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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Obras na ponte 25 de Abril podem arrancar ainda este ano

Atrasos no concurso não comprometem arranque das obras na Ponte

As obras de reparação da Ponte 25 de Abril deverão arrancar no final deste ano, mais tardar no início de 2019. As obras na ponte terão um custo de 18 milhões de euros. Há actualmente seis candidaturas a concorrer à obra, cuja adjudicação deverá ser decidida em breve. O concurso foi lançado a 23 de Março e o prazo para as candidaturas terminou a 8 de Junho.A obra deve prolongar-se por dois anos. O Governo terá recebido esse relatório em Fevereiro e as obras só necessitavam da "luz verde" do Ministério das Finanças para avançarem. Um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil revela que existem vários problemas estruturais na ponte, nomeadamente fissuras, brechas e parafusos soltos. A concelhia de Almada do CDS-PP já pediu esclarecimentos ao Governo. António Pedro Maco, deputado Municipal, pretende saber se haverão ou não, compensações aos utentes pela perda de qualidade do serviço durante as obras da ponte.
Ponte é umas das mais seguras em Portugal 

Apesar destes problemas estruturais, em Maio, o presidente das Infraestruturas de Portugal (IP), António Laranjo, garantiu no Parlamento que a Ponte 25 de Abril é "a mais segura das 7.200 do sistema de gestão de obras de arte", sendo monitorizada diariamente por ser a mais utilizada.
"A Ponte 25 de Abril é a obra de arte mais segura da rede. É utilizada por cerca de 100 milhões de passageiros, ou seja, cerca de 10 vezes a população de Portugal. Aquela que mais intervenções sofreu nos últimos anos, não só no alargamento que sofreu entre 1995 e 1999, mas também para o caminho de ferro", disse então António Laranjo.
O documento, divulgado pela Visão, em Março,  assinalava ainda que era urgente fazer obras de manutenção.
António Laranjo explicou no Parlamento que a "obra tem de ser feita", mas lembrou que para a IP "no calendário dos trabalhos não se trata de uma obra emergente, nem urgente, mas sim uma obra de prioridade". "Se fosse emergente era de imediato, o que não é o caso. Se fosse urgente não teria passado este tempo", justificou, sublinhando que a monitorização que é feita dá "garantia de que [a ponte] está em condições", pelo que não foi necessário fazer obra "com outro tipo de restrições de trânsito".
Cerca de 300 mil pessoas atravessam diariamente a Ponte 25 de Abril por via rodoviária e ferroviária. A estrutura, que liga Lisboa a Almada, tem 52 anos e foi construída por ordem de Salazar. Quando foi inaugurada, a 6 de Agosto de 1966, era a maior estrutura metálica suspensa da Europa e a quinta maior do mundo. As duas torres principais elevam-se a 190 metros acima do nível da água e o tabuleiro a 70 metros. A obra custou cerca de dez milhões de euros, excluindo o ajuste à inflação.

CDS-PP quer saber se haverá ou não, compensações aos utentes
O Deputado do CDS-PP em Almada António Pedro Maco, pretende saber se haverá ou não, compensações para os utentes que utilizam aquela infraestrutura para atravessar as duas margens, tal como pretende saber em concreto a que horas haverá trânsito condicionado? se afectará as duas vias de acesso ou seja, se apenas rodoviário ou ferroviário ou os dois? se haverá mesmo períodos de total interrupção e se haverão dias específicos da semana para a mesma? e se haverá ou não, algum estudo que possa informar acerca dos constrangimentos ao nível do tráfego e do tempo que cada utente levará para fazer a travessia, uma vez que em dias denominados de normais, por vezes, já a travessia se faz com alguma lentidão? Estas questões deverão ser respondidas ou pelo Primeiro Ministro ou pelo Ministro Pedro Marques e não ficar-se apenas pelas declarações do Presidente do IP, António Laranjo.
"É preciso que o Governo venha a público, olhos nos olhos, com os portugueses, o mais rápido possível, prestar esses esclarecimentos", diz a concelhia centrista de Almada, em nota enviada à ADN-Agência de Notícias.
O CDS-PP tem ainda uma outra preocupação relacionada e que resulta das obras da ponte que são as possíveis alternativas que os utentes terão (ou não terão) ao seu dispor em caso de congestionamento anormal de trânsito.
"Pretendemos que a tutela diga aos utentes, sejam eles de Almada sejam eles de outros concelho e que tenham a necessidade de atravessar o rio, se precaveu ou não o governo, essa situação nomeadamente junto do transporte fluvial que pode funcionar como meio alternativo à ponte" afirmou o deputado municipal do CDS-PP.
O mesmo acrescenta que "com os problemas com que a Transtejo se depara, com falta de meios e com falta de recursos adequados sem que se veja alternativa palpável à vista, penso que os utentes têm muitas razões para estarem preocupados, pois não conseguem vislumbrar uma alternativa eficaz em dias de maior fluxo devido às intervenções na Ponte 25 de Abril, e esse cenário preocupa imenso o CDS-PP como também preocupa das populações".
Outra das preocupações levantadas pelo deputado municipal do CDS-PP é o Relatório do ISQ - Instituto da Soldadura e Qualidade - que nunca foi tornado público, facto que deixa o CDS-PP desconfortável em relação ao verdadeiro problema das intervenções na estrutura da Ponte 25 de Abril.
"O CDS-PP exige saber da parte da tutela, não só o conteúdo do relatório, como o porquê do mesmo estar tanto tempo escondido, mesmo depois do Grupo Parlamentar do CDS-PP e da Concelhia de Almada terem solicitado ao ISQ que o relatório fosse tornado público", finaliza António Pedro Maco.

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