Cinco círios juntam comunidades de Montijo, Palmela e Sesimbra numa das grandes romarias a sul do Tejo
Há tradições que não precisam de ser explicadas às comunidades que as vivem, porque fazem parte da sua própria história. No final de Agosto, milhares de pessoas saem de casa, reúnem-se nas sedes dos círios de Montijo, Palmela e Sesimbra e partem ao encontro de Nossa Senhora da Atalaia, numa romaria com mais de 500 anos que junta fé, tradição, procissões, convívio e festa popular. De 28 a 31 de Agosto, a Festa Grande volta a encher a Atalaia, com cinco círios, a majestosa procissão de domingo e um programa que traz também Gamix, Luís Sequeira, Pedro Mestre e Jéssica Cipriano. E muito mais!
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| Os círios mantêm viva uma tradição secular |
É assim que, todos os anos, Montijo, Palmela e Sesimbra se encontram na Atalaia, numa das mais antigas romarias a sul do Tejo. De sexta-feira, 28, a segunda-feira, 31 de Agosto, a aldeia volta a receber a Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia, conhecida como Festa Grande, numa celebração que junta a dimensão religiosa, os costumes próprios de cada círio e o lado mais popular de quatro dias de festa.
A chegada à Atalaia não é, por isso, igual para todos. Cada círio traz a sua própria história, as suas promessas e a sua forma de viver a devoção, mas todos partilham o mesmo destino: o Santuário de Nossa Senhora da Atalaia, onde os caminhos das diferentes comunidades acabam por se cruzar.
E é precisamente essa diversidade dentro de uma mesma fé que torna esta festa tão especial.
A chegada à Atalaia não é, por isso, igual para todos. Cada círio traz a sua própria história, as suas promessas e a sua forma de viver a devoção, mas todos partilham o mesmo destino: o Santuário de Nossa Senhora da Atalaia, onde os caminhos das diferentes comunidades acabam por se cruzar.
E é precisamente essa diversidade dentro de uma mesma fé que torna esta festa tão especial.
Cinco círios, diferentes tradições e uma mesma Nossa Senhora
Ao longo de sexta-feira, sábado e domingo, os cinco círios vão chegando à Atalaia, trazendo consigo as comunidades que durante o ano mantêm viva esta tradição.
Na sexta-feira, chega o Círio da Quinta do Anjo, seguindo-se no sábado o Círio da Azóia (Sesimbra). No domingo, a Atalaia recebe o Círio Novo, da Jardia, o Círio de Olhos de Água e o Círio da Carregueira, ambos da freguesia do Pinhal Novo.
São comunidades diferentes, com histórias e formas próprias de cumprir as suas promessas, que durante estes dias deixam as suas localidades para se juntarem junto do Santuário.
A tradição envolve também o histórico Círio da Alfândega de Lisboa, cuja origem está diretamente relacionada com a história da própria romaria.
É esta sucessão de chegadas que faz com que a Atalaia vá ganhando vida ao longo dos dias. Primeiro chega uma comunidade, depois outra, depois outra, até que a aldeia se transforma num grande ponto de encontro entre pessoas que chegam de diferentes terras, mas reconhecem naquela celebração uma tradição que também lhes pertence.
Ao longo de sexta-feira, sábado e domingo, os cinco círios vão chegando à Atalaia, trazendo consigo as comunidades que durante o ano mantêm viva esta tradição.
Na sexta-feira, chega o Círio da Quinta do Anjo, seguindo-se no sábado o Círio da Azóia (Sesimbra). No domingo, a Atalaia recebe o Círio Novo, da Jardia, o Círio de Olhos de Água e o Círio da Carregueira, ambos da freguesia do Pinhal Novo.
São comunidades diferentes, com histórias e formas próprias de cumprir as suas promessas, que durante estes dias deixam as suas localidades para se juntarem junto do Santuário.
A tradição envolve também o histórico Círio da Alfândega de Lisboa, cuja origem está diretamente relacionada com a história da própria romaria.
É esta sucessão de chegadas que faz com que a Atalaia vá ganhando vida ao longo dos dias. Primeiro chega uma comunidade, depois outra, depois outra, até que a aldeia se transforma num grande ponto de encontro entre pessoas que chegam de diferentes terras, mas reconhecem naquela celebração uma tradição que também lhes pertence.
Uma promessa que começou em 1507
Para perceber a força desta romaria é preciso recuar mais de cinco séculos, até 1507, quando a peste assolava a região. Funcionários da Alfândega de Lisboa fizeram então uma promessa a Nossa Senhora da Atalaia, comprometendo-se a organizar um círio em sua homenagem. A promessa atravessou o tempo e chegou até aos nossos dias.
O Santuário da Atalaia, com mais de 500 anos, continua a ser o centro desta devoção e o destino de comunidades que todos os anos percorrem o caminho para cumprir as suas tradições.
A organização considera que as festividades são "um cartão de visita do concelho do Montijo e reforçam a identidade cultural da região, unindo tradição e modernidade".
Essa identidade está precisamente na forma como cada círio vive a sua própria devoção e, ao mesmo tempo, aceita encontrar-se com os outros no mesmo lugar.
Há quem venha por uma promessa pessoal, quem acompanhe uma tradição familiar e quem faça questão de manter o compromisso assumido pelos seus antepassados. Para muitos, a Festa Grande não começa quando chegam à Atalaia: começa muito antes, quando se prepara a saída, quando as pessoas se juntam e quando cada comunidade se organiza para cumprir mais uma vez o caminho.
Para perceber a força desta romaria é preciso recuar mais de cinco séculos, até 1507, quando a peste assolava a região. Funcionários da Alfândega de Lisboa fizeram então uma promessa a Nossa Senhora da Atalaia, comprometendo-se a organizar um círio em sua homenagem. A promessa atravessou o tempo e chegou até aos nossos dias.
O Santuário da Atalaia, com mais de 500 anos, continua a ser o centro desta devoção e o destino de comunidades que todos os anos percorrem o caminho para cumprir as suas tradições.
A organização considera que as festividades são "um cartão de visita do concelho do Montijo e reforçam a identidade cultural da região, unindo tradição e modernidade".
Essa identidade está precisamente na forma como cada círio vive a sua própria devoção e, ao mesmo tempo, aceita encontrar-se com os outros no mesmo lugar.
Há quem venha por uma promessa pessoal, quem acompanhe uma tradição familiar e quem faça questão de manter o compromisso assumido pelos seus antepassados. Para muitos, a Festa Grande não começa quando chegam à Atalaia: começa muito antes, quando se prepara a saída, quando as pessoas se juntam e quando cada comunidade se organiza para cumprir mais uma vez o caminho.
Sexta-feira abre a porta à Festa Grande
A sexta-feira marca o início oficial das celebrações e traz à Atalaia o primeiro dos cinco círios, mas também uma programação que procura juntar os diferentes públicos que durante estes dias passam pela aldeia.
No Museu Agrícola da Atalaia, abre a IV Mostra do Vinho, Mel e Azeite, colocando em destaque produtos locais e sabores que fazem parte da identidade da região.
A noite ganha depois outro ritmo no Palco Principal. Luís Sequeira, cantor do Montijo, assume a abertura musical, num concerto que leva também ao programa um nome ligado à própria terra. O DJ Gamix, de Alcochete, assume a madrugada no mesmo palco e promete levar a música eletrónica para uma noite que deverá reunir várias gerações.
E quando a noite já estiver lançada, chegam as tradicionais largadas de toiros pelas ruas da Atalaia, uma das manifestações mais populares associadas às festividades.
É uma sexta-feira que mostra desde logo a amplitude da Festa Grande: começa nos sabores da terra, passa pela música, entra na tradição religiosa e prolonga-se pela animação popular.
A sexta-feira marca o início oficial das celebrações e traz à Atalaia o primeiro dos cinco círios, mas também uma programação que procura juntar os diferentes públicos que durante estes dias passam pela aldeia.
No Museu Agrícola da Atalaia, abre a IV Mostra do Vinho, Mel e Azeite, colocando em destaque produtos locais e sabores que fazem parte da identidade da região.
A noite ganha depois outro ritmo no Palco Principal. Luís Sequeira, cantor do Montijo, assume a abertura musical, num concerto que leva também ao programa um nome ligado à própria terra. O DJ Gamix, de Alcochete, assume a madrugada no mesmo palco e promete levar a música eletrónica para uma noite que deverá reunir várias gerações.
E quando a noite já estiver lançada, chegam as tradicionais largadas de toiros pelas ruas da Atalaia, uma das manifestações mais populares associadas às festividades.
É uma sexta-feira que mostra desde logo a amplitude da Festa Grande: começa nos sabores da terra, passa pela música, entra na tradição religiosa e prolonga-se pela animação popular.
Sábado leva a cultura tradicional para o centro da festa
No sábado, a chegada do Círio da Azóia volta a trazer à Atalaia uma comunidade em romaria. Mas o dia tem também uma forte componente cultural, com o Festival de Folclore, um dos momentos que melhor traduz a ligação destas festas às tradições populares.
Os ranchos locais e convidados apresentam as suas danças, os seus trajes e as suas músicas, levando ao terreiro uma parte da memória das comunidades que representam. É uma noite em que diferentes gerações podem reconhecer no palco costumes que continuam a fazer parte da cultura popular portuguesa.
Depois do folclore, a música tradicional continua com Pedro Mestre, cantor e músico que traz para a Atalaia a força do cante e das violas. Mais tarde, pelas 23h30, são as Sevilhanas Rocieiras de Alcochete que dão outro movimento à noite.
E, quando termina a programação no palco, a festa continua noutros lugares. Nas casas dos círios, os tradicionais bailaricos populares, os comes e bebes e o convívio prolongam a noite, numa das dimensões mais genuínas da Festa Grande.
É também aí que muitos dos encontros acontecem de forma mais espontânea, entre quem veio acompanhar o círio, quem vive na Atalaia e quem regressa todos os anos para voltar a encontrar amigos e familiares.
No sábado, a chegada do Círio da Azóia volta a trazer à Atalaia uma comunidade em romaria. Mas o dia tem também uma forte componente cultural, com o Festival de Folclore, um dos momentos que melhor traduz a ligação destas festas às tradições populares.
Os ranchos locais e convidados apresentam as suas danças, os seus trajes e as suas músicas, levando ao terreiro uma parte da memória das comunidades que representam. É uma noite em que diferentes gerações podem reconhecer no palco costumes que continuam a fazer parte da cultura popular portuguesa.
Depois do folclore, a música tradicional continua com Pedro Mestre, cantor e músico que traz para a Atalaia a força do cante e das violas. Mais tarde, pelas 23h30, são as Sevilhanas Rocieiras de Alcochete que dão outro movimento à noite.
E, quando termina a programação no palco, a festa continua noutros lugares. Nas casas dos círios, os tradicionais bailaricos populares, os comes e bebes e o convívio prolongam a noite, numa das dimensões mais genuínas da Festa Grande.
É também aí que muitos dos encontros acontecem de forma mais espontânea, entre quem veio acompanhar o círio, quem vive na Atalaia e quem regressa todos os anos para voltar a encontrar amigos e familiares.
Domingo é o "Dia Maior"
Mas é no domingo que a Atalaia vive o momento mais intenso da celebração. É o "Dia Maior", dedicado à fé e à receção dos círios.
Ao longo do dia chegam as restantes comunidades, com destaque para o Círio Novo, da Jardia, o Círio de Olhos de Água e o Círio da Carregueira, com forte ligação á freguesia do Pinhal Novo.
As chegadas são acompanhadas por romeiros e familiares, que se juntam às pessoas já presentes na Atalaia. É neste encontro que se percebe verdadeiramente a dimensão da tradição: localidades inteiras deslocam-se para participar numa celebração que tem para cada comunidade um significado próprio.
Entre os momentos mais antigos está o ritual das três voltas ao Cruzeiro-Mor, cumpridas pelos círios antes de subirem a escadaria do Santuário.
A tradição não é apenas um gesto repetido. É uma forma de cumprir a promessa e de chegar ao lugar onde a devoção encontra a sua expressão maior.
Mas é no domingo que a Atalaia vive o momento mais intenso da celebração. É o "Dia Maior", dedicado à fé e à receção dos círios.
Ao longo do dia chegam as restantes comunidades, com destaque para o Círio Novo, da Jardia, o Círio de Olhos de Água e o Círio da Carregueira, com forte ligação á freguesia do Pinhal Novo.
As chegadas são acompanhadas por romeiros e familiares, que se juntam às pessoas já presentes na Atalaia. É neste encontro que se percebe verdadeiramente a dimensão da tradição: localidades inteiras deslocam-se para participar numa celebração que tem para cada comunidade um significado próprio.
Entre os momentos mais antigos está o ritual das três voltas ao Cruzeiro-Mor, cumpridas pelos círios antes de subirem a escadaria do Santuário.
A tradição não é apenas um gesto repetido. É uma forma de cumprir a promessa e de chegar ao lugar onde a devoção encontra a sua expressão maior.
A grande procissão junta as comunidades
Pelas 18h30, todos os caminhos convergem para um dos momentos mais aguardados: a Grandiosa Procissão Solene em honra de Nossa Senhora da Atalaia.
Os andores engalanados percorrem as ruas da aldeia acompanhados por centenas de romeiros e fiéis. Quem acompanha cada círio vive o momento à sua maneira, mas a procissão acaba por juntar todas essas histórias numa única manifestação de fé.
Há famílias que fazem questão de estar presentes todos os anos, pessoas que acompanham os seus círios e outras que chegam apenas para assistir à procissão, mas que acabam envolvidas pela dimensão do momento.
A Atalaia transforma-se, assim, num ponto de encontro entre diferentes comunidades, numa celebração em que Montijo, Palmela e Sesimbra caminham juntos. E quando termina a procissão, o domingo ainda não acabou.
À meia-noite, um espetáculo piromusical ilumina os céus da Atalaia, encerrando um dia marcado pela maior expressão religiosa da Festa Grande, mas abrindo também espaço para o lado festivo da noite.
Pelas 18h30, todos os caminhos convergem para um dos momentos mais aguardados: a Grandiosa Procissão Solene em honra de Nossa Senhora da Atalaia.
Os andores engalanados percorrem as ruas da aldeia acompanhados por centenas de romeiros e fiéis. Quem acompanha cada círio vive o momento à sua maneira, mas a procissão acaba por juntar todas essas histórias numa única manifestação de fé.
Há famílias que fazem questão de estar presentes todos os anos, pessoas que acompanham os seus círios e outras que chegam apenas para assistir à procissão, mas que acabam envolvidas pela dimensão do momento.
A Atalaia transforma-se, assim, num ponto de encontro entre diferentes comunidades, numa celebração em que Montijo, Palmela e Sesimbra caminham juntos. E quando termina a procissão, o domingo ainda não acabou.
À meia-noite, um espetáculo piromusical ilumina os céus da Atalaia, encerrando um dia marcado pela maior expressão religiosa da Festa Grande, mas abrindo também espaço para o lado festivo da noite.
A fé e o lado profano convivem na mesma festa
É precisamente esta capacidade de juntar mundos diferentes que explica parte da força da Festa Grande.
Durante o dia, o ambiente é marcado pelos círios, pelas orações, pelas eucaristias e pela procissão.
Quando chega a noite, a Atalaia transforma-se num espaço de encontro, com música, dança, gastronomia, vinho e convívio.
As casas dos círios assumem também um papel importante nesta dimensão popular, recebendo quem participa na festa e mantendo vivos os bailaricos que fazem parte da tradição.
Não há uma fronteira rígida entre o religioso e o profano. Ambos fazem parte da mesma memória coletiva e ambos ajudam a explicar porque razão estas festas continuam a atrair pessoas de diferentes gerações.
É precisamente esta capacidade de juntar mundos diferentes que explica parte da força da Festa Grande.
Durante o dia, o ambiente é marcado pelos círios, pelas orações, pelas eucaristias e pela procissão.
Quando chega a noite, a Atalaia transforma-se num espaço de encontro, com música, dança, gastronomia, vinho e convívio.
As casas dos círios assumem também um papel importante nesta dimensão popular, recebendo quem participa na festa e mantendo vivos os bailaricos que fazem parte da tradição.
Não há uma fronteira rígida entre o religioso e o profano. Ambos fazem parte da mesma memória coletiva e ambos ajudam a explicar porque razão estas festas continuam a atrair pessoas de diferentes gerações.
Segunda-feira é dia de despedida
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| A procissão é o grande momento de fé |
É mais um dos rituais que atravessaram gerações e que continuam a fazer parte da identidade desta romaria.
Depois do almoço, chega finalmente a hora de cada círio regressar em romaria às suas origens. Aqueles que chegaram dias antes para cumprir a tradição voltam agora para casa, levando consigo mais uma edição da festa que faz parte da história das suas comunidades.
A segunda-feira terá ainda música no Palco Principal, com Jéssica Cipriano a assumir o concerto de encerramento, às 22 horas. A artista, apontada como a grande cabeça de cartaz do último dia, promete fechar as festas com um espetáculo marcado pelo ritmo, energia e proximidade com o público.
Ao longo dos quatro dias haverá ainda feiras, exposições de arte, gastronomia local e outras atividades, permitindo que quem visita a Atalaia encontre diferentes formas de participar na celebração.
A segunda-feira terá ainda música no Palco Principal, com Jéssica Cipriano a assumir o concerto de encerramento, às 22 horas. A artista, apontada como a grande cabeça de cartaz do último dia, promete fechar as festas com um espetáculo marcado pelo ritmo, energia e proximidade com o público.
Ao longo dos quatro dias haverá ainda feiras, exposições de arte, gastronomia local e outras atividades, permitindo que quem visita a Atalaia encontre diferentes formas de participar na celebração.
Consulte aqui a programação completa da Festa da Atalaia.
Uma tradição que continua a juntar três concelhos
A Festa Grande é hoje uma das grandes manifestações religiosas e culturais a sul do Tejo precisamente porque conseguiu preservar aquilo que lhe dá identidade sem deixar de acompanhar os tempos.
Continua a ter círios, promessas, procissões e rituais com séculos de existência, mas também tem música, dança, gastronomia e uma programação capaz de atrair públicos diferentes. E, acima de tudo, continua a juntar pessoas. Gente do Montijo, de Palmela e de Sesimbra que durante quatro dias encontra na Atalaia um lugar comum.
A organização espera, uma vez mais, a presença de milhares de pessoas e assume que esta é uma celebração que reforça a identidade cultural da região.
No fundo, é isso que a Festa Grande tem conseguido fazer ao longo de mais de 500 anos: manter viva uma promessa, mas transformá-la também numa grande celebração comunitária. Porque na Atalaia, a tradição não está apenas no Santuário ou nos livros que contam a sua história.
Está nas pessoas que continuam a sair de casa para se juntar aos seus círios, nos caminhos percorridos em romaria, nas promessas cumpridas, nos encontros à porta das casas e nas noites em que a festa continua depois de terminada a procissão.
É uma tradição religiosa, cultural e profundamente popular. E, no final de Agosto, quando Montijo, Palmela e Sesimbra voltam a encontrar-se na Atalaia, percebe-se que há memórias que o tempo não consegue apagar.
Uma tradição que continua a juntar três concelhos
A Festa Grande é hoje uma das grandes manifestações religiosas e culturais a sul do Tejo precisamente porque conseguiu preservar aquilo que lhe dá identidade sem deixar de acompanhar os tempos.
Continua a ter círios, promessas, procissões e rituais com séculos de existência, mas também tem música, dança, gastronomia e uma programação capaz de atrair públicos diferentes. E, acima de tudo, continua a juntar pessoas. Gente do Montijo, de Palmela e de Sesimbra que durante quatro dias encontra na Atalaia um lugar comum.
A organização espera, uma vez mais, a presença de milhares de pessoas e assume que esta é uma celebração que reforça a identidade cultural da região.
No fundo, é isso que a Festa Grande tem conseguido fazer ao longo de mais de 500 anos: manter viva uma promessa, mas transformá-la também numa grande celebração comunitária. Porque na Atalaia, a tradição não está apenas no Santuário ou nos livros que contam a sua história.
Está nas pessoas que continuam a sair de casa para se juntar aos seus círios, nos caminhos percorridos em romaria, nas promessas cumpridas, nos encontros à porta das casas e nas noites em que a festa continua depois de terminada a procissão.
É uma tradição religiosa, cultural e profundamente popular. E, no final de Agosto, quando Montijo, Palmela e Sesimbra voltam a encontrar-se na Atalaia, percebe-se que há memórias que o tempo não consegue apagar.


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