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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Palmela adia feira medieval e "pondera" festa das Vindimas

Autarquia e autoridades de saúde avaliam Vindimas e mandam Feira Medieval para 2021

A Câmara de Palmela decidiu adiar a sua feira medieval, prevista para o final de Setembro, para 2021, disse a autarquia da CDU em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias. A decisão teve em linha de conta a "importância da salvaguarda da saúde pública, num período em que as regras de distanciamento social ganham maior expressão no combate à pandemia", sublinha a Câmara de Palmela que aponta ainda "a imprevisibilidade da evolução favorável da situação epidemiológica da covid-19" e a impossibilidade de atempadamente desenvolver todos os procedimentos e ações preparatórias para mais uma edição de qualidade", para justificar o adiamento da feira medieval para o próximo ano. No entanto, a festa das Vindimas que se realizam no início de Setembro ainda não foi adiada e a organização - a cargo da Associação das Festas de Palmela - ainda está à espera do parecer da autarquia, forças de segurança local e das autoridades de saúde para poder realizar a festa. A acontecer, as Vindimas deste ano serão em moldes diferentes e "com segurança para todos", diz a organização. 
Covid-19 adia Feira Medieval em Palmela 

É mais um dos grandes cancelamentos deste verão no distrito de Setúbal. A Feira Medieval de Palmela, agendada para os dias 25, 26 e 27 de Setembro, foi adiada para o próximo ano no âmbito das restrições para conter a pandemia do novo coronavírus. A decisão foi avançada no início de Julho pela Câmara de Palmela. 
“Considerando a imprevisibilidade da evolução favorável da situação epidemiológica da covid-19 e a impossibilidade de atempadamente desenvolver todos os procedimentos e ações preparatórias para mais uma edição com a qualidade a que habituámos munícipes e visitantes", a autarquia liderada por Álvaro Amaro optou por adiar o evento para Setembro de 2021. 
A nota refere ainda que se trata de “um adiamento justificado pela importância da salvaguarda da saúde pública, num período em que as regras de distanciamento social ganham maior expressão no combate à pandemia”. 
Desde 2014 que a Feira Medieval de Palmela se tornou um dos eventos mais importantes do concelho e da região, contando com a presença de quase 30 mil visitantes em cada edição. O programa inclui três dias de festa, com bailes, dança aérea, torneios, jograis, falcoaria, mercado medieval, danças antigas, jogos e combates numa viagem histórica num dos castelos mais icónicos da região e do país; o Castelo de Palmela. 

Festa das Vindimas à espera de uma decisão 
Ideia diferente têm, para já, os organizadores da festa das Vindimas, a maior festa da vila, que ainda alimentam a esperança de avançar com mais uma edição da festa, no inicio de Setembro. A notícia foi dada pelo novo presidente da Associação das Festas de Palmela [entidade responsável pela organização do evento] na sua tomada de posse. André Cabica revela que o objetivo é “assinalar simbolicamente as festividades”, mas “sem colocar em causa a segurança dos residentes no concelho e dos visitantes”, evitando grandes aglomerações de pessoas. No entanto, frisa o presidente da Associação, está "consciente de que a execução dos festejos está refém das circunstâncias".
Uma ideia que não "desagradou" ao executivo municipal liderado por Álvaro Amaro [CDU] nem ao executivo da Junta de freguesia local, liderada pelo socialista Jorge Mares. O projeto “ousado e criativo”, nas palavras de Álvaro Amaro, presidente da Câmara, e “ambicioso”, segundo Jorge Mares, presidente da Junta, está dependente do evoluir da situação pandémica no país e, sobretudo, na região. A decisão está em análise a aguardar pelos pareceres de Câmara Municipal, Protecção Civil, Junta de Freguesia e GNR local, enquanto membros da Comissão de Segurança.
“Gostávamos que as respostas fossem céleres. Há semanas pensávamos que as coisas estavam no bom caminho, mas daí para cá parecem ter dado um passo atrás, já que se complicaram na região de Lisboa e Vale do Tejo”, reconhece o responsável pela festa.
A associação está empenhada em assinalar as celebrações – “nunca serão as festas nos moldes habituais”, garantiu André Cabica que disse ainda que "muitas das propostas passam pelos meios digitais". 
E a acontecer como será em 2020, o ano da pandemia, a festa da uva e do vinho. André Cabica não revela muito mas sublinha que um dos momentos que a associação pretende levar a efeito passa pela “pisa da uva e a bênção do mosto”, pela sua tradição. “Mas até isso está condicionado à evolução da situação”. Estão ainda pensados “alguns eventos em ‘live streaming’ [em direto na internet] em parceria com os produtores”, como “provas de vinho ou o lançamento de algum produto dos viticultores”.

Autarcas gostam da ideia mas apelam à "calma"
Para Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela, o projeto apresentado pela associação “é um desafio ousado e criativo”, num modelo “diferente do habitual”. Segundo o autarca, o programa tem vários "cenários em função das regras que existirem à data. Portanto, é um desafio que tem de ser construído ao dia, mediante o evoluir da pandemia".
Se for aprovada a sua realização, o autarca lembra que as regras sejam “rigorosamente cumpridas”. Se fosse hoje, a avaliar pelo atual cenário, as festividades teriam de decorrer em moldes “altamente limitados”. O projeto será avaliado também em conjunto com as autoridades de saúde.
O presidente da Junta de Freguesia de Palmela sublinha que “é positivo haver um projeto”, que classifica de “ambicioso”, pois significa que existem “pessoas com dinamismo”. Porém, considera que “a materialização neste momento é extremamente difícil”. 
Para Jorge Mares é "possível assinalar, marcar, as celebrações, com simbolismo, mas desde que se mantenha o distanciamento e o uso de máscara. O resto é complicado”, disse o autarca.
Lembre-se que a Festa das Vindimas tem como principal missão promover a vitivinicultura local. Até porque, explica o presidente da associação, esta é a “mais genuína” festa do género. “Foi a primeira festa de sempre das vindimas a realizar-se em Portugal. É uma marco na nossa história”, lembrou o presidente. A decisão final deverá ser tomada ainda este mês.

Agência de Notícias 
Foto: Câmara de Palmela 

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