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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Linfoma interrompe carreira de Nuno Pinto em Setúbal

Vitória anuncia que o jogador suspende carreira para tratar da doença 

Nuno Pinto, 32 anos, jogador do Vitória de Setúbal, foi diagnosticado com um linfoma, doença do foro oncológico, e vai interromper a carreira para fazer tratamentos. Linfoma é um grupo de tumores de células sanguíneas que se desenvolvem a partir das células linfáticas. Geralmente, o termo refere-se apenas aos tumores cancerosos. A revelação foi feita este domingo durante uma conferência de imprensa do clube sadino. Vítor Hugo Valente, presidente do Vitória de Setúbal, foi quem revelou o estado de saúde do jogador. "No âmbito de um exame detectado pelo nosso departamento médico foi verificado que tem um linfoma. A notícia foi um verdadeiro choque para nós mas no futebol estamos habituados a que na hora da derrota o primeiro pensamento é seguir-se uma vitória", explicou. O responsável do clube de Setúbal explicou que o jogador está a ser acompanhado pelo departamento médico do clube e que foi o próprio Nuno Pinto quem decidiu tornar público o estado de saúde. Nuno Pinto, jogador do Vitória, tem 32 anos, é casado e tem três filhos. 
Colegas e equipa apoiam jogador 

O defesa Nuno Pinto está a lutar contra um linfoma na região inguinal, razão pela qual interrompe, por tempo indeterminado, a sua carreira de futebolista, anunciou o Vitória de Setúbal em conferência de imprensa.
A notícia da doença do lateral esquerdo, de 32 anos, foi revelada pelo presidente dos sadinos, Vítor Hugo Valente, perante o plantel e cerca de 50 adeptos do clube e amigos do jogador, que fizeram questão de estar ao lado de Nuno Pinto.
“Costuma-se dizer que por trás de um jogador está o homem. Estamos aqui com o Nuno Pinto, não enquanto jogador, mas sim como homem, porque, no âmbito de um exame detetado pelo nosso departamento médico, foi verificado que o Nuno Pinto tem um linfoma”, disse.
O médico do Vitória, Ricardo Lopes, revelou a forma como o linfoma foi detetado no início da semana, facto que impediu o jogador de treinar e jogar na sexta-feira diante do Portimonense.
“O Nuno Pinto tinha uma adenopatia, que é um gânglio que está aumentado na região inguinal. Muitos outros jogadores têm estes gânglios por uma série de motivos. Pelo seu tamanho, e não resolução, levou-nos a fazer mais exames complementares que nos levaram a este diagnóstico”, explicou aos jornalistas, depois da conferência.
O responsável pelo departamento médico dos sadinos, que acompanha o jogador, já a ser seguido no Instituto Oncológico de Lisboa (IPO), escusa-se a apontar uma data para um possível regresso de Nuno Pinto aos relvados.
“A nossa perspetiva é fazer tudo para que possa voltar a jogar. Quanto ao tempo de paragem, faltam exames para avaliarmos. Depois do diagnóstico, estamos na fase de avaliação da extensão. Só depois disso poderemos definir o tempo”, explicou.
Emocionado pela manifestação de carinho dos colegas de equipa, técnicos, dirigentes, familiares e adeptos que estiveram na conferência de imprensa, Nuno Pinto não conseguiu proferir nenhuma palavra aos presentes. O capitão Vasco Fernandes encarregou-se de o fazer.
“Já transmiti ao Nuno, e digo-o publicamente, que ele é um grande guerreiro e Deus dá grandes batalhas aos grandes guerreiros. Ele é forte e tem a ajuda de grandes pessoas. De certeza que todos vão conseguir ajudá-lo nesta grande batalha”, afirmou.
O capitão de equipa falou em nome do plantel e deu todo o apoio ao lateral esquerdo. "Todos temos a certeza absoluta que vai vencer esta batalha, tem a ajuda de grandes profissionais. Somos uma família, todos o vamos ajudar nesta batalha", referiu o central dos sadinos.
"Faço também um apelo público a toda a família vitoriana porque quando um dos nossos está mal, todos nós estamos mal. Por isso, convoco toda a família vitoriana a transmitir da forma que entender o apoio que nestas ocasiões é sempre importante. Sendo o Nuno um lutador, estando garantido o apoio, estamos certos que irá vencer esta batalha", acrescentou Vítor Hugo Valente, presidente do Vitória.
Natural de Vila Nova de Gaia, o lateral esquerdo estreou-se pelo Boavista no escalão principal, em 2006/07. Também na I Liga, representou o Trofense e Nacional, antes de rumar ao Levski de Sofia (Bulgária), Tavriya (Ucrânia) e Astra Giurgiu (Roménia), clube que representou antes de chegar a Setúbal, em 2015/16
Agência de Notícias com Lusa 
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