Mais ligações no Tejo: Cacilhas ganha horários alargados e Barreiro terá reforço

Mobilidade no Tejo acelera: Transtejo aumenta operação para responder à procura na ligação a Lisboa 

A mobilidade fluvial entre Lisboa, Cacilhas e Barreiro vai ganhar um novo impulso já em Junho. A Transtejo anunciou um reforço significativo da operação no Tejo, com mais horários, serviço alargado durante a madrugada e resposta direta ao aumento da procura nos barcos que ligam diariamente milhares de passageiros entre as margens do rio.
Transtejo aumenta oferta fluvial em Cacilhas e Barreiro 

O anúncio foi feito durante as comemorações dos 50 anos da empresa, numa cerimónia realizada no Terminal Fluvial do Cais do Sodré, em Lisboa, evento que assinalou também os 22 anos daquele terminal inaugurado em Maio de 2004.
O presidente do Conselho de Administração da Transtejo, Rui Ribeiro Rei, revelou que a ligação fluvial de Cacilhas vai passar a iniciar operações às cinco da manhã, em vez das atuais 5h20. Além disso, o serviço será prolongado até às 2h30 da madrugada. As alterações entram em vigor no próximo dia 8 de Junho.
Segundo o responsável, a medida surge para responder ao crescimento da procura e à necessidade de melhorar o transporte público fluvial na Área Metropolitana de Lisboa. Rui Rei destacou ainda que o reforço da operação abrangerá igualmente a ligação do Barreiro.
“O rio une e não divide”, afirmou o dirigente, sublinhando a importância estratégica do Tejo na mobilidade urbana da região. Explicou ainda que, entre as seis e as sete da manhã, chegam a sair “três, quatro ou cinco navios completamente cheios”, com capacidade máxima de cerca de 700 passageiros por embarcação.

Reforço para responder à procura

A Transtejo pretende assim aliviar a pressão nas horas de ponta e criar uma oferta mais ajustada às necessidades dos passageiros que diariamente atravessam o rio para trabalhar, estudar ou regressar a casa.
As novas medidas surgem numa altura em que o transporte fluvial tem vindo a recuperar procura e importância na mobilidade sustentável da região de Lisboa, sobretudo nas ligações entre Almada, Barreiro, Seixal e a capital.
A cerimónia contou também com a presença de José Manuel Durão Barroso, antigo primeiro-ministro português entre 2002 e 2004, que recordou a inauguração do Terminal Fluvial do Cais do Sodré e a ligação histórica da infraestrutura às populações da Margem Sul.
Durão Barroso afirmou sentir uma ligação pessoal ao projeto e ao impacto que o terminal teve na vida de milhares de pessoas da região. “Sei o que isto significa para Almada, Seixal, Barreiro e toda a Grande Lisboa”, referiu.

Agência de Notícias 
Fotografia: Paulo Jorge Oliveira 




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