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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Setúbal mantém restrições no acesso às praias da Arrábida

Estradas da serra voltam a estar cortadas ao trânsito este verão 

De 15 de Junho a 15 de Setembro, a exemplo do que já aconteceu na última época balnear, logo que esteja esgotada a capacidade de estacionamento junto às praias está prevista a proibição de circulação de viaturas particulares entre a praia da Figueirinha e o Creiro. A maioria CDU na Câmara de Setúbal aprovou, nesta quarta-feira, o condicionamento da circulação rodoviária nos acessos às praias da Arrábida, mas PS e PSD votaram contra, com a vereadora socialista Teresa Andrade a considerar tratar-se de uma "medida paternalista". A autarquia garante que os Transportes Sul do Tejo irão assegurar autocarros de 20 em 20 minutos nas praias da região. 
Autarquia volta a querer praias sem carros 

Pelo segundo ano consecutivo, os eleitos da CDU aprovaram na reunião de câmara a “Estratégia Municipal para a Mobilidade Acessível, Segura e Sustentável para Todos nas Zonas Balneares de Setúbal”, que prevê um conjunto de restrições à circulação automóvel e uma aposta no acesso às praias da Arrábida através dos transportes públicos.
O objetivo é evitar os "congestionamentos de trânsito provocados pelo estacionamento desordenado, de forma a permitir a circulação de viaturas de emergência em caso de acidente ou de um incêndio na serra da Arrábida, que poderia colocar em risco a vida de milhares de veraneantes", sublinha a autarquia sadina.
Assim, de 15 de Junho a 15 de Setembro, a exemplo do que já aconteceu na última época balnear, logo que esteja esgotada a capacidade de estacionamento junto às praias, está prevista a proibição de circulação de viaturas particulares entre a praia da Figueirinha e o Creiro, sendo apenas permitida a passagem de transportes públicos, veículos de emergência e residentes.
PS e PSD votaram contra a proposta e a vereadora socialista Teresa Andrade acusou mesmo a maioria CDU na autarquia sadina de ter aprovado uma medida “paternalista” que afasta os setubalenses das praias da região.
"Acho que se transitou de uma solução em que não havia qualquer tipo de regulamentação, e as pessoas estacionavam à vontade, para uma situação extremada, em que se proíbem as pessoas de terem liberdade de acederem às praias como bem entendem", disse.
Na opinião de Teresa Andrade, “nem sequer se deu a possibilidade de as pessoas terem um meio-termo, em que pudessem pagar algum acesso mais limitado à praia”.
“Partiu-se do pressuposto de que as pessoas não são capazes de aceder à praia de uma forma civilizada. Isto é paternalismo", defendeu.

TST garante autocarros de 20 em 20 minutos 
O vice-presidente da Câmara de Setúbal, Manuel Pisco, contesta os argumentos da vereadora socialista, referindo que o estacionamento numa das bermas da estrada de acesso às praias, como defendeu a vereadora socialista, "iria dificultar, ou mesmo impedir, a passagem dos autocarros e de veículos prioritários ou de socorro".
"Essa experiência está feita, esses argumentos são pretextos para dizer que não, para votar contra, quando a população, as entidades públicas e os técnicos já reconheceram que esta solução, já implementada no passado, foi uma boa solução. E o ano passado não houve quebra do número de utentes nas praias", afirmou Manuel Pisco.
Confrontado com outra crítica do PS, partilhada igualmente por alguns setubalenses, de que, por vezes, há uma demora excessiva no transporte dos utentes das praias no regresso a Setúbal, Manuel Pisco admitiu alguns casos, mas garantiu que a autarquia e o operador de transportes públicos (TST - Transportes Sul do Tejo) têm estado a dialogar no sentido de melhorar a prestação do serviço.
"É uma questão de frequência das carreiras, de fazer os desdobramentos necessários. O operador de transportes, [que] vai ter o pagamento por utente transportado - não é por quilómetro -, vai querer transportar o maior número de pessoas", acrescentou.
"O ano passado houve alguns dias em que isso aconteceu, houve alguma espera, mas não foi sempre assim. Os autocarros são de 20 em 20 minutos. Se, por vezes, as pessoas tiverem de esperar até 30 minutos, não é demais. A partir daí será um exagero. É preciso ter cuidado para ter uma frequência de carreiras para que as pessoas não tenham de esperar muito tempo", adiantou o vereador comunista.
Manuel Pisco garantiu ainda que os TST também estão empenhados em melhorar este aspeto, para além da garantia de que não ficará ninguém nas praias devido à falta de transporte.
O autarca lembrou ainda que, este ano, os detentores dos novos passes sociais, municipais ou metropolitanos, poderão utilizar os transportes públicos para as parais da Arrábida sem qualquer encargo adicional.

Agência de Notícias

1 comentários:

ELMANO disse...

Interdição condicionada o ano inteiro...ou só um sentido! Isto sim!

26 de maio de 2019 às 18:33

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