Intervenção marca o início de uma campanha contra a deposição abusiva de resíduos no concelho
Sofás, móveis, madeiras, restos de obras, materiais de construção, isolamento e sacos de lixo foram abandonados nos terrenos das Manteigadas, em Setúbal. Agora, máquinas e equipas municipais estão a retirar aquilo que outros decidiram deixar para trás. A operação começou no dia 21 e vai prolongar-se durante vários dias, com intervenções previstas em diferentes zonas do concelho onde foram identificados focos de deposição ilegal de resíduos.![]() |
| Município promete reforçar a fiscalização para evitar novas deposições |
Promovida pela Câmara Municipal de Setúbal em articulação com os SMS – Serviços Municipalizados de Setúbal, a campanha começou numa extensa área junto à Avenida Teixeira do Vale, entre o Arquivo Distrital de Setúbal e a rotunda de acesso à Avenida José Estrela Leão.
O cenário encontrado é o resultado de sucessivos abandonos. Ao longo do espaço foram-se acumulando objetos volumosos, materiais provenientes de obras e outros detritos, obrigando à utilização de meios pesados para devolver o local a condições adequadas.
Retroescavadoras, camiões e contentores de grande capacidade estão a ser utilizados pelas equipas municipais, numa operação que envolve cerca de 15 trabalhadores entre limpeza e fiscalização.
Quando o espaço público passa a servir de lixeira
Um sofá velho não desaparece porque alguém o deixa num terreno. Um saco de entulho também não deixa de existir por ser colocado atrás de um muro ou numa zona periférica.
É precisamente este tipo de comportamento que está na origem de muitos dos pontos de acumulação que a autarquia pretende combater.
A dimensão da operação nas Manteigadas mostra como pequenos atos individuais podem acabar por criar problemas de grande escala. O que para quem abandona o lixo pode parecer uma solução rápida transforma-se num problema para toda a comunidade e numa despesa que acaba por ser suportada pelos serviços públicos. A questão é, por isso, também de civismo e responsabilidade social.
A existência de serviços municipais de limpeza não significa que qualquer espaço possa ser utilizado como local de descarga. Pelo contrário: a manutenção de uma cidade e de um concelho cuidados depende também das decisões tomadas diariamente por quem nele vive, trabalha ou circula.
Um sofá velho não desaparece porque alguém o deixa num terreno. Um saco de entulho também não deixa de existir por ser colocado atrás de um muro ou numa zona periférica.
É precisamente este tipo de comportamento que está na origem de muitos dos pontos de acumulação que a autarquia pretende combater.
A dimensão da operação nas Manteigadas mostra como pequenos atos individuais podem acabar por criar problemas de grande escala. O que para quem abandona o lixo pode parecer uma solução rápida transforma-se num problema para toda a comunidade e numa despesa que acaba por ser suportada pelos serviços públicos. A questão é, por isso, também de civismo e responsabilidade social.
A existência de serviços municipais de limpeza não significa que qualquer espaço possa ser utilizado como local de descarga. Pelo contrário: a manutenção de uma cidade e de um concelho cuidados depende também das decisões tomadas diariamente por quem nele vive, trabalha ou circula.
Manteigadas foi apenas o primeiro ponto
A intervenção iniciada nas Manteigadas não é uma ação isolada. A campanha vai avançar para outras zonas periféricas do concelho onde foram identificadas situações semelhantes, numa operação que deverá decorrer ao longo de vários dias.
"A Câmara Municipal de Setúbal, em parceria com os SMS, iniciou hoje uma campanha de limpeza das zonas da periferia da cidade de Setúbal, onde foram deixados lixos de forma incorreta e abusiva", afirmou Bruno Russo, vereador responsável pelos pelouros das Obras e Projetos Estratégicos e do Ambiente e Ação Climática.
O objetivo passa por recuperar os locais afetados e retirar materiais que, pela quantidade e dimensão, exigem meios próprios para serem removidos.
A operação representa, assim, um esforço considerável de recursos humanos e materiais, mas pretende também transmitir uma mensagem: os locais que são limpos não podem voltar a transformar-se em pontos de descarga.
A intervenção iniciada nas Manteigadas não é uma ação isolada. A campanha vai avançar para outras zonas periféricas do concelho onde foram identificadas situações semelhantes, numa operação que deverá decorrer ao longo de vários dias.
"A Câmara Municipal de Setúbal, em parceria com os SMS, iniciou hoje uma campanha de limpeza das zonas da periferia da cidade de Setúbal, onde foram deixados lixos de forma incorreta e abusiva", afirmou Bruno Russo, vereador responsável pelos pelouros das Obras e Projetos Estratégicos e do Ambiente e Ação Climática.
O objetivo passa por recuperar os locais afetados e retirar materiais que, pela quantidade e dimensão, exigem meios próprios para serem removidos.
A operação representa, assim, um esforço considerável de recursos humanos e materiais, mas pretende também transmitir uma mensagem: os locais que são limpos não podem voltar a transformar-se em pontos de descarga.
Limpar não chega
É aqui que entra a segunda frente da campanha. Além das operações no terreno, o município pretende reforçar a fiscalização para tentar identificar e travar novas situações de abandono.
"Além destas ações de limpeza, vamos dar continuidade a uma maior fiscalização para impedir esta acumulação de lixos", adiantou Bruno Russo.
A combinação entre limpeza e fiscalização procura evitar que o trabalho realizado pelas equipas municipais seja rapidamente anulado por novos despejos.
A intervenção tem, por isso, um objetivo imediato - recuperar os espaços - e outro de longo prazo: reduzir a repetição destas situações.
É aqui que entra a segunda frente da campanha. Além das operações no terreno, o município pretende reforçar a fiscalização para tentar identificar e travar novas situações de abandono.
"Além destas ações de limpeza, vamos dar continuidade a uma maior fiscalização para impedir esta acumulação de lixos", adiantou Bruno Russo.
A combinação entre limpeza e fiscalização procura evitar que o trabalho realizado pelas equipas municipais seja rapidamente anulado por novos despejos.
A intervenção tem, por isso, um objetivo imediato - recuperar os espaços - e outro de longo prazo: reduzir a repetição destas situações.
Uma responsabilidade que não pode ser apenas municipal
A limpeza urbana é uma responsabilidade dos serviços municipais, mas manter o espaço público cuidado é uma responsabilidade partilhada.
Quem abandona um sofá, despeja restos de uma obra ou deixa sacos com resíduos num terreno está a transferir para os restantes cidadãos as consequências da sua decisão.
E quanto maior é a acumulação, maior é também a dimensão da resposta necessária. Nas Manteigadas, são necessárias máquinas, camiões, contentores e uma equipa de trabalhadores para retirar aquilo que poderia nunca ter chegado a transformar-se naquele cenário.
A campanha lançada pela Câmara Municipal de Setúbal pretende recuperar os locais identificados, mas deixa também um desafio que não se resolve com uma retroescavadora: o respeito pelo espaço que é de todos.
Nos próximos dias, as equipas municipais vão continuar a percorrer diferentes pontos do concelho. Onde alguns deixaram lixo, outros terão agora de trabalhar para o retirar.
E a diferença entre uma operação de limpeza que resolve um problema e uma operação que terá de voltar a acontecer começa numa decisão simples: não abandonar resíduos onde não devem ser deixados.
A limpeza urbana é uma responsabilidade dos serviços municipais, mas manter o espaço público cuidado é uma responsabilidade partilhada.
Quem abandona um sofá, despeja restos de uma obra ou deixa sacos com resíduos num terreno está a transferir para os restantes cidadãos as consequências da sua decisão.
E quanto maior é a acumulação, maior é também a dimensão da resposta necessária. Nas Manteigadas, são necessárias máquinas, camiões, contentores e uma equipa de trabalhadores para retirar aquilo que poderia nunca ter chegado a transformar-se naquele cenário.
A campanha lançada pela Câmara Municipal de Setúbal pretende recuperar os locais identificados, mas deixa também um desafio que não se resolve com uma retroescavadora: o respeito pelo espaço que é de todos.
Nos próximos dias, as equipas municipais vão continuar a percorrer diferentes pontos do concelho. Onde alguns deixaram lixo, outros terão agora de trabalhar para o retirar.
E a diferença entre uma operação de limpeza que resolve um problema e uma operação que terá de voltar a acontecer começa numa decisão simples: não abandonar resíduos onde não devem ser deixados.
Porque uma cidade limpa não depende apenas de quem limpa.

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