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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Porto de Setúbal faz horas extra para a Autoeuropa

Há 22 mil carros para embarcar até final do ano 

A fábrica de Palmela pretende escoar 20 mil veículos até ao final do ano e, para cumprir com este objetivo, a Volkswagen vai aumentar o fluxo do cargueiros que fazem o transporte dos veículos. Com o fim da paralisação dos estivadores, a Autoeuropa fixou uma prioridade: carregar o máximo de veículos até ao fim do ano, com mais navios a expedir os 22 mil automóveis parqueados que valem 300 milhões. O porto garante disponibilidade da mão-de-obra. Devido à greve o escoamento de automóveis esteve parado durante 40 dias, os automóveis Volkswagen produzidos pela Autoeuropa estão parados na Base Aérea do Montijo, no porto da cidade e no parque da fábrica de Palmela. Além disso, há ainda automóveis parqueados nos portos de Leixões e em Espanha, em Vigo e Santander, que serão transportados para a Alemanha nos próximos dias. O acordo entre estivadores e empresa foi fechado na sexta-feira. O acordo prevê a integração de 56 precários como efetivos.
Carros já começaram a embarcar rumo à Alemanha 

Parte dos 22 mil carros produzidos pela Autoeuropa, parqueados no Porto9o de Setúbal desde Novembro, começaram esta manhã a ser colocados a bordo do cargueiro, noticiou a “Sic Notícias”. A cerca de duas semanas de se iniciar um novo ano, a produtora dos automóveis Volkswagen, em Palmela, quer escoar mais de 20 mil veículos até ao final de 2018. Para cumprir com este objetivo, a Volkswagen vai aumentar o fluxo do cargueiros que fazem o transporte dos veículos e, para a madrugada dessa segunda-feira, estava  previsto um segundo carregamento.
“Esperamos que a partir da próxima segunda-feira já seja possível carregar o primeiro navio com automóveis produzidos na fábrica de Palmela”, afirmou à Lusa o gerente da Operestiva, pouco depois da assinatura do acordo. 
Segundo Diogo Marecos, “é provável que até ao final do ano seja possível assegurar o transporte das 22 mil viaturas, que representa cerca de 300 milhões de euros, e que têm um grande impacto tanto para a Autoeuropa como para as exportações portuguesas”. 
“Se for possível garantir o regresso de todos os armadores que manifestaram a intenção de deixar o porto de Setúbal, e se o porto voltar a ter uma boa situação como em 2017, acreditamos que daqui a alguns meses, depois de negociarmos o Contrato Coletivo de Trabalho, podermos integrar mais dez a 37 trabalhadores”, acrescentou. 
“Um dos armadores da linha de contentores que manifestam a intenção de abandonar o porto se Setúbal está muito reticente em regressar, mas estamos a trabalhar para que todos regressem”, sublinhou o responsável pela Operestiva. 
Devido à greve dos estivadores do porto de Setúbal, o escoamento de automóveis esteve parado durante 40 dias, os automóveis Volkswagen produzidos pela Autoeuropa estão parados na Base Aérea do Montijo, no porto da cidade e no parque da fábrica de Palmela, revela o “Dinheiro Vivo”. Além disso, há ainda automóveis parqueados nos portos de Leixões e em Espanha, em Vigo e Santander, que serão transportados para a Alemanha nos próximos dias. Mas a Autoeuropa, “tal como acontecia até ao início de Novembro, vai voltar a expedir todos os carros produzidos em exclusivo a partir de Setúbal”, escreve aquele jornal online.
Com o fim da greve dos estivadores e o início dos trabalhos de transporte dos automóveis, a Autoeuropa vai manter a produção diária de 885 carros na próxima semana antes de voltar a parar por falta de peças para os carros a gasolina. 
A fábrica de Palmela vai parar durante 11 dias, a partir do turno da tarde do dia 22 deste mês até ao início do turno da noite de 4 de Janeiro, altura em que a produção é retomada.

António Costa feliz com acordo no porto de Setúbal 
O primeiro-ministro considera positivo o acordo assinado entre sindicatos e operadores portuários que garante o regresso à paz social no porto de Setúbal. Selado o entendimento, Autoeuropa e Operstiva já preparam um plano para exportar 22 mil viaturas até ao final do ano. O Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística alertou, entretanto, que a greve às horas extraordinárias é para manter nos demais portos do país. António Costa frisa que o Governo sempre dialogou com a Autoeuropa e com as restantes empresas afetadas pelo protesto.
“O Governo manteve permanentemente o contacto, não só com a Autoeuropa mas com todos as outras empresas afetadas. A Autoeuropa tem acumulado cerca de 21 mil viaturas que aguardavam o desbloqueamento para poderem ser exportadas”, afirmou António Costa no final do Conselho Europeu, em Bruxelas.
Segundo o primeiro-ministro, o protesto no porto de Setúbal “não foi assunto de referência” por parte da chanceler alemã, Angela Merkel, durante a reunião de chefes de Estado e de Governo da União.
“O porto abriu, o barco chegou para ser carregado, as viaturas que eram para ser exportadas foram exportadas. Se não chegarem mais barcos, foi porque não foram encomendados”, disse o chefe do Governo.
O acordo assinado na sexta-feira no Ministério do Mar prevê a passagem imediata ao quadro de 56 trabalhadores precários e o levantamento de todas as formas de luta, incluindo a greve ao trabalho extraordinário no porto de Setúbal.
Sobre o acordo assinado, que prevê a integração de 56 precários como efetivos, o gerente adiantou que 48 vão ficar na Operestiva e oito na Setulsete, outra empresa de trabalho portuário de Setúbal.
O Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística recordou que “há outros protestos a decorrer” e que o acordo assinado, sob a mediação do Governo, abrange apenas a greve às horas extraordinárias no porto de Setúbal.
António Mariano, presidente do Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística, ressalvou que “há questões por resolver para que a breve prazo acabe também nos outros portos”, nomeadamente no Caniçal, Leixões e Lisboa, onde desde 13 de Agosto se mantém a greve às horas extraordinárias.
No final da assinatura do acordo, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, garantiu que a tutela vai continuar a trabalhar “de forma a garantir melhor regulação e supervisão do setor.

Agência de Notícias com Lusa 
Foto: Rui Minderico/Lusa 

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