A aposta é clara: mais mobilidade, mais cultura e mais cooperação entre instituições
O Pinhal Novo viveu uma viragem histórica nas Autárquicas de 2025. O Partido Socialista conquistou, pela primeira vez, a presidência da Junta de Freguesia, pondo termo a quase meio século de liderança comunista. João Estróia, o novo presidente, promete um mandato assente na mobilidade, cultura e cooperação institucional, num contexto político marcado pelo diálogo e pela governação em minoria. A oposição promete "colaboração e diálogo".
| Nova equipa socialista promete foco na mobilidade e cooperação |
Depois de cerca de 50 anos sob gestão comunista, a freguesia do Pinhal Novo elegeu João Estróia, candidato do PS, como novo presidente da Junta de Freguesia. À ADN – Agência de Notícias, o autarca sublinhou que "este mandato terá um grande foco na mobilidade na nossa freguesia".
O executivo socialista integra ainda Patrícia Caixinha, Isabel Carmo, Daniel Fulgêncio, Amália Silva, Nuno Santos e Ricardo Marques.
Entre as prioridades, Estróia destaca a necessidade de requalificar infraestruturas locais. "Há muitas zonas que carecem de passeios e rebaixamentos de lancis", explicou, acrescentando que o PS pretende criar "uma oferta cultural diferente" e incentivar "maior dinamismo e participação por parte da Junta de Freguesia".
Novo ciclo político: diálogo e adaptação
O novo autarca assume que os primeiros meses de mandato serão dedicados à análise financeira e à adaptação da equipa. "Precisaremos de olhar para as contas primeiro e ver o que tem cabimento, que propostas são de mais fácil implementação na nossa Junta de Freguesia, e a partir daí analisar", referiu.
Segundo João Estróia, o arranque do mandato será feito com prudência e proximidade. "Tentaremos que os trabalhos decorram com a maior naturalidade possível, até para os funcionários.
O novo autarca assume que os primeiros meses de mandato serão dedicados à análise financeira e à adaptação da equipa. "Precisaremos de olhar para as contas primeiro e ver o que tem cabimento, que propostas são de mais fácil implementação na nossa Junta de Freguesia, e a partir daí analisar", referiu.
Segundo João Estróia, o arranque do mandato será feito com prudência e proximidade. "Tentaremos que os trabalhos decorram com a maior naturalidade possível, até para os funcionários.
O autarca promete "falar com todas as forças políticas para ver que propostas querem também implementar que possam ter cabimento no orçamento", afirmou.
Com raízes no associativismo local, o socialista garante uma relação estreita com o tecido coletivo da vila. "Cresci no associativismo aqui no Pinhal Novo, portanto, estou em casa. Vamos trabalhar muito próximos das associações, perceber as suas carências e ver de que forma a Junta pode apoiar, seja a nível logístico ou humano", sublinhou.
Em relação à governação, o autarca promete transparência e abertura. "Vamos negociar medidas para o Orçamento e contamos com a responsabilidade e maturidade política de todos os que foram mandatados pelos pinhalnovenses para deixar trabalhar e implementar novas ideias para a nossa terra", destacou.
Em relação à governação, o autarca promete transparência e abertura. "Vamos negociar medidas para o Orçamento e contamos com a responsabilidade e maturidade política de todos os que foram mandatados pelos pinhalnovenses para deixar trabalhar e implementar novas ideias para a nossa terra", destacou.
O novo mapa político de Pinhal Novo
A vitória socialista foi histórica, mas alcançada por margem curta. O PS obteve 27,81% dos votos, com 3.375 eleitores a seu favor, ultrapassando a CDU, que ficou pelos 25,70%, com 3.119 votos.
Os resultados traduzem uma alteração profunda no equilíbrio político local. A participação eleitoral subiu para 12.135 votantes - 50,35% dos inscritos -, face aos 8.929 votos válidos registados em 2021, o que representa um aumento de cerca de 30 por cento.
O crescimento da mobilização resultou numa redistribuição de forças:
A vitória socialista foi histórica, mas alcançada por margem curta. O PS obteve 27,81% dos votos, com 3.375 eleitores a seu favor, ultrapassando a CDU, que ficou pelos 25,70%, com 3.119 votos.
Os resultados traduzem uma alteração profunda no equilíbrio político local. A participação eleitoral subiu para 12.135 votantes - 50,35% dos inscritos -, face aos 8.929 votos válidos registados em 2021, o que representa um aumento de cerca de 30 por cento.
O crescimento da mobilização resultou numa redistribuição de forças:
- O PS reforçou-se com mais 947 votos e subiu quase 2 pontos percentuais.
- O PCP-PEV perdeu 74 votos, mas caiu 6,75 pontos percentuais.
- O Chega teve uma ascensão notável, passando de 7,99% para 25,63% e conquistando 3.110 votos - um acréscimo de cerca de 2400 eleitores.
- A coligação PSD.CDS-PP duplicou a sua expressão eleitoral, subindo de 7,84% para 13%.
CDU defende legado e promete oposição “de valores”
Carlos Almeida, da CDU, garantiu que o partido fará "uma oposição de projeto e valores". O dirigente afirmou que o papel da CDU será continuar a defender o que considera essencial para a freguesia. "A oposição que a CDU vai fazer cinge-se àquilo que é o seu programa, que foi referendado pelas populações e que é o resultado de 50 anos de gestão do território", sublinhou.
Carlos Almeida atribuiu alguns problemas locais à legislação nacional. "Os problemas na área da higiene urbana e dos espaços verdes resultaram de legislação aprovada em Lisboa, no Parlamento, que teve consequências nefastas para o Pinhal Novo", disse.
O comunista criticou ainda o processo de descentralização. "Esperamos que esta nova gestão seja capaz de resolver um problema que foi criado longe do Pinhal Novo. As freguesias precisam de competências, sim, mas com recursos humanos, materiais e instalações adequadas. Essa lei não estava preparada para isso", afirmou.
Carlos Almeida, da CDU, garantiu que o partido fará "uma oposição de projeto e valores". O dirigente afirmou que o papel da CDU será continuar a defender o que considera essencial para a freguesia. "A oposição que a CDU vai fazer cinge-se àquilo que é o seu programa, que foi referendado pelas populações e que é o resultado de 50 anos de gestão do território", sublinhou.
Carlos Almeida atribuiu alguns problemas locais à legislação nacional. "Os problemas na área da higiene urbana e dos espaços verdes resultaram de legislação aprovada em Lisboa, no Parlamento, que teve consequências nefastas para o Pinhal Novo", disse.
O comunista criticou ainda o processo de descentralização. "Esperamos que esta nova gestão seja capaz de resolver um problema que foi criado longe do Pinhal Novo. As freguesias precisam de competências, sim, mas com recursos humanos, materiais e instalações adequadas. Essa lei não estava preparada para isso", afirmou.
Chega e PSD/CDS-PP defendem oposição construtiva
Palmira Hortense, deputada do Chega na Assembleia de Freguesia, garantiu que o partido atuará "sempre de forma construtiva". "Sou nascida e criada no Pinhal Novo, mau seria eu estar aqui a fazer oposição por fazer oposição", frisou.
A deputada revelou à ADN-Agência de Notícias, intenção de dialogar diretamente com o novo executivo. "Irei pedir uma audiência com o presidente da Junta para referir determinados assuntos que são críticos na freguesia", afirmou, esperando "colaboração do PS para os executar e corrigir".
Também Rita Tapadinhas, líder da bancada PSD/CDS-PP, defendeu uma postura colaborativa. "Relativamente à oposição, vamos ser uma oposição construtiva e colaborativa, desde que as coisas corram bem e estejam dentro dos trâmites que achamos ser o melhor caminho", destacou.
Com um tom conciliador, Rita Tapadinhas expressou confiança no futuro da vila: "Esperamos cordialidade, urbanidade e que consigamos levar o Pinhal Novo a ser uma vila de sucesso", concluiu.
Um futuro partilhado por todos
A vitória socialista não representa apenas uma mudança política, mas também um desafio de entendimento entre forças. Entre promessas de diálogo, investimento em mobilidade e novas formas de cooperação, o futuro do Pinhal Novo dependerá da capacidade dos seus representantes em transformar diferenças partidárias em soluções concretas para a comunidade.
A lista do PS conquistou ainda a mesa da Assembleia de Freguesia, agora liderada por Antonieta Sobral, acompanhada por Cláudia Ferro e Vítor Fonte.
A vitória socialista não representa apenas uma mudança política, mas também um desafio de entendimento entre forças. Entre promessas de diálogo, investimento em mobilidade e novas formas de cooperação, o futuro do Pinhal Novo dependerá da capacidade dos seus representantes em transformar diferenças partidárias em soluções concretas para a comunidade.
A lista do PS conquistou ainda a mesa da Assembleia de Freguesia, agora liderada por Antonieta Sobral, acompanhada por Cláudia Ferro e Vítor Fonte.
Paulo Jorge Oliveira
Fotografia: ADN-Agência de Notícias
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