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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Aeroporto do Montijo atinge a saúde de 5 mil pessoas

Aviões vão fazer mais barulho na Baixa da Banheira, Lavradio e Vila Chã

Cinco mil pessoas terão a sua saúde afectada devido ao aeroporto do Montijo. Segundo um relatório de impacte ambiental, parte das pessoas que serão sobrevoadas pelas aeronaves serão incomodadas pelo ruído. Segundo o Diário de Notícias, na zona sobrevoada pelos aviões moram 54 mil 700 pessoas. O jornal cita um relatório "não técnico". "O número de habitantes que se estima possam revelar efeitos na saúde decorrentes da exposição ao ruído não ultrapassa os nove por cento da população total dos concelhos referidos", lê-se no documento. São esperadas "reacções negativas como irritação, insatisfação, raiva, ansiedade, agitação ou distracção", "quando o ruído perturba as actividades diárias de um dado indivíduo". Os concelhos mais afectados serão os da Moita e Barreiro. O Seixal será menos incomodado. A abertura do aeroporto é esperada em 2022 e este estará em plena capacidade operacional em 2054.
Ruído dos aviões vai afetar cerca de cinco mil pessoas 


O estudo de impacte ambiental do novo aeroporto de Lisboa, que vai ser construído nos terrenos da atual base aérea do Montijo, admite que cerca de cinco mil pessoas podem sofrer efeitos na sua saúde pela exposição ao ruído.
Nos cálculos do estudo, de acordo com o "relatório não técnico", escreve o Diário de Notícias, estima-se que, na área que será sobrevoada pelos aviões com destino ao Montijo, "a população aí residente seja de cerca de 54 mil 700 habitantes (correspondendo aproximadamente a 18 por cento da população total residente nos concelhos da Moita, Barreiro e Seixal)".
O estudo admite ainda que "o número de habitantes que se estima possam revelar efeitos na saúde decorrentes da exposição ao ruído não ultrapassa nove por cento da população total dos concelhos referidos", ou seja, quase cinco mil pessoas poderão ser afetadas.
Este número, segundo o relatório a que o Diário de Notícias teve acesso, é "de magnitude reduzida a moderada", o que se explica ainda por "os potenciais efeitos negativos identificados" serem, de acordo com os autores, "pouco significativos (face aos níveis sonoros em causa) a significativos (atendendo a que os seres humanos podem ter, individualmente, respostas diferenciadas ao ruído)".
Com a entrada em funcionamento do novo aeroporto - identificado como "aeroporto complementar do Montijo" - o "ruído predominante" passará a ser o "dos aviões", que fará aumentar "as percentagens de população que poderão manifestar efeitos negativos na saúde decorrentes da potencial exposição" a esse ruído.

Barreiro e Moita mais afetados 
Segundo o relatório, haverá um salto de "elevada incomodidade" para a população dos atuais cinco para 29 a 55 por cento, e de "incomodidade" de 17 por cento para uma estimativa de 50 a 75 por cento. O estudo define incomodidade como "reações negativas como irritação, insatisfação, raiva, ansiedade, agitação ou distração", "quando o ruído perturba as atividades diárias de um dado indivíduo".
As "elevadas perturbações", que são quatro por cento e as restantes que se situam nos 10 por cento, devem disparar para valores bem mais altos: "Elevadas perturbações do sono (17 a 38 por cento) e perturbações do sono (27 a 50 por cento) (para adultos)." Nestas perturbações consideram-se, entre outras, "adormecer, despertar, duração reduzida do sono".
Outro fator considerado, nas crianças em idade escolar, é o das perturbações na leitura, que passarão a ser 12 a 15 por cento (atualmente são 12 por cento). A hipertensão nos adultos deve subir dos 40 para 43 por cento e pode verificar-se um aumento de mortalidade anual por doenças cardiovasculares (0,004 a 0,006 por cento ao ano, para população total - são 0,002 por cento).
Estes impactes "são mais importantes nos concelhos da Moita e do Barreiro, já que a afetação no concelho do Seixal será marginal". Aliás, o estudo refere que será necessário elaborar um plano para isolar edifícios com "recetores especialmente sensíveis", identificados na área que mais afetada será pela aterragem de aviões, como escolas e agrupamentos escolares, na Baixa da Banheira, Barreiro e Vila Chã, e um fórum cultural também na Baixa da Banheira.

"Impactes negativos" nas aves
O estudo aponta ainda "impactes negativos significativos sobretudo associados à movimentação de aeronaves" para as aves, existindo "alguma incerteza associada ao facto de não ser conhecida a proporção de movimentos de avifauna afetados pelo futuro tráfego de aeronaves" - estão identificados riscos de colisão de aves, a necessidade de monitorizar os seus movimentos, e a aplicação de medidas para minimizar esses impactos.

Agência de Notícias

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