Cidade celebra 41 anos de cidade com cultura, homenagens, fado e ligação ao rio
Sexta-feira, 14 de Agosto, o Montijo celebra 41 anos de cidade com duas homenagens que dizem muito sobre a sua história: o professor Raul da Silva Mendes e a SCUPA recebem a Medalha de Ouro do Concelho, a mais alta distinção honorífica do município. À noite, Jorge Fernando e Fábia Rebordão levam o fado ao coreto da Praça da República.![]() |
| Montijo celebra 41 anos de cidade a homenagear duas figuras da cidade |
Há cidades que se contam pelos edifícios, pelas ruas ou pelas datas inscritas nos calendários. E depois há cidades que se contam pelas pessoas que ensinaram várias gerações, pelas instituições que resistiram ao tempo e pelas comunidades que, geração após geração, foram construindo uma identidade própria.
É também assim que se conta a história do Montijo.
A 14 de Agosto, quando a cidade assinalar 41 anos desde a sua elevação a cidade, a celebração não será apenas uma festa de aniversário. Será sobretudo um momento para olhar para trás, reconhecer quem deixou marcas profundas na comunidade e celebrar aquilo que o Montijo continua a ser.
No centro das comemorações estarão duas distinções de enorme significado: o professor Raul da Silva Mendes e a Sociedade Cooperativa União Piscatória Aldegalense (SCUPA) vão receber a Medalha de Ouro do Concelho, a mais alta condecoração atribuída pelo Município do Montijo.
À noite, a tradição e a música encontram-se no coração da cidade, com Jorge Fernando e Fábia Rebordão a subirem ao coreto da Praça da República para apresentar o espetáculo "Nossa Guerra".
Um aniversário que começa por celebrar a memória
O programa dos 41 anos de cidade começa às 17 horas, na Galeria Municipal, com a inauguração da exposição "Pluralidades: 5 Olhares".
A mostra reúne trabalhos de Ana Beatriz Oliveira, Ana Rita Galego, Miguel Santos, Paulo Rodrigues e Sebastian Stan, numa proposta que, segundo a Câmara Municipal do Montijo, é "dedicada à diversidade de linguagens da arte contemporânea".
É uma forma de abrir as comemorações através da cultura e da criação artística, num dia em que o Montijo se prepara para celebrar não apenas a data que marcou a sua transformação administrativa, mas também a cidade que foi construindo ao longo destas quatro décadas.
O programa dos 41 anos de cidade começa às 17 horas, na Galeria Municipal, com a inauguração da exposição "Pluralidades: 5 Olhares".
A mostra reúne trabalhos de Ana Beatriz Oliveira, Ana Rita Galego, Miguel Santos, Paulo Rodrigues e Sebastian Stan, numa proposta que, segundo a Câmara Municipal do Montijo, é "dedicada à diversidade de linguagens da arte contemporânea".
É uma forma de abrir as comemorações através da cultura e da criação artística, num dia em que o Montijo se prepara para celebrar não apenas a data que marcou a sua transformação administrativa, mas também a cidade que foi construindo ao longo destas quatro décadas.
Raul da Silva Mendes: quatro décadas a ensinar e a transformar vidas
Às 18h30, os Paços do Concelho serão palco de um dos momentos mais solenes das comemorações.
O professor Raul da Silva Mendes será distinguido com a Medalha de Ouro do Concelho, reconhecimento atribuído pelo seu percurso de mais de quatro décadas ligado ao ensino, à investigação e à inovação pedagógica.
Foram 42 anos como professor do ensino básico, grande parte deles vividos profissionalmente no concelho do Montijo, onde lecionou na Escola da Atalaia e na Escola Básica n.º 2 do Montijo, atualmente Escola Básica Joaquim de Almeida.
Mas uma carreira no ensino não se mede apenas pelo número de anos passados dentro de uma sala de aula.
Mede-se pelos alunos que ficaram a lembrar-se de um professor muitos anos depois de terem deixado a escola, pelas perguntas que aprenderam a fazer, pela curiosidade que lhes foi despertada e pela marca que uma pessoa consegue deixar numa comunidade sem nunca saber exatamente até onde chegou.
É precisamente essa dimensão do percurso de Raul da Silva Mendes que o município pretende reconhecer, sublinhando a ligação do professor ao Montijo e a influência que teve na formação de várias gerações.
Às 18h30, os Paços do Concelho serão palco de um dos momentos mais solenes das comemorações.
O professor Raul da Silva Mendes será distinguido com a Medalha de Ouro do Concelho, reconhecimento atribuído pelo seu percurso de mais de quatro décadas ligado ao ensino, à investigação e à inovação pedagógica.
Foram 42 anos como professor do ensino básico, grande parte deles vividos profissionalmente no concelho do Montijo, onde lecionou na Escola da Atalaia e na Escola Básica n.º 2 do Montijo, atualmente Escola Básica Joaquim de Almeida.
Mas uma carreira no ensino não se mede apenas pelo número de anos passados dentro de uma sala de aula.
Mede-se pelos alunos que ficaram a lembrar-se de um professor muitos anos depois de terem deixado a escola, pelas perguntas que aprenderam a fazer, pela curiosidade que lhes foi despertada e pela marca que uma pessoa consegue deixar numa comunidade sem nunca saber exatamente até onde chegou.
É precisamente essa dimensão do percurso de Raul da Silva Mendes que o município pretende reconhecer, sublinhando a ligação do professor ao Montijo e a influência que teve na formação de várias gerações.
SCUPA: mais de um século ligado ao rio e à comunidade piscatória
A segunda Medalha de Ouro será entregue a uma instituição cuja história se confunde com uma das identidades mais fortes do Montijo.
A Sociedade Cooperativa União Piscatória Aldegalense, conhecida como SCUPA, recebe a distinção pelo seu percurso de mais de um século ao serviço da comunidade piscatória.
Num concelho profundamente marcado pela relação com o rio, pela pesca e pelas atividades ribeirinhas, a história da SCUPA representa também uma parte da memória coletiva do Montijo.
Ao longo de décadas, a instituição desempenhou um papel na preservação da identidade, do património e das tradições ribeirinhas do concelho.
E é precisamente essa ligação ao território que torna a homenagem particularmente simbólica. Porque há instituições que existem. E há instituições que fazem parte da memória de uma terra. A SCUPA pertence a essa segunda categoria.
A segunda Medalha de Ouro será entregue a uma instituição cuja história se confunde com uma das identidades mais fortes do Montijo.
A Sociedade Cooperativa União Piscatória Aldegalense, conhecida como SCUPA, recebe a distinção pelo seu percurso de mais de um século ao serviço da comunidade piscatória.
Num concelho profundamente marcado pela relação com o rio, pela pesca e pelas atividades ribeirinhas, a história da SCUPA representa também uma parte da memória coletiva do Montijo.
Ao longo de décadas, a instituição desempenhou um papel na preservação da identidade, do património e das tradições ribeirinhas do concelho.
E é precisamente essa ligação ao território que torna a homenagem particularmente simbólica. Porque há instituições que existem. E há instituições que fazem parte da memória de uma terra. A SCUPA pertence a essa segunda categoria.
Quando a noite chegar, o fado toma conta do coreto
Depois da solenidade dos Paços do Concelho, a celebração muda de cenário. Às 21h30, a Praça da República recebe no seu histórico coreto o espetáculo "Nossa Guerra", com Jorge Fernando e Fábia Rebordão.
É um encontro de duas experiências do fado, num cenário que tem tudo para tornar a noite particularmente especial. Ao ar livre, no coração do Montijo, a música vai encontrar-se com a memória de uma cidade que celebra o seu aniversário.
E talvez seja essa uma das melhores formas de assinalar uma data como esta: depois das homenagens e das palavras, deixar que a música faça aquilo que tantas vezes consegue fazer melhor do que ninguém: juntar pessoas.
Depois da solenidade dos Paços do Concelho, a celebração muda de cenário. Às 21h30, a Praça da República recebe no seu histórico coreto o espetáculo "Nossa Guerra", com Jorge Fernando e Fábia Rebordão.
É um encontro de duas experiências do fado, num cenário que tem tudo para tornar a noite particularmente especial. Ao ar livre, no coração do Montijo, a música vai encontrar-se com a memória de uma cidade que celebra o seu aniversário.
E talvez seja essa uma das melhores formas de assinalar uma data como esta: depois das homenagens e das palavras, deixar que a música faça aquilo que tantas vezes consegue fazer melhor do que ninguém: juntar pessoas.
O Montijo continua a celebrar no dia 15
As comemorações não terminam no dia 14. No dia 15 de Agosto, o programa leva os participantes até ao rio, através de um passeio a bordo da embarcação municipal "O Aldeano", entre as 17 e as 18h30.
As comemorações não terminam no dia 14. No dia 15 de Agosto, o programa leva os participantes até ao rio, através de um passeio a bordo da embarcação municipal "O Aldeano", entre as 17 e as 18h30.
A participação está sujeita a inscrição prévia no Posto de Turismo.
É uma oportunidade para olhar para o Montijo a partir de uma perspetiva diferente, regressando à relação com o rio que durante tantos anos marcou a economia, a vida e a identidade da comunidade.
É uma oportunidade para olhar para o Montijo a partir de uma perspetiva diferente, regressando à relação com o rio que durante tantos anos marcou a economia, a vida e a identidade da comunidade.
Um moinho, o fado e uma cidade que olha para a sua história
As celebrações encerram às 19 horas, com uma visita guiada ao Moinho de Maré do Cais. O património volta assim a entrar no programa num momento que contará ainda com um apontamento musical protagonizado pelo fadista Tiago Correia e pelo acordeonista Vítor Pastor.
É uma escolha que encerra as comemorações com aquilo que melhor define o espírito do programa: património, música, memória e identidade.
As celebrações encerram às 19 horas, com uma visita guiada ao Moinho de Maré do Cais. O património volta assim a entrar no programa num momento que contará ainda com um apontamento musical protagonizado pelo fadista Tiago Correia e pelo acordeonista Vítor Pastor.
É uma escolha que encerra as comemorações com aquilo que melhor define o espírito do programa: património, música, memória e identidade.
41 anos depois, o Montijo continua a contar a sua história
Foi a 14 de Agosto de 1985 que o Montijo foi elevado à categoria de cidade. Passaram 41 anos. Quatro décadas em que o território mudou, as pessoas mudaram, a cidade cresceu e novas gerações passaram a chamar Montijo à terra onde nasceram, estudaram, trabalharam ou construíram a sua vida.
Mas há coisas que permanecem. Permanece a ligação ao rio. Permanece a memória das comunidades piscatórias. Permanece o património. Permanece a cultura.
E permanecem as pessoas que, através do seu trabalho, da sua dedicação e da sua capacidade de servir a comunidade, ajudam a explicar aquilo que uma cidade é.
É por isso que a entrega das Medalhas de Ouro a Raul da Silva Mendes e à SCUPA ganha um significado especial neste 41.º aniversário.
Um professor que dedicou décadas a ensinar. Uma instituição que há mais de um século acompanha a comunidade piscatória.
Duas histórias diferentes, mas unidas por uma mesma ideia: uma cidade também se constrói através das pessoas que deixam algo de si para quem vem depois.
E amanhã, quando o Montijo voltar a celebrar o seu aniversário, será também isso que estará em causa. Não apenas recordar o dia em que passou a ser cidade. Mas lembrar as pessoas, as instituições e as tradições que fizeram do Montijo aquilo que hoje é.
41 anos depois, a cidade celebra o presente sem esquecer aqueles que ajudaram a construir a sua memória. E fá-lo como tantas vezes se celebram as coisas verdadeiramente importantes: junto das pessoas, junto ao rio, com cultura, com música e com orgulho na sua própria história.
Foi a 14 de Agosto de 1985 que o Montijo foi elevado à categoria de cidade. Passaram 41 anos. Quatro décadas em que o território mudou, as pessoas mudaram, a cidade cresceu e novas gerações passaram a chamar Montijo à terra onde nasceram, estudaram, trabalharam ou construíram a sua vida.
Mas há coisas que permanecem. Permanece a ligação ao rio. Permanece a memória das comunidades piscatórias. Permanece o património. Permanece a cultura.
E permanecem as pessoas que, através do seu trabalho, da sua dedicação e da sua capacidade de servir a comunidade, ajudam a explicar aquilo que uma cidade é.
É por isso que a entrega das Medalhas de Ouro a Raul da Silva Mendes e à SCUPA ganha um significado especial neste 41.º aniversário.
Um professor que dedicou décadas a ensinar. Uma instituição que há mais de um século acompanha a comunidade piscatória.
Duas histórias diferentes, mas unidas por uma mesma ideia: uma cidade também se constrói através das pessoas que deixam algo de si para quem vem depois.
E amanhã, quando o Montijo voltar a celebrar o seu aniversário, será também isso que estará em causa. Não apenas recordar o dia em que passou a ser cidade. Mas lembrar as pessoas, as instituições e as tradições que fizeram do Montijo aquilo que hoje é.
41 anos depois, a cidade celebra o presente sem esquecer aqueles que ajudaram a construir a sua memória. E fá-lo como tantas vezes se celebram as coisas verdadeiramente importantes: junto das pessoas, junto ao rio, com cultura, com música e com orgulho na sua própria história.

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