Sucesso da primeira edição leva organização a preparar melhorias e a aumentar o festival em 2027
Mais de 12 mil pessoas passaram pelo Largo José Afonso, em Setúbal, durante os quatro dias da primeira edição do Festival do Choco e da Ostra. O resultado superou "largamente as melhores expectativas" da Câmara Municipal de Setúbal, da empresa parceira e dos restaurantes participantes, transformando o novo evento numa das grandes apostas gastronómicas da cidade. O sucesso da primeira edição não ficará limitado à cidade. No âmbito da estratégia de intercâmbio gastronómico promovida pelo município, o Festival vai ser replicado na Madeira, já em Setembro.![]() |
| Setúbal encontrou uma nova receita de sucesso |
Os números ajudam a perceber a dimensão da procura: foram consumidos 600 quilos de ostras, equivalentes a cerca de 7500 unidades, 1,5 toneladas de choco e aproximadamente 400 garrafas de vinhos da Península de Setúbal.
Para a Câmara Municipal, o balanço da primeira edição não deixa dúvidas. A autarquia considera que o festival passou a ser "o evento com maior sucesso na área da gastronomia em Setúbal", depois de várias experiências realizadas anteriormente com iniciativas de promoção dos produtos e sabores locais.
E o sucesso já tem continuidade assegurada: a segunda edição está marcada para 18 a 22 de Agosto de 2027, passando a ter cinco dias, de quarta-feira a domingo.
Quando o choco e a ostra chamaram milhares
Durante quatro dias, o Largo José Afonso transformou-se num ponto de encontro à volta de dois dos produtos mais associados à identidade gastronómica de Setúbal.
Nos diferentes espaços gastronómicos foi possível provar choco e ostras preparados de formas tradicionais e também através de propostas mais criativas.
O choco frito, a caldeirada, o arroz de choco e as ostras ao natural estiveram entre as opções, acompanhadas por vinhos da região e terminadas com doces típicos.
Participaram no festival a Casa Japonesa, Petisqueira do Manel, Ídolos do Chinquilho, Tasca da Andreia, Neptun Pearl, Ostras Marotas e Ostras Sobre Rodas.
A Rota de Vinhos da Península de Setúbal assegurou a componente vínica, enquanto as tortas de Azeitão e a Bolacha Piedade marcaram presença na área da doçaria.
A adesão foi, no entanto, tão elevada que a procura acabou por ultrapassar a capacidade de confeção dos restaurantes.
A Câmara Municipal reconhece que os tempos de espera foram uma das consequências do sucesso inesperado e garante que essa experiência será utilizada para preparar a próxima edição.
Segundo a autarquia, Câmara e empresa parceira vão adotar "medidas de melhoria no recinto", precisamente para aumentar a capacidade de resposta e corrigir os tempos de espera registados nesta primeira experiência.
É uma das consequências de um problema que, neste caso, é também sinal de sucesso: houve mais gente a querer provar Setúbal do que aquilo que a organização inicialmente esperava conseguir servir.
Durante quatro dias, o Largo José Afonso transformou-se num ponto de encontro à volta de dois dos produtos mais associados à identidade gastronómica de Setúbal.
Nos diferentes espaços gastronómicos foi possível provar choco e ostras preparados de formas tradicionais e também através de propostas mais criativas.
O choco frito, a caldeirada, o arroz de choco e as ostras ao natural estiveram entre as opções, acompanhadas por vinhos da região e terminadas com doces típicos.
Participaram no festival a Casa Japonesa, Petisqueira do Manel, Ídolos do Chinquilho, Tasca da Andreia, Neptun Pearl, Ostras Marotas e Ostras Sobre Rodas.
A Rota de Vinhos da Península de Setúbal assegurou a componente vínica, enquanto as tortas de Azeitão e a Bolacha Piedade marcaram presença na área da doçaria.
A adesão foi, no entanto, tão elevada que a procura acabou por ultrapassar a capacidade de confeção dos restaurantes.
A Câmara Municipal reconhece que os tempos de espera foram uma das consequências do sucesso inesperado e garante que essa experiência será utilizada para preparar a próxima edição.
Segundo a autarquia, Câmara e empresa parceira vão adotar "medidas de melhoria no recinto", precisamente para aumentar a capacidade de resposta e corrigir os tempos de espera registados nesta primeira experiência.
É uma das consequências de um problema que, neste caso, é também sinal de sucesso: houve mais gente a querer provar Setúbal do que aquilo que a organização inicialmente esperava conseguir servir.
Sabores tradicionais com novas interpretações
O festival não se limitou a colocar pratos à mesa. A programação incluiu showcookings que deram novas interpretações aos produtos que estavam no centro do evento.
O chef Nicu Lastremschii apresentou uma sessão dedicada à cozinha ao vivo, com tempura de ostra, puré de escabeche e maionese de algas, além de choco sous-vide acompanhado por arroz cremoso de coentros e citrinos e crumble de pão de alho.
Também a doçaria regional teve espaço próprio. A Doces Tradições ensinou a confecionar Esses de Azeitão, enquanto a Cegas Tradições apresentou diferentes formas de trabalhar a laranja, entre casca, compota e torta. Houve ainda uma prova comentada de vinhos conduzida pela Quinta de Catralvos.
A intenção foi mostrar que a gastronomia de Setúbal pode partir da tradição sem ficar presa a uma única forma de apresentar os seus produtos.
O festival não se limitou a colocar pratos à mesa. A programação incluiu showcookings que deram novas interpretações aos produtos que estavam no centro do evento.
O chef Nicu Lastremschii apresentou uma sessão dedicada à cozinha ao vivo, com tempura de ostra, puré de escabeche e maionese de algas, além de choco sous-vide acompanhado por arroz cremoso de coentros e citrinos e crumble de pão de alho.
Também a doçaria regional teve espaço próprio. A Doces Tradições ensinou a confecionar Esses de Azeitão, enquanto a Cegas Tradições apresentou diferentes formas de trabalhar a laranja, entre casca, compota e torta. Houve ainda uma prova comentada de vinhos conduzida pela Quinta de Catralvos.
A intenção foi mostrar que a gastronomia de Setúbal pode partir da tradição sem ficar presa a uma única forma de apresentar os seus produtos.
Mais do que comer: mostrar Setúbal
Para a Câmara Municipal de Setúbal, o festival teve também uma dimensão de promoção do território.
A autarquia enquadra esta iniciativa numa estratégia turística destinada a valorizar a gastronomia setubalense e os produtos endógenos, mas também a aproximar diferentes operadores, produtores e agentes económicos.
Além da comida e da bebida, o programa contou com música todos os dias e atividades relacionadas com a identidade marítima local, incluindo demonstrações de nós de marinheiro e pintura típica em barcos tradicionais.
Uma exposição dedicada ao Choco de Setúbal e à Ostra do Estuário do Sado permitiu ainda conhecer a história destes produtos, a sua importância económica e ambiental e os processos de captura, produção e valorização.
A Câmara sublinha que a iniciativa pretendeu "promover a gastronomia setubalense e os produtos endógenos", mas também reforçar a ligação entre gastronomia, cultura, economia local e turismo.
No recinto estiveram ainda operadores turísticos, agentes económicos, associações e produtores locais.
Para a Câmara Municipal de Setúbal, o festival teve também uma dimensão de promoção do território.
A autarquia enquadra esta iniciativa numa estratégia turística destinada a valorizar a gastronomia setubalense e os produtos endógenos, mas também a aproximar diferentes operadores, produtores e agentes económicos.
Além da comida e da bebida, o programa contou com música todos os dias e atividades relacionadas com a identidade marítima local, incluindo demonstrações de nós de marinheiro e pintura típica em barcos tradicionais.
Uma exposição dedicada ao Choco de Setúbal e à Ostra do Estuário do Sado permitiu ainda conhecer a história destes produtos, a sua importância económica e ambiental e os processos de captura, produção e valorização.
A Câmara sublinha que a iniciativa pretendeu "promover a gastronomia setubalense e os produtos endógenos", mas também reforçar a ligação entre gastronomia, cultura, economia local e turismo.
No recinto estiveram ainda operadores turísticos, agentes económicos, associações e produtores locais.
O festival vai sair de Setúbal
O sucesso da primeira edição não ficará limitado à cidade. No âmbito da estratégia de intercâmbio gastronómico promovida pelo município, o Festival do Choco e da Ostra vai ser replicado na Madeira, entre 25 e 27 de Setembro, levando os sabores de Setúbal até ao Funchal.
A iniciativa pretende apresentar a gastronomia setubalense à população local e aos visitantes, aproveitando também o fluxo turístico da ilha. E a estratégia continuará em 2027.
Em Março, Setúbal vai levar uma grande ação de promoção da região ao Palácio da Bolsa, no Porto, numa iniciativa centrada nos produtos e na identidade gastronómica do território e desenvolvida em colaboração com operadores turísticos locais.
Para a autarquia, esta estratégia assenta numa lógica de "reciprocidade e cooperação entre territórios", permitindo que Setúbal acolha iniciativas de outras regiões e, ao mesmo tempo, leve a sua oferta turística, cultural e gastronómica a diferentes pontos do país.
O sucesso da primeira edição não ficará limitado à cidade. No âmbito da estratégia de intercâmbio gastronómico promovida pelo município, o Festival do Choco e da Ostra vai ser replicado na Madeira, entre 25 e 27 de Setembro, levando os sabores de Setúbal até ao Funchal.
A iniciativa pretende apresentar a gastronomia setubalense à população local e aos visitantes, aproveitando também o fluxo turístico da ilha. E a estratégia continuará em 2027.
Em Março, Setúbal vai levar uma grande ação de promoção da região ao Palácio da Bolsa, no Porto, numa iniciativa centrada nos produtos e na identidade gastronómica do território e desenvolvida em colaboração com operadores turísticos locais.
Para a autarquia, esta estratégia assenta numa lógica de "reciprocidade e cooperação entre territórios", permitindo que Setúbal acolha iniciativas de outras regiões e, ao mesmo tempo, leve a sua oferta turística, cultural e gastronómica a diferentes pontos do país.

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