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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

ANA incentiva companhias que forem para o Montijo

Aeroporto deverá "entrar em serviço em 2022", diz CEO da ANA

O presidente executivo da ANA-Aeroportos de Portugal informou esta quarta-feira estarem a "chegar ao fim" as negociações com o Estado sobre a "parte económica" do novo aeroporto do Montijo, cujo início de funcionamento foi apontado para 2022. Thierry Ligonnière disse que a gestora dos aeroportos nacionais vai dar incentivos às primeiras companhias aéreas que forem para o Montijo. "A opinião de algumas companhias não tem em conta potenciais incentivos", considera a ANA - Aeroportos de Portugal. Já acerca do aeroporto de Beja, o presidente da ANA disse que esta estrutura "é muito longe" da capital portuguesa.
Novo aeroporto deve abrir em 2022 

Em audição parlamentar, na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, Ligonnière garantiu que têm recebido “manifestações de interesse” das companhias aéreas para operar no aeroporto complementar no Montijo, que deverá “entrar em serviço em 2022”.
Do lado da ANA ouviu-se que “a opinião de algumas companhias não tem em conta potenciais incentivos”, nomeadamente a disponibilidade de slots (faixas horárias).
“Estamos a desenhar planos de incentivos para quem vá lá primeiro”, designadamente “vantagens ao nível de taxas”, informou. O mesmo irá acontecer para as empresas que mudem parte das suas operações do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para o Montijo, acrescentou.
Confrontado pelos deputados, o dirigente da ANA não desarmou: “Se estamos a promover esta solução é porque confiamos nela. Estamos convencidos que haverá companhias a operar no Montijo”, disse.
Frisou ainda que o Montijo “não é um aeroporto low-cost“, sublinhando que trará uma “vantagem operacional imediata para companhias que operam com tipologia ponto a ponto”, como a easyJet, a Ryanair e a Transavia.
Recorde-se que a TAP recusou voar para o Montijo. A principal razão, segundo o presidente executivo da companhia aérea, Antonoaldo Neves, deve-se ao tamanho dos aviões.

Beja é muito longe de Lisboa 
"Absolutamente fundamental" é que as acessibilidades rodoviárias e fluviais estejam a funcionar a tempo da abertura da infraestrutura, referiu o presidente executivo, que citou informações das companhias aéreas sobre a sua indisponibilidade de operarem em Alcochete por ser uma zona "longe" de Lisboa.
Thierry Ligonnière informou também sobre o prolongamento a sul da pista do Montijo, sem interferir nas aproximações à pista e zonas industriais, apontando que o projeto "integra uma verba para compensações ambientais".
O responsável acrescentou ainda haver a "possibilidade de desenvolver um bocadinho mais" o tráfego no Montijo, já que "24 movimentos é uma coisa modesta à luz da capacidade do que pode ser acolhido".
Já acerca do aeroporto de Beja, Thierry Ligonnière notou que esta estrutura "é muito longe".
"O Montijo é frente a Lisboa e tem uma vantagem de acessibilidade muito curta e rápida, o que não é o caso de Beja", precisou.
Porém, Beja assume importância para a estrutura de Lisboa, num "papel de estacionamento de aeronaves a longo prazo", acrescentou o responsável, notando que a estratégia para o aeroporto de Lisboa é a "máxima rotatividade de aviões para criar mais tráfego".
Os aviões que ficam mais tempo na placa, como os 'charters', têm tido, assim, condições para ficar em Beja, através nomeadamente da equiparação do preço de combustíveis com Lisboa, acrescentou.

Agência de Notícias 

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