Moita exige respostas sobre aterro, descargas e custos da água para as famílias

Ambiente, resíduos e tarifas: Câmara Municipal leva problemas do concelho ao Governo

Menos custos para as famílias, mais controlo ambiental e pressão sobre as entidades gestoras. O concelho da Moita voltou a colocar na mesa questões críticas que afetam diretamente o ambiente e o bolso da população, numa reunião entre a Câmara e o Governo onde o presidente municipal defendeu soluções urgentes para reduzir a fatura da água e travar impactos ambientais na região.

Município insiste na redução da fatura da água para os residentes

A redução do valor pago pela água pelas famílias da Moita foi um dos compromissos reafirmados pelo presidente da autarquia, Carlos Albino, durante um encontro de trabalho realizado com o secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, e com Gonçalo da Costa, responsável pela área do Ambiente na CCDR Lisboa e Vale do Tejo.
Segundo a Câmara da Moita, o encontro permitiu discutir "matérias prioritárias para a sustentabilidade do concelho", com destaque para os impactos ambientais ligados à gestão de resíduos e saneamento, bem como medidas que possam beneficiar diretamente os residentes.

Pressão sobre os principais focos ambientais
No centro da reunião esteve a situação do Amarsul. A Câmara sublinhou que o tema dos lixiviados voltou a ser analisado com detalhe, considerando que se trata de uma matéria sensível para o equilíbrio ambiental e segurança do território.
"A autarquia defendeu a necessidade de reforçar medidas de mitigação que permitam minimizar os impactos no concelho", referiu a Câmara da Moita, salientando que o assunto continua a ser acompanhado junto das entidades competentes.
Também as descargas associadas à Simarsul foram discutidas. O município garantiu ter apresentado soluções concretas em articulação com aquela entidade, procurando resolver problemas de saneamento que têm afetado várias zonas da região.
A Câmara da Moita indicou ainda que "o trabalho conjunto com a Simarsul tem vindo a avançar para garantir respostas eficazes e sustentáveis", apontando a resolução desta situação como uma prioridade.
 
Novo projeto em análise
Outro dos temas debatidos foi o projeto da quarta linha da Valorsul, que prevê a instalação de uma nova unidade de valorização energética de resíduos.
A Câmara considera que este investimento poderá representar "um passo estratégico para a gestão integrada de resíduos na Área Metropolitana de Lisboa", acompanhando uma necessidade crescente de resposta ao tratamento de resíduos urbanos.
Segundo a autarquia, o acompanhamento deste projeto é essencial para assegurar que o desenvolvimento da infraestrutura decorre com salvaguardas ambientais e impacto controlado sobre os territórios vizinhos.

Fatura da água volta ao centro do debate
A questão da água foi igualmente colocada como prioridade política pelo executivo municipal. Durante a reunião, Carlos Albino voltou a defender a redução dos custos suportados pelos munícipes, reiterando a posição crítica da autarquia quanto ao atual modelo tarifário.
A Câmara da Moita recordou que "não concorda com o modelo imposto ao município na definição da tarifa da água", considerando que as regras determinadas pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos acabam por penalizar diretamente a população.
Para o município, a aposta na reciclagem, na eficiência dos processos e na gestão sustentável dos recursos deve traduzir-se em vantagens concretas para as famílias.
"A responsabilidade ambiental tem de refletir benefícios sociais reais", sublinhou a Câmara da Moita, defendendo que a modernização dos sistemas e a melhoria operacional devem contribuir para aliviar os encargos mensais dos agregados familiares do concelho.

Agência de Notícias 
Fotografia: Paulo Jorge Oliveira 

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