Lar ilegal encerrado no Pinhal Novo após idosos viverem sem higiene e segurança

GNR fecha estrutura clandestina com 13 idosos em risco

13 idosos viviam num lar ilegal sem condições mínimas de higiene, segurança e acompanhamento adequado no Pinhal Novo, concelho de Palmela. A situação levou a GNR e a Segurança Social a avançarem para o encerramento imediato da estrutura, depois de serem detetados graves riscos para a saúde e bem-estar dos utentes.
Idosos viviam sem condições adequadas de segurança e higiene

A operação foi desencadeada na quinta-feira pelo Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) de Setúbal, em articulação com a Segurança Social, culminando no encerramento imediato de uma estrutura residencial que funcionava de forma clandestina no Pinhal Novo.
Segundo revelou esta sexta-feira o Comando Territorial de Setúbal da Guarda Nacional Republicana (GNR), a investigação decorria há cerca de 15 dias e permitiu confirmar que o espaço acolhia idosos sem qualquer tipo de licenciamento legal.
As autoridades encontraram 13 utentes alojados em condições consideradas inadequadas, tanto ao nível da salubridade como da segurança. A falta de higiene e o reduzido número de cuidadores foram alguns dos problemas identificados durante a fiscalização.

Idosos expostos a riscos graves
De acordo com a GNR, a estrutura não reunia os requisitos mínimos necessários para garantir proteção, conforto e acompanhamento aos residentes. As entidades envolvidas concluíram que os idosos estavam expostos a situações suscetíveis de colocar em causa a sua saúde e segurança.
“Atendendo à exposição dos idosos a condições suscetíveis de colocar em risco a sua saúde e segurança, bem como à inexistência das condições gerais de funcionamento legalmente exigidas, foi determinado pela equipa da Segurança Social presente no local o encerramento imediato da estrutura”, refere o comunicado divulgado pela força de segurança.


Famílias foram contactadas
Após o encerramento do lar ilegal, os familiares dos idosos foram informados pelas autoridades. Em paralelo, foram procuradas alternativas de acolhimento para os utentes, tendo em conta as vagas disponíveis noutras respostas sociais.
O caso volta também a levantar questões sobre a responsabilidade de algumas famílias que acabam por deixar pais ou avós em estruturas sem condições mínimas de higiene, segurança ou acompanhamento especializado, colocando idosos vulneráveis em situações graves de abandono e risco.

Agência de Notícias 
Fotografia: Design ADN


Comentários