Uma moto, um sonho e uma menina que se recusa a desistir. Vamos ajudar?
A história de Camilla Audrey, jovem piloto de apenas 11 anos natural de Setúbal, é feita de garra, sacrifício e de um sonho que bate tão forte como o som de um motor em aceleração. Entre quedas, conquistas e aprendizagens que chegam cedo demais para a idade, Camilla constrói, dia após dia, um caminho que já emociona quem a conhece e inspira quem a vê correr. Agora, com o início de uma nova temporada competitiva a aproximar-se e desafios cada vez maiores pela frente, esta jovem atleta precisa de apoio para continuar a lutar pelo lugar que está a conquistar nas pistas e para garantir que um sonho tão verdadeiro não é obrigado a parar demasiado cedo.![]() |
| Entre adrenalina e esperança, uma jovem piloto luta pelo futuro |
Há paixões que nascem devagar. Outras surgem no instante em que acontecem. Foi exatamente isso que aconteceu quando Camilla subiu pela primeira vez para uma moto. A felicidade foi imediata, mas acompanhada por uma perceção clara da dificuldade que teria pela frente.
"Eu senti felicidade e primeiro senti que isto não ia ser fácil, mas depois senti que era muito fácil e senti que era isto que eu precisava na minha vida", disse Camilla.
Apesar de treinar há apenas cinco meses, a jovem demonstra uma maturidade pouco comum para a idade. O motocross não é apenas diversão. É identidade, desafio e futuro.
Atualmente, treina na BA Motorpark e compete na classe Iniciados TTR 110, onde começou a construir o seu percurso competitivo.
A campanha que é muito mais do que um pedido de ajuda
Podia ser apenas mais uma campanha solidária. Mas para a família, é muito mais do que isso.
"Esta campanha é sobre um sonho real, uma criança determinada e um caminho construído com esforço, coragem e paixão. Acreditamos que pode tornar-se especial para quem quiser ajudar", explicou o pai, João Assembleia.
Com o Campeonato Nacional de Mini Baja e novas provas em vista para 2026, Camilla precisa de uma nova moto para continuar a competir com segurança e evolução técnica.
A solução passa pela compra de uma TTR-125 da Yamaha, com custo aproximado de 3.650 euros. O objetivo é reunir este valor até Abril.
Para isso, a família criou uma campanha na GoFundMe, além de disponibilizar outras formas diretas de apoio. Até agora têm 1116 euros, metade do que custa a nova mota.
"Eu senti felicidade e primeiro senti que isto não ia ser fácil, mas depois senti que era muito fácil e senti que era isto que eu precisava na minha vida", disse Camilla.
Apesar de treinar há apenas cinco meses, a jovem demonstra uma maturidade pouco comum para a idade. O motocross não é apenas diversão. É identidade, desafio e futuro.
Atualmente, treina na BA Motorpark e compete na classe Iniciados TTR 110, onde começou a construir o seu percurso competitivo.
Danger - mais do que uma alcunha, é uma forma de estar
Nas pistas, Camilla é conhecida como “Danger”. O nome pode parecer uma brincadeira, mas traduz a energia intensa com que vive cada corrida.
"Porque eu sou mesmo perigosa, quase atropelei uma pessoa", disse a sorrir à ADN-Agência de Notícias.
A frase surge com naturalidade e sem arrogância. Representa coragem, impulso e a intensidade emocional que caracteriza muitos jovens atletas em formação.
Treinar foi apenas o primeiro passo. O verdadeiro choque surgiu com a primeira prova oficial, integrada no Troféu Yamaha. A pressão da grelha de partida trouxe nervosismo, responsabilidade e consciência competitiva.
Entre todas as provas, a corrida em Gáfete ficou marcada como a mais exigente a nível emocional.
"Foi a de Gáfete. Eu aprendi que devia ter mais confiança", explicou. Aqui percebe-se que o motocross é tão mental quanto físico.
Nas pistas, Camilla é conhecida como “Danger”. O nome pode parecer uma brincadeira, mas traduz a energia intensa com que vive cada corrida.
"Porque eu sou mesmo perigosa, quase atropelei uma pessoa", disse a sorrir à ADN-Agência de Notícias.
A frase surge com naturalidade e sem arrogância. Representa coragem, impulso e a intensidade emocional que caracteriza muitos jovens atletas em formação.
Treinar foi apenas o primeiro passo. O verdadeiro choque surgiu com a primeira prova oficial, integrada no Troféu Yamaha. A pressão da grelha de partida trouxe nervosismo, responsabilidade e consciência competitiva.
Entre todas as provas, a corrida em Gáfete ficou marcada como a mais exigente a nível emocional.
"Foi a de Gáfete. Eu aprendi que devia ter mais confiança", explicou. Aqui percebe-se que o motocross é tão mental quanto físico.
Uma rapariga num desporto de rapazes e sem rótulos
Para Camilla, a questão de género praticamente não existe. "Nunca pensei nisso, mas é normal, é divertido", disse.
A jovem acrescenta ainda que encontrou no motocross um espaço social forte. "Por acaso tenho mais amigos na moto do que fora da moto", disse.
Para Camilla, a questão de género praticamente não existe. "Nunca pensei nisso, mas é normal, é divertido", disse.
A jovem acrescenta ainda que encontrou no motocross um espaço social forte. "Por acaso tenho mais amigos na moto do que fora da moto", disse.
A campanha que é muito mais do que um pedido de ajuda
Podia ser apenas mais uma campanha solidária. Mas para a família, é muito mais do que isso.
"Esta campanha é sobre um sonho real, uma criança determinada e um caminho construído com esforço, coragem e paixão. Acreditamos que pode tornar-se especial para quem quiser ajudar", explicou o pai, João Assembleia.
Com o Campeonato Nacional de Mini Baja e novas provas em vista para 2026, Camilla precisa de uma nova moto para continuar a competir com segurança e evolução técnica.
A solução passa pela compra de uma TTR-125 da Yamaha, com custo aproximado de 3.650 euros. O objetivo é reunir este valor até Abril.
Para isso, a família criou uma campanha na GoFundMe, além de disponibilizar outras formas diretas de apoio. Até agora têm 1116 euros, metade do que custa a nova mota.
Existe um prazo que carrega esperança: Abril. Até lá, o objetivo é conseguir reunir este valor essencial para que o sonho de Camilla continue vivo, para que o som do motor continue a ser o som da sua felicidade e para que o seu caminho no motocross não tenha de parar agora.
Para além da evolução desportiva, o motocross trouxe novas amizades, experiências e crescimento pessoal.
"Aprendi novas amizades, aprendi um desporto muito fixe que eu não sabia que existia", disse.
Fora das pistas, Camilla equilibra a vida de atleta com atividades criativas. Toca bateria, desenha e lê manga, algo que, segundo a própria, ajuda no foco e na coragem.
Antes das corridas, as emoções misturam-se. "Fico nervosa e entusiasmada, mas fico mais nervosa", disse. E dentro da pista, há dois momentos preferidos: "Saltos e ultrapassagens", disse.
Mesmo com receios naturais, mantém uma mensagem clara para outras crianças.
"Mesmo sendo pequena, consigo andar de moto e até as raparigas podem andar mais rápido que os rapazes", disse.
Mais do que resultados: o que o motocross trouxe
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| Camilla acelera com coragem rumo ao sonho |
"Aprendi novas amizades, aprendi um desporto muito fixe que eu não sabia que existia", disse.
Fora das pistas, Camilla equilibra a vida de atleta com atividades criativas. Toca bateria, desenha e lê manga, algo que, segundo a própria, ajuda no foco e na coragem.
Antes das corridas, as emoções misturam-se. "Fico nervosa e entusiasmada, mas fico mais nervosa", disse. E dentro da pista, há dois momentos preferidos: "Saltos e ultrapassagens", disse.
Mesmo com receios naturais, mantém uma mensagem clara para outras crianças.
"Mesmo sendo pequena, consigo andar de moto e até as raparigas podem andar mais rápido que os rapazes", disse.
Um percurso já com resultados muito relevantes
Apesar do início recente, Camilla já soma resultados importantes:
Mini Baja Gáfete 2025
Apesar do início recente, Camilla já soma resultados importantes:
Mini Baja Gáfete 2025
- • 3.º lugar feminino TTR-110
- • 4.º lugar feminino geral
- • 23.º lugar classificação geral
- • 6.º lugar feminino
- • 27.º lugar geral entre cerca de 40 atletas
É uma verdadeira embaixadora de Setúbal e da região. Uma campeã em formação.
O verdadeiro objetivo: continuar a acreditar
Para a jovem piloto, o motocross é mais do que competir. "Quando estou na mota, sinto-me eu própria. É o meu lugar feliz. Cada treino e cada corrida são uma oportunidade para aprender e melhorar", disse. Sem uma nova moto, Camilla pode ver o crescimento competitivo travar. Com uma moto própria, poderá treinar fora do calendário da equipa, experimentar novas pistas e ganhar ritmo competitivo mais rapidamente. "Quero mostrar que, mesmo sendo pequena, posso fazer coisas grandes, acreditar e trabalhar todos os dias", disse.
Para a jovem piloto, o motocross é mais do que competir. "Quando estou na mota, sinto-me eu própria. É o meu lugar feliz. Cada treino e cada corrida são uma oportunidade para aprender e melhorar", disse. Sem uma nova moto, Camilla pode ver o crescimento competitivo travar. Com uma moto própria, poderá treinar fora do calendário da equipa, experimentar novas pistas e ganhar ritmo competitivo mais rapidamente. "Quero mostrar que, mesmo sendo pequena, posso fazer coisas grandes, acreditar e trabalhar todos os dias", disse.
A campanha permite contribuições diretas, partilhas e apoio institucional. Empresas apoiantes terão visibilidade em eventos, paddock e redes sociais.
Mais do que apoio financeiro, trata-se de "manter vivo um sonho desportivo em construção", diz o o pai.
Mais do que apoio financeiro, trata-se de "manter vivo um sonho desportivo em construção", diz o o pai.
Existe um prazo que carrega esperança: Abril. Até lá, o objetivo é conseguir reunir este valor essencial para que o sonho de Camilla continue vivo, para que o som do motor continue a ser o som da sua felicidade e para que o seu caminho no motocross não tenha de parar agora. Para ajudar podem seguir também o seu perfil no Instagram.
Paulo Jorge Oliveira
Fotografia: Paulo Jorge Oliveira/ADN


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