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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Sesimbra quer fechar aterro na Ribeiro de Cavalo

Empresa sem licença continua a trabalhar. Autarquia quer solução definitiva


A Câmara de Sesimbra enviou um ofício ao Inspetor-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território a exigir que se cumpra de imediato a revogação total da licença de "exploração de resíduos inertes e o encerramento do aterro existente na zona do Ribeiro de Cavalo, bem como a implementação imediata das necessárias medidas de minimização de danos para o ambiente e para as pessoas", disse esta segunda-feira o assessor de imprensa da Câmara de Sesimbra, à ADN-Agência de Notícias. Perante a inacção das autoridades competentes, a autarquia exige às entidades competentes "que se cumpra de imediato a revogação total da licença de exploração de resíduos inertes e o encerramento do aterro".
População queixa-se dos maus cheiros frequentes 

Após a ocorrência, em Agosto deste ano, de um incêndio no aterro de Ribeiro de Cavalo, Zambujal de Cima, na freguesia do Castelo, em Sesimbra, a Câmara Municipal "começou a receber alertas regulares de moradores, que se queixavam de fumos e cheiro intenso provenientes do aterro", explica a autarquia num comunicado esta segunda-feira.
Nos meses seguintes, a Câmara de Sesimbra diligenciou inúmeros contactos junto Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e do Inspector-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, que deram azo a acções de fiscalização por parte das entidades competentes.
A autarquia tomou recentemente "conhecimento de uma notificação, com data de 3 de Junho de 2019, do então presidente interino da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo", que revoga totalmente a licença de exploração de resíduos inertes da empresa Greenall Life, no referido aterro. A instituição exigia ainda a suspensão imediata da recepção de resíduos e a elaboração de planos de caracterização dos solos, de remoção dos resíduos contaminados e de selagem do aterro.
Apesar de todas as ocorrências e iniciativas, que se intensificaram ultimamente, a realidade é que, de acordo com a autarquia, "até ao momento, a empresa continua a laborar e não se conhecem quaisquer medidas adotadas para a minimização dos efeitos nocivos para o ambiente e para a saúde pública ou para dar cumprimento às exigências da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo".
Desta forma a Câmara de Sesimbra diz que  as "legítimas queixas e inquietações da população, que não deixaremos de ser portadores, não têm merecido o eco merecido para despoletar a resolução definitiva do problema por parte das entidades competentes". A autarquia promete "reivindicar que este caso, que põe em risco o ambiente, a saúde e a segurança das populações, se resolva o mais depressa possível". 

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 
www.adn-agenciadenoticias.com

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