Estradas para as praias preocupam autarquia apesar de promessa de reabertura antes do verão
As estradas que ligam às praias mais emblemáticas da Arrábida continuam a preocupar a autarquia de Setúbal. Apesar da expectativa de reabrir os acessos antes do verão, a presidente da Câmara admite que os danos provocados pelas tempestades ainda representam riscos e que algumas zonas permanecem sob forte vigilância devido à possibilidade de novas derrocadas.![]() |
| Acessos à Figueirinha e Albarquel "prontos" antes do verão |
A Câmara Municipal de Setúbal espera conseguir normalizar os acessos rodoviários às praias de Albarquel e da Figueirinha antes do início da época balnear. Ainda assim, a presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, admite que o cenário permanece delicado.
"A situação continua a ser preocupante, mas esperamos ter os acessos às praias de Albarquel e da Figueirinha normalizados antes do verão", afirmou a presidente da Câmara de Setúbal.
A autarca explicou que estão a decorrer várias intervenções urgentes nas vias afetadas pelas intempéries.
Segundo Maria das Dores Meira, os trabalhos estão a ser realizados em articulação com a Infraestruturas de Portugal, com o objetivo de recuperar os principais acessos rodoviários da zona.
"Estão a decorrer trabalhos de emergência nas principais vias que ficaram cortadas devido às intempéries", explicou.
Entre as intervenções prioritárias encontra-se a recuperação da estrada de acesso ao Hospital do Outão, numa zona situada pouco antes da praia da Figueirinha.
Acesso à Figueirinha poderá fazer-se pela serra
Apesar da intenção de recuperar os acessos às praias, a presidente da autarquia reconhece que nem todos os percursos poderão voltar ao funcionamento normal de imediato.
"No que respeita à praia da Figueirinha, o acesso terá de ser feito pela estrada do alto da serra", explicou Maria das Dores Meira.
Este percurso alternativo surge como solução provisória enquanto não é possível garantir condições de segurança no trajeto habitual.
A principal preocupação prende-se com o risco de queda de uma rocha com mais de mil toneladas sobre um troço da estrada do Círio, na Estrada Nacional 379-1, entre a praia da Figueirinha e o Portinho da Arrábida.
Apesar da intenção de recuperar os acessos às praias, a presidente da autarquia reconhece que nem todos os percursos poderão voltar ao funcionamento normal de imediato.
"No que respeita à praia da Figueirinha, o acesso terá de ser feito pela estrada do alto da serra", explicou Maria das Dores Meira.
Este percurso alternativo surge como solução provisória enquanto não é possível garantir condições de segurança no trajeto habitual.
A principal preocupação prende-se com o risco de queda de uma rocha com mais de mil toneladas sobre um troço da estrada do Círio, na Estrada Nacional 379-1, entre a praia da Figueirinha e o Portinho da Arrábida.
Estudos avaliam risco de novas derrocadas
A autarquia revela que continuam a decorrer análises técnicas para perceber a instabilidade do terreno provocada pelas recentes derrocadas.
"Ainda decorrem estudos sobre a instabilidade provocada por derrocadas, nomeadamente a deslocação de pedras e detritos", explicou a presidente da Câmara de Setúbal.
De acordo com Maria das Dores Meira, a solução definitiva para resolver o problema dependerá dos resultados de um estudo adjudicado à cimenteira Secil.
Só depois dessa avaliação será possível determinar que tipo de intervenção será necessária para eliminar o risco e permitir a reabertura total daquele troço da estrada.
A autarquia revela que continuam a decorrer análises técnicas para perceber a instabilidade do terreno provocada pelas recentes derrocadas.
"Ainda decorrem estudos sobre a instabilidade provocada por derrocadas, nomeadamente a deslocação de pedras e detritos", explicou a presidente da Câmara de Setúbal.
De acordo com Maria das Dores Meira, a solução definitiva para resolver o problema dependerá dos resultados de um estudo adjudicado à cimenteira Secil.
Só depois dessa avaliação será possível determinar que tipo de intervenção será necessária para eliminar o risco e permitir a reabertura total daquele troço da estrada.
Falta de legislação trava obras necessárias
Para além das dificuldades técnicas, existe ainda uma questão financeira que continua por resolver.
Após as tempestades que atingiram o país em Janeiro e Fevereiro, o Governo anunciou um investimento significativo para ajudar na recuperação das infraestruturas danificadas.
No entanto, segundo a autarca, a legislação necessária para avançar com esse apoio ainda não foi publicada.
"O ministro das Infraestruturas anunciou um investimento muito grande e a possibilidade de, através do PTRR, podermos vir a minorar tudo aquilo que foram as catástrofes que resultaram das várias tempestades que aconteceram, umas seguidas às outras", afirmou.
Maria das Dores Meira deixou ainda um alerta claro sobre a capacidade financeira dos municípios.
"Mas ainda não saiu legislação que permita fazermos essas obras. E nós sozinhos não conseguimos", concluiu.
Para além das dificuldades técnicas, existe ainda uma questão financeira que continua por resolver.
Após as tempestades que atingiram o país em Janeiro e Fevereiro, o Governo anunciou um investimento significativo para ajudar na recuperação das infraestruturas danificadas.
No entanto, segundo a autarca, a legislação necessária para avançar com esse apoio ainda não foi publicada.
"O ministro das Infraestruturas anunciou um investimento muito grande e a possibilidade de, através do PTRR, podermos vir a minorar tudo aquilo que foram as catástrofes que resultaram das várias tempestades que aconteceram, umas seguidas às outras", afirmou.
Maria das Dores Meira deixou ainda um alerta claro sobre a capacidade financeira dos municípios.
"Mas ainda não saiu legislação que permita fazermos essas obras. E nós sozinhos não conseguimos", concluiu.
Agência de Notícias
Fotografia: CM Setúbal
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