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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Utentes da Margem Sul querem Fertagus na CP

Mais de cem personalidades subscrevem manifesto pelo fim da concessão ferroviária da ponte 25 de Abril 

Mais de uma centena de personalidades e instituições subscrevem um manifesto que exige o fim da Parceria Público-Privada com a Fertagus e a integração na CP da exploração da travessia ferroviária da ponte 25 de Abril. "Basta de PPP com a Fertagus, queremos o serviço integrado na CP" é o título do documento que deverá ser entregue ao Governo e na Assembleia da República, no prazo máximo de duas semanas, e que já conta com cerca de uma centena de subscritores que defendem o fim daquela Parceria Público-Privada em 2019, data em que termina o contrato de concessão à Fertagus. A travessia da ponte 25 de Abril faz a ligação ferroviária entre as cidades de Lisboa e Setúbal, com passagem pelos concelhos de Almada, Seixal, Barreiro e Palmela. 
Fertagus faz a ligação ferroviária Lisboa/Setúbal 

"Isto começou com uma troca de informação entre algumas pessoas que consideram que o final do contrato de concessão com a Fertagus é o momento oportuno para a integração na CP da exploração comercial da ligação ferroviária entre Lisboa e Setúbal pela Ponte 25 de Abril", disse à agência Lusa Marco Sargento, membro da Comissão de Utentes dos Transportes da Margem Sul do Tejo e do MUSP, Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, entidades que também subscrevem o manifesto.
Segundo Marco Sargento, os signatários apelam também aos trabalhadores e às populações para "que se unam num vasto movimento de opinião pelo fim da Parceria Público-Privada com a Fertagus e defesa da integração do serviço na CP", que consideram ser a melhor solução para a qualidade de vida das populações da Península de Setúbal.
"Isto não é apenas uma questão dos utentes. Está em causa uma Parceria Público-Privada com uma empresa que não aceita o passe social intermodal, que cobra três a quatro vez mais por quilómetro do que a CP em percursos nas áreas suburbanas e que, além do mais, tem sido uma parceria ruinosa para o Estado", disse.
"Uma auditoria do Tribunal de Contas verificou que esta Parceria Público-Privada da Fertagus, juntamente com a do Metro Transportes do Sul, custaram ao estado mais de 202 milhões de euros entre 1999 e 2013", lembrou Marco Sargento, convicto de que, nos próximos dias, haverá muito mais entidades a subscreverem este manifesto pelo fim da concessão à Fertagus da exploração da linha ferroviária Lisboa-Setúbal.
O arquiteto Carlos Roxo, responsável geral pelo projeto de arquitetura da linha e autor da estações de Entrecampos e Sete Rios, o arquiteto Santa Barbara, autor da intervenção plástica na estação do Pragal, o engenheiro Francisco Asseiceiro, responsável do projeto de via ferroviária na ligação Lisboa - Setúbal, bem como os antigos futebolistas Diamantino Miranda e Carlos Manuel, o cantor Jorge Palma e a atleta Carla Sacramento são algumas das personalidades que já subscreveram o documento.
O padre setubalense Constantino Alves, o realizador de cinema Pedro Pinho (da Fábrica do Nada), autarcas, dirigentes sindicais, dirigentes e comandantes dos Bombeiros, membros de Comissões de Utentes dos Transportes e dos Serviços Públicos estão também entre a lista de subscritores do manifesto que reclama o fim da Parceria Público-Privada com a Fertagus.

Agência de Notícias com Lusa 

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