Alta velocidade pode transformar mobilidade no concelho da Moita

Concelho ganha nó ferroviário estratégico na futura linha de alta velocidade Lisboa–Madrid

A mobilidade no concelho da Moita pode ganhar um novo rumo com a futura Linha de Alta Velocidade Lisboa–Madrid, que deverá manter um nó ferroviário no território e garantir acesso direto a Lisboa. Apesar da importância estratégica do projeto, ainda não existe qualquer data definida para o início das obras. A Câmara da Moita considera que esta solução "é amplamente positiva para a mobilidade local, garantindo não apenas a presença da linha no concelho, mas também o seu acesso direto".
Moita será peça central da mobilidade da península de Setúbal 

O projeto da futura Linha de Alta Velocidade entre Lisboa e Madrid continua a avançar e o concelho da Moita poderá assumir um papel central na nova rede ferroviária. Numa reunião entre a Câmara Municipal da Moita e a Infraestruturas de Portugal (IP), foram apresentados os mais recentes desenvolvimentos técnicos da infraestrutura, considerada decisiva para a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa.
Segundo informação transmitida pela autarquia à ADN-Agência de Notícias, o encontro institucional permitiu avaliar o estado atual do projeto e perceber de que forma a "nova ligação ferroviária poderá influenciar o território moitense". 
Durante a sessão de trabalho, a Infraestruturas de Portugal apresentou o processo de consolidação do projeto que será integrado no Estudo de Impacto Ambiental. Entre os pontos confirmados está a manutenção de um nó ferroviário no concelho da Moita, uma decisão que a autarquia considera "fundamental para garantir acessos diretos à futura rede de alta velocidade". 
De acordo com o município liderado por Carlos Albino, esta solução "é amplamente positiva para a mobilidade local", uma vez que assegura não apenas a passagem da linha de alta velocidade pelo concelho, mas também a possibilidade de acesso direto à infraestrutura.

Concelho da Moita ganha ligação estratégica

O projeto prevê que a nova linha seja construída em bitola ibérica, opção técnica que permitirá uma maior integração com a rede ferroviária existente. Esta escolha abre caminho a ligações diretas a Lisboa a partir de estações localizadas no concelho da Moita, através da futura terceira travessia do Tejo.
Ao mesmo tempo, a solução reforça a importância da Linha do Alentejo, permitindo melhorar o transporte ferroviário tanto de passageiros como de mercadorias na região.
Para a autarquia, esta nova configuração poderá consolidar o concelho da Moita como um ponto estratégico na mobilidade da Margem Sul, aproximando o território não apenas da capital, mas também da rede transeuropeia de transportes.

Nova travessia do Tejo no centro da estratégia
A futura ponte rodoferroviária que constituirá a terceira travessia do Tejo será uma peça-chave neste sistema. O Governo anunciou em Julho do ano passado que a infraestrutura irá ligar diretamente o Barreiro ao Seixal e será preparada para responder às necessidades de mobilidade da região nas próximas décadas.
O projeto prevê seis vias rodoviárias e quatro linhas ferroviárias, criando uma ligação estruturante entre as duas margens do Tejo e funcionando como suporte para a futura rede de alta velocidade.
Esta infraestrutura surge também associada ao desenvolvimento do novo aeroporto previsto para o Campo de Tiro de Alcochete, reforçando a importância estratégica do eixo Barreiro–Moita no novo modelo de transportes da região.

Ponte poderá integrar ligação de metro
A nova travessia poderá ainda integrar uma linha de metro. A possibilidade foi apresentada pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, após decisão tomada em Conselho de Ministros, no ano passado. 
A solução encontra-se atualmente em fase de estudo técnico e poderá garantir uma ligação direta entre Lisboa, o futuro aeroporto e toda a rede regional de transportes.
Caso se concretize, esta integração reforçará a visão de uma infraestrutura multifuncional, capaz de concentrar diferentes modos de mobilidade e transformar profundamente os acessos na península de Setúbal. 

Agência de Notícias 
Fotografia: Design ADN 

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