ouvir-se pela Quinta do Anjo, os aromas da gastronomia vão convidar a ficar e os feirantes vão dar vida a uma das festas mais antigas do concelho de Palmela. De 30 de Outubro a 1 de Novembro, a aldeia volta a celebrar a Festa de Todos os Santos, com três dias de animação e convívio, numa tradição que nasceu em 1756, ligada à devoção a Nossa Senhora da Redenção e à memória do terramoto de 1755.![]() |
| Procissão de Todos os Santos reúne milhares de fieis a 1 de Novembro |
Os Abba Mia abrem o programa musical a 30 de Outubro, Miguel Azevedo atua no dia seguinte e a Orquestra Sim encerra a festa a 1 de Novembro. O DJ Pedro Monchique assegura também a animação nas duas noites, num programa que inclui ainda artesanato, gastronomia, carrosséis e propostas para toda a família.
Promovida pela Associação de Festas de Quinta do Anjo, a 270.ª edição volta a ocupar vários espaços da aldeia. Entre a animação popular e os momentos religiosos, há dois que continuam a distinguir esta celebração: a procissão e o tradicional leilão dos santos, ambos ligados à história e aos costumes da comunidade.
Música, gastronomia e animação para toda a família
Durante os três dias, a festa estende-se para lá do palco. As bancas de gastronomia e artesanato convidam a descobrir produtos e sabores, enquanto os carrosséis e as restantes iniciativas de animação criam um ambiente pensado para diferentes idades.
É também no recinto que se vive uma parte importante das festas populares: o reencontro entre amigos, as conversas demoradas e a oportunidade de receber quem chega de fora. Entre uma paragem para comer e um passeio pelas bancas, cada visitante encontra uma forma própria de aproveitar a celebração.
A organização promete "três dias de muita música, tradição, animação e momentos para toda a família", numa edição que procura manter o espírito popular da festa e proporcionar novas razões para visitar a Quinta do Anjo, na parte poente do concelho de Palmela.
Durante os três dias, a festa estende-se para lá do palco. As bancas de gastronomia e artesanato convidam a descobrir produtos e sabores, enquanto os carrosséis e as restantes iniciativas de animação criam um ambiente pensado para diferentes idades.
É também no recinto que se vive uma parte importante das festas populares: o reencontro entre amigos, as conversas demoradas e a oportunidade de receber quem chega de fora. Entre uma paragem para comer e um passeio pelas bancas, cada visitante encontra uma forma própria de aproveitar a celebração.
A organização promete "três dias de muita música, tradição, animação e momentos para toda a família", numa edição que procura manter o espírito popular da festa e proporcionar novas razões para visitar a Quinta do Anjo, na parte poente do concelho de Palmela.
Uma história que começou depois do terramoto de 1755
A origem da Festa de Todos os Santos remonta a 1756, um ano depois do grande terramoto que abalou Portugal. Na Quinta do Anjo, a memória local associa a sobrevivência da aldeia à proteção de Nossa Senhora da Redenção, padroeira da freguesia, e ao sentimento de gratidão que levou a população a celebrar em sua honra.
Segundo a tradição, a localidade terá escapado à catástrofe sem vítimas mortais nem grandes estragos. Essa memória, transmitida ao longo dos séculos, ficou ligada à devoção religiosa e à realização da festa no dia 1 de Novembro.
A primeira celebração decorreu junto à capela da Quinta do Anjo e reuniu os habitantes que viviam dispersos pelos montes e cabeços nas encostas da Serra do Louro. Eram comunidades ligadas à terra, espalhadas pelo território, para quem estes encontros representavam uma oportunidade de se reunirem e partilharem a mesma devoção.
A festividade nasceu, assim, de uma ligação entre a fé e a vida comunitária. Com o passar do tempo, foi incorporando outras formas de convívio e animação, sem perder a referência à sua origem religiosa. É essa continuidade que explica a permanência de uma celebração que chegou a 2026 com a sua 270.ª edição.
A origem da Festa de Todos os Santos remonta a 1756, um ano depois do grande terramoto que abalou Portugal. Na Quinta do Anjo, a memória local associa a sobrevivência da aldeia à proteção de Nossa Senhora da Redenção, padroeira da freguesia, e ao sentimento de gratidão que levou a população a celebrar em sua honra.
Segundo a tradição, a localidade terá escapado à catástrofe sem vítimas mortais nem grandes estragos. Essa memória, transmitida ao longo dos séculos, ficou ligada à devoção religiosa e à realização da festa no dia 1 de Novembro.
A primeira celebração decorreu junto à capela da Quinta do Anjo e reuniu os habitantes que viviam dispersos pelos montes e cabeços nas encostas da Serra do Louro. Eram comunidades ligadas à terra, espalhadas pelo território, para quem estes encontros representavam uma oportunidade de se reunirem e partilharem a mesma devoção.
A festividade nasceu, assim, de uma ligação entre a fé e a vida comunitária. Com o passar do tempo, foi incorporando outras formas de convívio e animação, sem perder a referência à sua origem religiosa. É essa continuidade que explica a permanência de uma celebração que chegou a 2026 com a sua 270.ª edição.
A procissão e o leilão dos santos são o coração da tradição
A 1 de Novembro, a Missa e a Procissão de Todos os Santos voltam a marcar o programa. O momento reúne anualmente centenas de pessoas e mantém presente a devoção a Nossa Senhora da Redenção, que está na origem da festividade.
Ao longo de gerações, a procissão tornou-se uma das expressões mais visíveis da ligação entre a população e a história da sua terra. A sua importância não está apenas no ritual religioso, mas também na continuidade de uma prática que a comunidade reconhece como parte da sua identidade.
Outro dos costumes associados a esta data é o leilão dos santos, que acompanha a celebração e ajuda a preservar a singularidade da festa. Juntos, estes momentos distinguem a Festa de Todos os Santos de um programa exclusivamente dedicado à música e à animação.
É no dia dedicado aos santos que o passado se torna mais presente: a aldeia reúne-se em torno de práticas que sobreviveram à passagem do tempo e que continuam a dar sentido à celebração.
A 1 de Novembro, a Missa e a Procissão de Todos os Santos voltam a marcar o programa. O momento reúne anualmente centenas de pessoas e mantém presente a devoção a Nossa Senhora da Redenção, que está na origem da festividade.
Ao longo de gerações, a procissão tornou-se uma das expressões mais visíveis da ligação entre a população e a história da sua terra. A sua importância não está apenas no ritual religioso, mas também na continuidade de uma prática que a comunidade reconhece como parte da sua identidade.
Outro dos costumes associados a esta data é o leilão dos santos, que acompanha a celebração e ajuda a preservar a singularidade da festa. Juntos, estes momentos distinguem a Festa de Todos os Santos de um programa exclusivamente dedicado à música e à animação.
É no dia dedicado aos santos que o passado se torna mais presente: a aldeia reúne-se em torno de práticas que sobreviveram à passagem do tempo e que continuam a dar sentido à celebração.
Uma tradição que continua a juntar a comunidade
A longevidade da Festa de Todos os Santos não se mede apenas pelo número de edições. Está também nas pessoas que a organizam, naquelas que participam nos momentos religiosos e em quem regressa à Quinta do Anjo todos os anos para viver esta época de forma especial.
A Associação de Festas de Quinta do Anjo destaca a importância da celebração como ponto de encontro da população e de todos os que visitam a freguesia. Entre os que mantêm os costumes familiares e os que chegam pela primeira vez, a festa continua a criar laços e a dar a conhecer uma parte da história local.
A cada edição, o programa traz novos motivos para sair de casa, mas a convivência entre a devoção e a festa popular que permite à tradição manter o seu lugar na vida da aldeia. De 30 de Outubro a 1 de Novembro, a Quinta do Anjo volta a abrir as portas a três dias de música, sabores e convívio. Uma celebração que nasceu há 270 anos e que continua a pertencer àqueles que, ano após ano, fazem questão de a viver.
A longevidade da Festa de Todos os Santos não se mede apenas pelo número de edições. Está também nas pessoas que a organizam, naquelas que participam nos momentos religiosos e em quem regressa à Quinta do Anjo todos os anos para viver esta época de forma especial.
A Associação de Festas de Quinta do Anjo destaca a importância da celebração como ponto de encontro da população e de todos os que visitam a freguesia. Entre os que mantêm os costumes familiares e os que chegam pela primeira vez, a festa continua a criar laços e a dar a conhecer uma parte da história local.
A cada edição, o programa traz novos motivos para sair de casa, mas a convivência entre a devoção e a festa popular que permite à tradição manter o seu lugar na vida da aldeia. De 30 de Outubro a 1 de Novembro, a Quinta do Anjo volta a abrir as portas a três dias de música, sabores e convívio. Uma celebração que nasceu há 270 anos e que continua a pertencer àqueles que, ano após ano, fazem questão de a viver.
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