Concurso de cinco milhões já está lançado e torre deverá ficar a poente do Museu do Ferroviário
Há obras que começam muito antes de as máquinas chegarem. Começam nos pedidos, na memória de quem olha para um lugar e percebe que alguma coisa precisa de mudar. É o caso da Torre Cottinelli Telmo, uma das imagens mais marcantes da Estação Ferroviária do Pinhal Novo, que há muito aguardava uma solução para a sua localização. Agora, essa mudança começa finalmente a ganhar forma. A Infraestruturas de Portugal lançou um concurso público internacional no valor base de cinco milhões de euros para a conceção e execução da relocalização da torre.![]() |
| A torre vai sair do meio das linhas, mantendo-se ligada à estação |
A confirmação de que o projeto vai avançar tinha sido transmitida à Câmara Municipal de Palmela pelo Ministério das Infraestruturas, segundo revela à ADN-Agência de Notícias a presidente da autarquia, Ana Teresa Vicente.
A relocalização da Torre Cottinelli Telmo não surgiu agora. O projeto já estava identificado há algum tempo, mas faltava a confirmação de que iria efetivamente avançar. Essa garantia chegou à Câmara de Palmela num momento em que a modernização da ferrovia do Pinhal Novo torna cada vez mais difícil manter a torre no local onde se encontra atualmente.
A relocalização da Torre Cottinelli Telmo não surgiu agora. O projeto já estava identificado há algum tempo, mas faltava a confirmação de que iria efetivamente avançar. Essa garantia chegou à Câmara de Palmela num momento em que a modernização da ferrovia do Pinhal Novo torna cada vez mais difícil manter a torre no local onde se encontra atualmente.
"Recebemos a confirmação, a garantia também do Ministério das Infraestruturas, quando veio cá o Ministro, que assumiu que iam avançar com o projeto que tinha sido já identificado", revela Ana Teresa Vicente à ADN.
O projeto passa pela reconstrução e deslocação da torre para uma nova localização, permitindo libertar o espaço atualmente ocupado pela estrutura sem apagar a sua presença na estação.
"É efetivamente reconstruir a torre, deslocalizar a torre para uma das zonas. Desta vez, eu acredito que isso seja feito, porque não é possível mexer nas linhas, não é? A modernização que está a ser feita nas linhas não se compadece com a atual localização da torre", explica a presidente da Câmara de Palmela.
É precisamente aqui que a obra deixa de ser apenas uma questão de património. A transformação da infraestrutura ferroviária obriga a encontrar uma solução para a torre, mas essa solução procura mantê-la ligada ao lugar onde construiu a sua história.
"Portanto, desta vez acredito que a Infraestruturas de Portugal o faça", afirma Ana Teresa Vicente.
O projeto passa pela reconstrução e deslocação da torre para uma nova localização, permitindo libertar o espaço atualmente ocupado pela estrutura sem apagar a sua presença na estação.
"É efetivamente reconstruir a torre, deslocalizar a torre para uma das zonas. Desta vez, eu acredito que isso seja feito, porque não é possível mexer nas linhas, não é? A modernização que está a ser feita nas linhas não se compadece com a atual localização da torre", explica a presidente da Câmara de Palmela.
É precisamente aqui que a obra deixa de ser apenas uma questão de património. A transformação da infraestrutura ferroviária obriga a encontrar uma solução para a torre, mas essa solução procura mantê-la ligada ao lugar onde construiu a sua história.
"Portanto, desta vez acredito que a Infraestruturas de Portugal o faça", afirma Ana Teresa Vicente.
A torre vai sair do meio das linhas
Durante décadas, a Torre Cottinelli Telmo esteve integrada no funcionamento da estação e tornou-se uma presença singular no cenário ferroviário do Pinhal Novo.
Agora, a modernização da infraestrutura ferroviária obriga a uma mudança. A torre deverá deixar o espaço entre as linhas, mas não será afastada da zona ferroviária.
E o novo local já está identificado. Questionada pela ADN sobre se existe uma localização definida para a torre, Ana Teresa Vicente confirma que sim, explicando que continuará junto à infraestrutura ferroviária. "Sim. Está localizado, é adjacente às linhas", confirma. A ideia é retirar a torre do atual espaço entre as linhas, mantendo-a, contudo, ligada à estação e à zona ferroviária. "Sai do meio das linhas, mas fica na zona adjacente às linhas", acrescenta a presidente da Câmara de Palmela.
Durante décadas, a Torre Cottinelli Telmo esteve integrada no funcionamento da estação e tornou-se uma presença singular no cenário ferroviário do Pinhal Novo.
Agora, a modernização da infraestrutura ferroviária obriga a uma mudança. A torre deverá deixar o espaço entre as linhas, mas não será afastada da zona ferroviária.
E o novo local já está identificado. Questionada pela ADN sobre se existe uma localização definida para a torre, Ana Teresa Vicente confirma que sim, explicando que continuará junto à infraestrutura ferroviária. "Sim. Está localizado, é adjacente às linhas", confirma. A ideia é retirar a torre do atual espaço entre as linhas, mantendo-a, contudo, ligada à estação e à zona ferroviária. "Sai do meio das linhas, mas fica na zona adjacente às linhas", acrescenta a presidente da Câmara de Palmela.
De acordo com fontes ouvidas pela ADN-Agência de Notícias, a futura localização deverá ficar a poente do Museu do Ferroviário - A Estação, na antiga estação velha do Pinhal Novo.
Cinco milhões para uma mudança esperada há anos
O concurso lançado pela Infraestruturas de Portugal estabelece um valor base de cinco milhões de euros para a empreitada de conceção-execução da relocalização da Torre Cottinelli Telmo.
O prazo previsto para a execução da obra é de 400 dias, depois da consignação do contrato. As empresas interessadas podem apresentar candidaturas até 23 de Outubro de 2026.
A intervenção envolve trabalhos de construção civil e engenharia ferroviária, numa operação que terá de conciliar as exigências da modernização da linha com a preservação de uma estrutura histórica.
O valor previsto para a obra dá a dimensão do projeto. Mas, para o Pinhal Novo, há outro dado que pesa mais: esta é uma mudança que há muito era pedida.
O concurso lançado pela Infraestruturas de Portugal estabelece um valor base de cinco milhões de euros para a empreitada de conceção-execução da relocalização da Torre Cottinelli Telmo.
O prazo previsto para a execução da obra é de 400 dias, depois da consignação do contrato. As empresas interessadas podem apresentar candidaturas até 23 de Outubro de 2026.
A intervenção envolve trabalhos de construção civil e engenharia ferroviária, numa operação que terá de conciliar as exigências da modernização da linha com a preservação de uma estrutura histórica.
O valor previsto para a obra dá a dimensão do projeto. Mas, para o Pinhal Novo, há outro dado que pesa mais: esta é uma mudança que há muito era pedida.
Uma torre que faz parte da história do Pinhal Novo
Projetada pelo arquiteto Cottinelli Telmo na década de 1930, a torre tornou-se uma referência da arquitetura ferroviária portuguesa e uma das estruturas mais reconhecíveis da estação do Pinhal Novo.
A sua importância ultrapassa a função que desempenhou na ferrovia. A torre é também parte da memória de um território que cresceu e se transformou em torno do caminho-de-ferro.
É por isso que a intervenção agora lançada não pode ser vista apenas como uma deslocação física. A questão é como retirar a torre do meio das linhas sem a retirar da história do Pinhal Novo. E é nesse equilíbrio que está o significado desta obra.
Projetada pelo arquiteto Cottinelli Telmo na década de 1930, a torre tornou-se uma referência da arquitetura ferroviária portuguesa e uma das estruturas mais reconhecíveis da estação do Pinhal Novo.
A sua importância ultrapassa a função que desempenhou na ferrovia. A torre é também parte da memória de um território que cresceu e se transformou em torno do caminho-de-ferro.
É por isso que a intervenção agora lançada não pode ser vista apenas como uma deslocação física. A questão é como retirar a torre do meio das linhas sem a retirar da história do Pinhal Novo. E é nesse equilíbrio que está o significado desta obra.
E depois da mudança, poderá ser visitada?
A existência de uma nova localização abre também uma questão que há muito acompanha o futuro da torre: poderá um dia ser aberta ao público?
A pergunta foi colocada pela ADN a Ana Teresa Vicente, no contexto da possibilidade de relocalização e valorização da estrutura. A presidente confirmou a existência do projeto de reconstrução e deslocação, bem como a localização já identificada, mas não avançou, nesta declaração, com uma confirmação concreta sobre um futuro plano de abertura da torre ao público. Para já, o que está confirmado é a mudança de lugar. No entanto, e dado ao investimento, a Infraestruturas de Portugal - a par da autarquia - deverá incluir a abertura da torre ao público e integra-la no próprio museu do Pinhal Novo.
Depois de anos de espera, existe agora um concurso lançado, cinco milhões de euros previstos, 400 dias de obra e uma nova localização definida.
A torre que durante décadas marcou a paisagem ferroviária do Pinhal Novo prepara-se para mudar de lugar. Mas não vai sair da história do Pinhal Novo.
A existência de uma nova localização abre também uma questão que há muito acompanha o futuro da torre: poderá um dia ser aberta ao público?
A pergunta foi colocada pela ADN a Ana Teresa Vicente, no contexto da possibilidade de relocalização e valorização da estrutura. A presidente confirmou a existência do projeto de reconstrução e deslocação, bem como a localização já identificada, mas não avançou, nesta declaração, com uma confirmação concreta sobre um futuro plano de abertura da torre ao público. Para já, o que está confirmado é a mudança de lugar. No entanto, e dado ao investimento, a Infraestruturas de Portugal - a par da autarquia - deverá incluir a abertura da torre ao público e integra-la no próprio museu do Pinhal Novo.
Depois de anos de espera, existe agora um concurso lançado, cinco milhões de euros previstos, 400 dias de obra e uma nova localização definida.
A torre que durante décadas marcou a paisagem ferroviária do Pinhal Novo prepara-se para mudar de lugar. Mas não vai sair da história do Pinhal Novo.
| Cinco milhões de euros estão previstos para a relocalização da torre |
Ou seja, aquela estrutura que hoje muitos reconhecem simplesmente como "a torre" foi durante décadas um verdadeiro posto de comando da ferrovia no Pinhal Novo. E talvez seja precisamente isso que torna a sua história tão especial: não era apenas uma torre junto às linhas - era dali que se ajudava a fazer funcionar a estação e a circulação dos comboios.

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