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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Greve em Setúbal adia exportação de porcos

Estivadores em greve "adiam" negócio de milhões 

A exportação de carne de porco portuguesa  para a China, cujo início estava previsto para Dezembro, só deve iniciar-se em Janeiro devido ao“tráfego de contentores” provocado pela greve dos estivadores eventuais de Setúbal, disse o diretor da federação de suinicultores. Neste momento estamos com algumas dificuldades logísticas para a colocação de contentores nos portos e, passando essa fase, daremos início à exportação”, o que deverá ocorrer em Janeiro, disse o diretor da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores, Nuno Correia.
Greve pára exportação de carne de porco 

De acordo com o responsável, “o tráfego de contentores” nos portos nacionais está “a trazer algumas dificuldades” à exportação de carne de porco, um negócio que vai movimentar cerca de 100 milhões de euros de exportações no primeiro ano e 200 milhões no segundo.
Em causa está a greve dos trabalhadores eventuais do porto de Setúbal que não comparecem ao trabalho desde dia 5 de Novembro.
Paralelamente, está a decorrer uma greve dos estivadores afetos ao Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística ao trabalho extraordinário, cujo final está previsto em Janeiro de 2019 ou até patrões e sindicato chegarem a acordo.
Esta greve abrange os portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal (Madeira), Ponta Delgada e Praia da Vitória (Açores).
Nuno Correia adiantou que as encomendas estão fechadas e “assim que os certificados sanitários forem emitidos e a situação logística for ultrapassada” as exportações terão início.
“Para o início do ano que vem serão [exportados] cerca de dez mil porcos por semana”, reiterou.
Segundo o diretor da federação de suinicultores, os grupos ICM, Agpmeat e Montalva “farão a exportação e darão a dimensão necessária para um mercado tão grande como a China”.
“A China é um mercado de grandes volumes, é o maior produtor e importador de porcos. Aquilo que nós fizemos em Portugal foi unir esforços entre as três empresas para poder conseguir satisfazer as necessidades. Uma empresa, por si só, não consegue dar resposta a tudo aquilo que a China precisa”, sublinhou o dirigente.
Por outro lado, a Agrupalto, da qual Nuno Correia é administrador, comprou o matadouro de Reguengos de Monsaraz (Maporal) que vai passar a trabalhar, em exclusivo, para o mercado chinês.
A aquisição envolveu um investimento inicial de quatro milhões de euros e, posteriormente, vai implicar um reforço de seis milhões de euros, destinado ao aumento de produção. No total vão ser criados 150 novos postos de trabalho nesta unidade, no Alentejo.
Numa fase inicial, só neste matadouro, vão ser abatidos quatro mil animais por semana e, até ao final de 2019, ascenderá a dez mil animais por semana.
O acordo foi celebrado com o ACME Group, estando já a decorrer encontros para alargar o negócio. Adicionalmente, dentro de seis meses, vai ocorrer uma nova vistoria para tentar homologar mais três matadouros em Alcanede, Montijo e Lisboa.

Agência de Notícias com Lusa  

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