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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

1.º de Dezembro cumpre tradição no Montijo

Coletividade tem um papel insubstituível na educação artística da cidade 

A Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro, do Montijo, comemorou 164 anos de existência. À semelhança de anos anterior a secular sociedade começou ao nascer do dia as suas festividades. O desfile de cumprimentos às Entidades Oficiais, coletividades e população do Montijo antecedeu a Sessão Solene onde foram entregues diplomas e emblemas a 22 sócios com mais de 25 e 50 anos de Associados. Durante a cerimónia, o presidente da instituição, Joaquim Baliza, referiu que ao longo dos anos a coletividade tem assistido “ao enriquecimento do seu património com várias remodelações na sua sede social e à integração de novas atividades culturais recreativas e desportivas”.
1.º de Dezembro é um património cultural da cidade 

Joaquim Baliza referiu-se à associação como uma “verdadeira universidade popular” enaltecendo o desempenho “dos maestros, dos músicos, dos coralistas, dos professores e alunos de todas as atividades” e agradecendo o apoio das “entidades oficiais e particulares que connosco têm elevado o nome da Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro”.
O presidente da Câmara do Montijo referiu que é necessário “cada vez mais revigorar o movimento associativo” acentuando que a associação “tem desempenhado um papel insubstituível, na educação artística, como conservatório do povo para gerações de montijenses e é hoje um património que faz parte da nossa memoria coletiva da nossa terra”, sublinhou Nuno Canta.
“O respeito pela autonomia das associações é a nossa maior homenagem aos que há 164 anos se uniram para erguer esta grande associação. É o momento de renovar a confiança que a câmara tem naqueles que estão à frente dos destinos da 1.º de Dezembro, e dar uma palavra de estímulo para continuar este grande projeto do associativismo montijense que nos orgulha todos”, salientou o autarca recordando que a câmara, recentemente, votou e aprovou de mais de 40 mil euros de apoio à coletividade.
As comemorações terminam no dia 16 de Dezembro, com um Concerto de Natal com Coro Polifónico da Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro orientado pelo Maestro João Branco, na Igreja Matriz de Montijo.

A história da 1.º de Dezembro
A Sociedade Recreativa foi fundada em 1854 pela elite de Aldegalega, a qual veio dar origem, em 1868, àquela que foi inicialmente a Academia Phylarmonica 1.º de Dezembro. Para além da música, a sua atividade incluía ainda várias outras manifestações culturais e artísticas; tal como no presente. Desde muito cedo, tradição que ainda hoje se mantém: todos os anos, a 1 de Dezembro, dia da Restauração da Independência, os filarmónicos percorrem as ruas da cidade e tocam o Hino da Restauração.
Ao longo destes 164 anos foram muitos os momentos marcantes, uma história que nem todos conhecem. Uma história que tem sido feita por todos os sócios, músicos, dirigentes, maestros, alunos e professores que têm colaborado para manter a Coletividade viva. Revisitar a história da 1.º de Dezembro é uma forma de, simultaneamente, revisitar a história desta terra. De Aldegalega a Montijo.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 

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